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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Fatores que diferenciam a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica de outras doenças febris agudas na admissão em Unidade de Emergência - Experiência de um serviço terciário

Marina M.N.F Soares; Ana Luiza C. Bessa; Luísa R. M. P. Crivelenti; Viviane M.P. Balbão; Davi C. Aragon; Waldyr A.O. Borghi; Paulo Henrique M. Frattini; Alessandra K. Matsuno; Maria Célia Cervi; Rolando Paternina De La Ossa; Luciana M. de Carvalho

Resid Pediatr. 2024
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OBJETIVO: Estabelecer parâmetros clínicos e laboratoriais para diferenciação, no serviço de emergência, da síndrome inflamatória multissistêmica em pediatria - SIM-P, pelos critérios de classificação CDC/WHO: Grupo 1, de outras síndromes febris não relacionadas ao SARS-CoV-2: Grupo 2.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, observacional transversal. Avaliou pacientes menores de 18 anos apresentando síndromes febris e sinais clínicos ou laboratoriais sugestivos de SIM-P, de março de 2020 a outubro de 2021. Os grupos foram comparados pelos testes exato de Fisher e Wilcoxon, nível de significância de 5% e risco relativo (RR) e ajustado, IC 95% como medida de associação. Conditional inference tree identificou cutoffs de variáveis contínuas.
RESULTADOS: Dos 44 pacientes com critérios clínicos e/ou laboratoriais para SIM-P, 23 tiveram confirmação da infecção por SARS-CoV-2 por RT-PCR ou testes sorológicos (Grupo 1), apesar dos Grupo 1 (44,8%) e Grupo 2 (14,3%) terem epidemiologia positive para COVID-19. Doze síndromes febris, particularmente gastroenterite viral, mimetizaram SIM-P. Erupção cutânea, RR 5,0 (IC 95%, 1,7 -14,5), PCR > 6,4 mg/dl, RR 3,7 (IC 95%, 1,3 - 10,0), idade > 31 meses, RR 2,7 (IC 95%, 1,2 - 6,0) ), hiponatremia, RR 2,1 (IC 95%, 1,3 - 3,5) e uso anterior de antibiótico RR 1,9 (IC 95%, 1,1 - 3,1), foram associados ao diagnóstico confirmatório de SIM-P. Pacientes com níveis de PCR superiores a 6,4 mg/dl foram três vezes mais propensos a ter um diagnóstico confirmatório de SIM-P.
CONCLUSÃO: PCR superior a 6,4 mg/dl e erupção cutânea na admissão foram os principais fatores de risco associados à SIM-P.
Uso inadequado do Pronto-Socorro Pediátrico

Ana Carolina de Andrade Rodrigues; Rafaela Catelan Martins Pereira; Thanile Lais da Silva; Isabella Andreazza de Freitas; Beatriz Cassolatti Graciolli; Joelma Gonçalves Martin; José Roberto Fioretto

Resid Pediatr. 2024
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OBJETIVO: Identificar os motivos de procura ao Pronto-Socorro Pediátrico (PSP) de uma cidade do Estado de São Paulo e definir o perfil de usuários que buscam o serviço.
METODOLOGIA: Estudo prospectivo observacional realizado no período de fevereiro a agosto de 2021, através de entrevistas estruturadas com os responsáveis de crianças levadas ao PSP com formulário desenvolvido para a pesquisa contendo informações sociodemográficas e clínicas, além da classificação de urgência no momento da triagem. Os dados foram apresentados como média ± desvio-padrão (DP) ou frequência absoluta e porcentagem.
RESULTADOS: Foram entrevistados 252 responsáveis, sendo a maioria mãe (76,2%) ou pai (15,9%), com idade média de 32 anos (DP=±8.7). Nível de preocupação alto ou moderado com o estado de saúde da criança foi respondido por 91,6% dos responsáveis, embora a maioria dos casos tenham sido classificados na triagem como pouco ou não urgentes (77,3%).
CONCLUSÃO: O nível de preocupação do responsável e a convicção de que o PSP proporciona um atendimento mais efetivo motivaram a busca não urgente desse serviço. Os dados refletem a necessidade de educação em saúde para conscientização do fluxo de atendimento no Sistema Único de Saúde, identificando a atenção primária à saúde como porta de entrada ao sistema e o PSP como local destinado ao atendimento de urgência e emergência. Em última análise, pretende-se contribuir para a prestação de cuidados de modo qualificado à saúde integral da criança.
Alterações esclerodermiformes nas mãos de uma adolescente

