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Fatores que diferenciam a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica de outras doenças febris agudas na admissão em Unidade de Emergência - Experiência de um serviço terciário
Marina M.N.F Soares; Ana Luiza C. Bessa; Luísa R. M. P. Crivelenti; Viviane M.P. Balbão; Davi C. Aragon; Waldyr A.O. Borghi; Paulo Henrique M. Frattini; Alessandra K. Matsuno; Maria Célia Cervi; Rolando Paternina De La Ossa; Luciana M. de Carvalho
Resid Pediatr. 2024MÉTODOS: Estudo retrospectivo, observacional transversal. Avaliou pacientes menores de 18 anos apresentando síndromes febris e sinais clínicos ou laboratoriais sugestivos de SIM-P, de março de 2020 a outubro de 2021. Os grupos foram comparados pelos testes exato de Fisher e Wilcoxon, nível de significância de 5% e risco relativo (RR) e ajustado, IC 95% como medida de associação. Conditional inference tree identificou cutoffs de variáveis contínuas.
RESULTADOS: Dos 44 pacientes com critérios clínicos e/ou laboratoriais para SIM-P, 23 tiveram confirmação da infecção por SARS-CoV-2 por RT-PCR ou testes sorológicos (Grupo 1), apesar dos Grupo 1 (44,8%) e Grupo 2 (14,3%) terem epidemiologia positive para COVID-19. Doze síndromes febris, particularmente gastroenterite viral, mimetizaram SIM-P. Erupção cutânea, RR 5,0 (IC 95%, 1,7 -14,5), PCR > 6,4 mg/dl, RR 3,7 (IC 95%, 1,3 - 10,0), idade > 31 meses, RR 2,7 (IC 95%, 1,2 - 6,0) ), hiponatremia, RR 2,1 (IC 95%, 1,3 - 3,5) e uso anterior de antibiótico RR 1,9 (IC 95%, 1,1 - 3,1), foram associados ao diagnóstico confirmatório de SIM-P. Pacientes com níveis de PCR superiores a 6,4 mg/dl foram três vezes mais propensos a ter um diagnóstico confirmatório de SIM-P.
CONCLUSÃO: PCR superior a 6,4 mg/dl e erupção cutânea na admissão foram os principais fatores de risco associados à SIM-P.
Uso inadequado do Pronto-Socorro Pediátrico
Ana Carolina de Andrade Rodrigues; Rafaela Catelan Martins Pereira; Thanile Lais da Silva; Isabella Andreazza de Freitas; Beatriz Cassolatti Graciolli; Joelma Gonçalves Martin; José Roberto Fioretto
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Estudo prospectivo observacional realizado no período de fevereiro a agosto de 2021, através de entrevistas estruturadas com os responsáveis de crianças levadas ao PSP com formulário desenvolvido para a pesquisa contendo informações sociodemográficas e clínicas, além da classificação de urgência no momento da triagem. Os dados foram apresentados como média ± desvio-padrão (DP) ou frequência absoluta e porcentagem.
RESULTADOS: Foram entrevistados 252 responsáveis, sendo a maioria mãe (76,2%) ou pai (15,9%), com idade média de 32 anos (DP=±8.7). Nível de preocupação alto ou moderado com o estado de saúde da criança foi respondido por 91,6% dos responsáveis, embora a maioria dos casos tenham sido classificados na triagem como pouco ou não urgentes (77,3%).
CONCLUSÃO: O nível de preocupação do responsável e a convicção de que o PSP proporciona um atendimento mais efetivo motivaram a busca não urgente desse serviço. Os dados refletem a necessidade de educação em saúde para conscientização do fluxo de atendimento no Sistema Único de Saúde, identificando a atenção primária à saúde como porta de entrada ao sistema e o PSP como local destinado ao atendimento de urgência e emergência. Em última análise, pretende-se contribuir para a prestação de cuidados de modo qualificado à saúde integral da criança.
Alterações esclerodermiformes nas mãos de uma adolescente
Gabriel Castro Tavares; Alexandra Rech Vieira; Tullia Cuzzi Teichner; Nurimar Conceição Fernandes
Resid Pediatr. 2024Osteomielite em Pacientes com Doença Falciforme
Andréia Regina Augusto dos Santos; Maria Aparecida Gadiani Ferrarini; Josefina Aparecida Pellegrini Braga
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Avaliação retrospectiva do prontuário de Hospital Universitário terciário em São Paulo.