Gabriel Castro Tavares; Alexandra Rech Vieira; Tullia Cuzzi Teichner; Nurimar Conceição Fernandes

Resid Pediatr. 2024
Osteomielite em Pacientes com Doença Falciforme

Andréia Regina Augusto dos Santos; Maria Aparecida Gadiani Ferrarini; Josefina Aparecida Pellegrini Braga

Resid Pediatr. 2024
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OBJETIVO: identificar características clínicas e laboratoriais de osteomielite (OM) em 3 pacientes com doença falciforme (DF).
METODOLOGIA: Avaliação retrospectiva do prontuário de Hospital Universitário terciário em São Paulo.
DISCUSSÃO: Os casos descritos foram comparáveis com Weisman (2020), com relação à idade e à maior frequência de acometimento de ossos longos e 2 dos 3 pacientes são homozigotos para a DF. Os três pacientes apresentaram contagem de leucócitos semelhante ao encontrado na literatura (Fontalis et al., 2019), e todos apresentaram aumento de PCR conforme progressão da OM apresentando redução de valores quando iniciado o tratamento. Dor e edema local estavam presentes nos casos relatados, e dois deles apresentavam dores em diversos sítios, sendo diagnosticados nestes casos. Neste estudo nenhum agente foi isolado nas hemoculturas, assim como relatado por Fontalis (2019). No caso 1, o exame de imagem apresentou alterações esperadas, enquanto nos casos 2 e 3 em que os pacientes apresentavam acometimento de ossos longos, sítios mais comuns de infarto ósseos pregressos, foram encontradas alterações tanto agudas quanto crônicas (Al Farii et al., 2020).
CONCLUSÃO: Pacientes com DF apresentam risco aumentado para osteomielite. O diagnóstico diferencial entre infarto ósseo relacionado à crise vaso-oclusiva é um desafio, pois a apresentação clínica inicial é semelhante. Deve-se suspeitar de osteomielite em pacientes com DF que apresentem crise vaso-oclusiva em apenas um sítio, com febre prolongada e um aumento de provas inflamatórias. A antibioticoterapia precoce dirigida aos agentes mais frequentes pode evitar complicações e permite um melhor prognóstico.
Um caso de hipotiroidismo auto-imune como origem de atraso decrescimento e de desenvolvimento neuropsicomotor na primeira infância

Cecilia Gomes Pereira; Francisca Dias Freitas; Sara Nogueira Machado; Vânia Oliveira; Filipe Costa; Carla Meireles

Resid Pediatr. 2024
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Pré-escolar de quatro anos e seis meses, previamente saudável, apresentou-se à consulta de rotina na unidade básica de saúde. Devido a sinais de alarme na avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor, suspeitou-se de transtorno do espectro do autismo e a criança foi encaminhada para avaliação com psiquiatria infantil. Sete meses depois, é novamente avaliado e, para além do agravamento do atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e do atraso no desempenho escolar, é detectado um atraso no crescimento, bem como um aumento de peso exponencial. Por suspeita de síndrome de Prader Willi, o paciente foi encaminhado para a consulta de Pediatria. Foram solicitados exames laboratoriais que evidenciaram TSH elevado (>750 mUI/L) associado a uma T4 livre diminuída (0,24 ng/dL). Uma radiografia da mão e punho revelou uma idade óssea mineral de cerca de dois anos e oito meses. O estudo auto-imune revelou anticorpos anti-tireoperoxidase e anticorpos anti-tiroglobulina positivos e foi estabelecido o diagnóstico de hipotiroidismo auto-imune. Foi iniciada levotiroxina com melhoria clínica e regresso ao crescimento linear. No entanto, o atraso cognitivo manteve-se. A tiroidite auto-imune é a causa mais comum de hipotiroidismo adquirido na idade pediátrica, embora seja rara abaixo dos três anos. Esta condição, se não tratada atempadamente, pode causar a perda de altura em idade adulta e atrasar o desenvolvimento neuropsicomotor. O caso apresentado ilustra a importância de incluir a função tiroideia no estudo de crianças com atraso de crescimento e ganho de peso inexplicável. As mudanças de comportamento e desempenho escolar devem também alertar para este diagnós
A importância da antropometria e semiologia craniana para o diagnóstico precoce da trigonocefalia: relato de caso

Carolina Fernandes Correa Leite; Júlia Buzzato Rainer; Cecília Pereira Silva,; Camilla Kalil Laviola

Resid Pediatr. 2024
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A trigonocefalia é um tipo de craniossinostose em que ocorre o fechamento precoce da sutura metópica, de modo a determinar um crescimento anormal do crânio. Em uma minoria dos casos, a trigonocefalia pode causar o aumento da pressão intracraniana e surgimento de disfunções neurológicas. Quando presentes, essas complicações podem ser prevenidas ou amenizadas caso o diagnóstico e o tratamento ocorram entre 6 e 12 meses de vida. O objetivo do estudo é relatar um caso de craniossinostose em um lactente e reafirmar a importância da antropometria e da semiologia craniana. Ao exame físico, lactente de 4 meses apresentou perímetro cefálico: 41 cm, sutura metópica cavalgada, diâmetro biparietal: 23 cm, diâmetro fronto- occipital: 28 cm. Realizada tomografia computadorizada de crânio com reconstrução em 3D que confirmou diagnóstico de trigonocefalia, sendo encaminhadoà cirurgia infantil. O estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos aprovado sob o número do CAAE 53607821.7.0000.5237. O diagnóstico de trigonocefalia é realizado através da análise das medidas antropométricas do crânio, representadas pelo perímetro cefálico, distância anteroposterior e distância biauricular, e confirmado através da tomografia computadorizada com reconstrução em 3D. Na prática pediátrica, é comum apenas a medida do perímetro cefálico, que frequentemente é normal, existindo alterações apenas nas distâncias anteroposterior ebiauricular. Consequentemente, tem-se um atrasonodiagnósticoda craniossinostose.Assim, ressalta-se a importância da mensuraçãorotineira das três medidas antropométricas do crânio para o diagnóstico precoce das craniossinostoses e para a prevenção e redução das suas complicações, mesmo sendo raras.
Piomiosite bacteriana em pediatria: relato de caso

Gabriela Zucatto Oliver; Lidia Alice Gomes Monteiro Marin Torres; Gabriela Cristina Santos de Souza; Fernanda Cunha Castro; Jussélen Evarista Rosa de Paula

Resid Pediatr. 2024
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INTRODUÇÃO: A piomiosite bacteriana (PB) é uma doença infecciosa rara que acomete o sistema musculoesquelético e é causada mais frequentemente pelo S. aureus. Afeta um ou vários grupos musculares e é importante o diagnóstico precoce, pois podem ocorrer quadros infecciosos graves, incluindo sepse e sequelas incapacitantes a longo prazo e até perda do membro.
OBJETIVO: Descrever um relato de caso de um paciente com piomiosite com diagnóstico precoce e boa evolução.
RELATO DE CASO: Paciente de 10 anos com dor intensa em membros inferiores e cintura pélvica e claudicação há 1 dia, tendo aparecido após andar de bicicleta por longo período. Negava febre ou sintomas gerais. Os exames laboratoriais mostraram processo inflamatório em curso e a hemocultura foi negativa. RX e USG do quadril e coxa esquerda mostraram-se normais, mas a RNM do quadril mostrou sinais sugestivos de piomiosite bacteriana. Iniciados antibióticos endovenosos, com melhora rápida. Teve alta após 21 dias de antibioticoterapia sem sequelas.
CONCLUSÃO: A história clínica cuidadosa levou à suspeição da doença e a ressonância nuclear magnética confirmou o diagnóstico e permitiu a instituição precoce do tratamento, tendo o paciente evoluído sem qualquer sequela.
Abordagem à agitação no serviço de urgência pediátrico