DISCUSSÃO: Os casos descritos foram comparáveis com Weisman (2020), com relação à idade e à maior frequência de acometimento de ossos longos e 2 dos 3 pacientes são homozigotos para a DF. Os três pacientes apresentaram contagem de leucócitos semelhante ao encontrado na literatura (Fontalis et al., 2019), e todos apresentaram aumento de PCR conforme progressão da OM apresentando redução de valores quando iniciado o tratamento. Dor e edema local estavam presentes nos casos relatados, e dois deles apresentavam dores em diversos sítios, sendo diagnosticados nestes casos. Neste estudo nenhum agente foi isolado nas hemoculturas, assim como relatado por Fontalis (2019). No caso 1, o exame de imagem apresentou alterações esperadas, enquanto nos casos 2 e 3 em que os pacientes apresentavam acometimento de ossos longos, sítios mais comuns de infarto ósseos pregressos, foram encontradas alterações tanto agudas quanto crônicas (Al Farii et al., 2020).
CONCLUSÃO: Pacientes com DF apresentam risco aumentado para osteomielite. O diagnóstico diferencial entre infarto ósseo relacionado à crise vaso-oclusiva é um desafio, pois a apresentação clínica inicial é semelhante. Deve-se suspeitar de osteomielite em pacientes com DF que apresentem crise vaso-oclusiva em apenas um sítio, com febre prolongada e um aumento de provas inflamatórias. A antibioticoterapia precoce dirigida aos agentes mais frequentes pode evitar complicações e permite um melhor prognóstico.
Um caso de hipotiroidismo auto-imune como origem de atraso decrescimento e de desenvolvimento neuropsicomotor na primeira infância
Cecilia Gomes Pereira; Francisca Dias Freitas; Sara Nogueira Machado; Vânia Oliveira; Filipe Costa; Carla Meireles
Resid Pediatr. 2024A importância da antropometria e semiologia craniana para o diagnóstico precoce da trigonocefalia: relato de caso
Carolina Fernandes Correa Leite; Júlia Buzzato Rainer; Cecília Pereira Silva,; Camilla Kalil Laviola
Resid Pediatr. 2024Piomiosite bacteriana em pediatria: relato de caso
Gabriela Zucatto Oliver; Lidia Alice Gomes Monteiro Marin Torres; Gabriela Cristina Santos de Souza; Fernanda Cunha Castro; Jussélen Evarista Rosa de Paula
Resid Pediatr. 2024OBJETIVO: Descrever um relato de caso de um paciente com piomiosite com diagnóstico precoce e boa evolução.
RELATO DE CASO: Paciente de 10 anos com dor intensa em membros inferiores e cintura pélvica e claudicação há 1 dia, tendo aparecido após andar de bicicleta por longo período. Negava febre ou sintomas gerais. Os exames laboratoriais mostraram processo inflamatório em curso e a hemocultura foi negativa. RX e USG do quadril e coxa esquerda mostraram-se normais, mas a RNM do quadril mostrou sinais sugestivos de piomiosite bacteriana. Iniciados antibióticos endovenosos, com melhora rápida. Teve alta após 21 dias de antibioticoterapia sem sequelas.
CONCLUSÃO: A história clínica cuidadosa levou à suspeição da doença e a ressonância nuclear magnética confirmou o diagnóstico e permitiu a instituição precoce do tratamento, tendo o paciente evoluído sem qualquer sequela.
Abordagem à agitação no serviço de urgência pediátrico
Francesco Monteleone; Andreia Marisa Gonçalves; Maria Eduarda Machado; Maria Beatriz Couto; Ana Sofia Neiva
Resid Pediatr. 2024Intubação de sequência rápida em emergências pediátricas: uma revisão integrativa
Matheus Pinho Esmeraldo; Cinara Carneiro Neves
Resid Pediatr. 2024MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura que utilizou as palavras-chave “intubação de sequência rápida”, “intubação orotraqueal” e “emergência pediátrica” nas bases de dados Scielo, PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde, utilizando, depois da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, a análise de conteúdo para discussão.
RESULTADOS: Foram encontrados 9 artigos que posteriormente foram discutidos.
CONCLUSÕES: Muitos profissionais de saúde não indicam de forma correta as medicações durante e após a ISR em emergências pediátricas, e intervenções educativas visando a corrigir essa falha tem benefício. Um perfil epidemiológico preciso da ISR em emergências pediátricas ainda não pode ser estabelecido. A melhor forma de coleta de dados em estudos envolvendo ISR é por meio de registro por vídeo. Intervenções direcionadas a reduzir o tempo gasto durante a inserção do tubo orotraqueal podem reduzir mais efetivamente o tempo total de apneia durante a ISR. O uso da oxigenação apneica e da análise da fração expirada de oxigênio (FeO2) podem ter algum benefício na ISR.