Francesco Monteleone; Andreia Marisa Gonçalves; Maria Eduarda Machado; Maria Beatriz Couto; Ana Sofia Neiva

Resid Pediatr. 2024
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A agitação psicomotora e a auto/heteroagressividade em crianças e adolescentes podem representar um desafio no serviço de urgência pediátrico (SU), pois são uma ocorrência frequente que chega a constituir até 5% das avaliações de urgência nos Estados Unidos. A agitação é um sinal altamente inespecífico, podendo resultar de condições orgânicas e/ou psiquiátricas, e requer, na sua gestão, adequação dos espaços do SU, treino dos profissionais envolvidos e aumento dos recursos de saúde mental nos SUs. A avaliação diagnóstica inicial deve conduzir a escolha terapêutica mais adequada, embora, em muitas situações, seja necessário intervir antes de terminar a exploração diagnóstica. Essa intervenção deve contemplar, em primeiro lugar, medidas ambientais e não farmacológicas. Quando necessário, poderá ser efetuada uma contenção farmacológica, sendo desaconselhada a contenção física nessas idades. Existe pouca literatura sobre a correta abordagem dessas ocorrências, e não há qualquer linha orientadora, de maneira que mais da metade dos profissionais do SU se sente inadequadamente preparados na sua gestão. Este trabalho propõe-sea reuniras evidências eos consensos disponíveis na literatura para criarumapoio prático para a abordagemdo paciente agitado no atendimento de urgência pediátrica, com enfoque nas abordagens não farmacológica e farmacológica, é baseado numa revisão da literatura, com recurso a múltiplas bases de dados de artigos em inglês, português e espanhol. Também foram analisadas as diretrizes do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), embora se apliquem ao comportamento agressivo eviolento enão àagitação psicomotora,entendendo adiferença,mas procurando elementos sobreponíveis eaplicáveis.
Intubação de sequência rápida em emergências pediátricas: uma revisão integrativa

Matheus Pinho Esmeraldo; Cinara Carneiro Neves

Resid Pediatr. 2024
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OBJETIVOS: Identificar informações atualizadas que contribuam para aumentar o êxito da intubação de sequência rápida (ISR) em emergências pediátricas.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura que utilizou as palavras-chave “intubação de sequência rápida”, “intubação orotraqueal” e “emergência pediátrica” nas bases de dados Scielo, PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde, utilizando, depois da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, a análise de conteúdo para discussão.
RESULTADOS: Foram encontrados 9 artigos que posteriormente foram discutidos.
CONCLUSÕES: Muitos profissionais de saúde não indicam de forma correta as medicações durante e após a ISR em emergências pediátricas, e intervenções educativas visando a corrigir essa falha tem benefício. Um perfil epidemiológico preciso da ISR em emergências pediátricas ainda não pode ser estabelecido. A melhor forma de coleta de dados em estudos envolvendo ISR é por meio de registro por vídeo. Intervenções direcionadas a reduzir o tempo gasto durante a inserção do tubo orotraqueal podem reduzir mais efetivamente o tempo total de apneia durante a ISR. O uso da oxigenação apneica e da análise da fração expirada de oxigênio (FeO2) podem ter algum benefício na ISR.
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