VOLUME 6 - NÚMERO 1 2016

Editorial
Ponto de Vista

2 - Childhood TB in the Americas: challenges, opportunities and steps to be taken

Childhood TB in the Americas: challenges, opportunities and steps to be taken

Tuberculosis infantil en las Américas: desafíos, oportunidades y pasos a seguir

Annemieke Brands; Anna Volz

Resid Pediatr. 2016;6(1):11-15 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n1-02

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A clinical case Pedro, an eight-month old child, weighing nine kilos arrived to the emergency room with a fever and drowsiness. These symptoms were said to have been displayed the last two weeks. Suddenly Pedro presented with meningism and seizures. After an examination and lab test were performed, TB meningitis was confirmed. Pedro underwent surgery for ventricular peritoneal derivation. He survived but remained disabled. BACKGROUND: Six months before the onset of the symptoms, the mother was diagnosed with pulmonary TB. Despite the fact that contact tracing is part of the policy of the TB program, nobody asked the mother about household contacts, in particular those under five years of age. Two months later, a nurse went to the patients' home and found that there was a 4 months old child. Even though the nurse visited the home, the child was eventually only examined two months later, and Isoniazid Preventive Therapy (IPT) was therefore started late. During the first follow up, the child had received one month of IPT. At the request of the family, the peadiatrician decided to stop the IPT based on the fact that the mother was smear negative at that moment, and based on the fact that the child was well and previously vaccinated with BCG. The tragedy started one month later. EVALUATION: This case study summarizes a sequence of poor decision making: contact tracing was not implemented as it should; children are often not being considered a priority; a full course of IPT was interrupted. Suffering and disability could have been avoided.
Caso Interativo

3 - Uma criança com quadro súbito de anemia e trombocitopenia - Qual é o diagnóstico?

A child with acute anemia and thrombocytopenia - What is the diagnostic?

Un niño con cuadro súbito de anemia y trombocitopenia - ¿Cuál es su diagnóstico?

João Gabriel Policeno Campos; Bárbara Cunto Sobrinho; Graziela Toledo Costa Mayrink; Ana Lúcia de Lima Guedes; Sabrine Teixeira Ferraz Grunewald

Resid Pediatr. 2016;6(1):16-20 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n1-03

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Atualização
Artigo Original

5 - Perfil clínico, laboratorial e histológico de lactentes com hepatite por citomegalovírus

Clinical, biochemical, and histological profile of infants with hepatitis cytomegalovirus

Perfil clínico, de laboratorio e histológico de infantes con hepatitis por citomegalovirus

Mateus Teixeira do Amaral Rocha; Luciana Rodrigues Silva; Cibele Dantas Marques; Marcia Santos da Silva

Resid Pediatr. 2016;6(1):25-30 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n1-05

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OBJETIVO: A infecção por CMV pode se manifestar com hepatite ou ser assintomática, porém pode ser acompanhada de hepatoesplenomegalia, aumento das aminotransferases, colestase, acometimento multissistêmico, hipertensão portal e progressão para cirrose. Este estudo objetiva descrever o perfil clínico, laboratorial, histológico de recém-nascidos e lactentes diagnosticados com hepatite por citomegalovírus (CMV). MÉTODOS: É um estudo descritivo de série de casos com crianças com hepatite por CMV. Houve revisão de prontuários de pacientes atendidos entre janeiro de 2008 e março de 2014, sendo incluídos pacientes com menos de 1 ano de vida e hepatite por CMV. O diagnóstico da infecção foi estabelecido por meio de sorológica antiCMV IgM ou do PCR urinário/sérico. RESULTADOS: Onze pacientes com hepatite preencheram os critérios de inclusão. Oito apresentaram hepatomegalia e nove esplenomegalia. Todos manifestaram icterícia. O tratamento com ganciclovir por 42 dias ocorreu em oito pacientes com hepatite por CMV. Houve redução em 79,7% nos níveis de AST e em 72,4% de ALT. Bilirrubinas totais caíram em 89%, e em 91,3% houve queda da bilirrubina direta. Dois pacientes mantiveram hepatite crônica, sendo um encaminhado para transplante. O tamanho amostral, heterogeneidade da população e falta de grupo controle representam limitações. CONCLUSÃO: O tratamento para CMV visa melhorar a hepatite e também o prognóstico hepático, ao impedir mecanismos lesivos que propiciem degeneração hepática, fibrose e cirrose. Apesar dos resultados animadores com o antiviral, é necessária a realização de estudos pareados, duplo cegos, com coletas laboratoriais seriadas e sistematizadas.
Relato de Caso

6 - Síndrome de mononucleose infecciosa com sorologia positiva para citomegalovírus e Epstein-Barr vírus

Infectious mononucleosis syndrome with seropositivity for cytomegalovirus and Epstein-Barr virus

Síndrome de mononucleosis Infecciosa con serología positiva para citomegalovirus y Epstein-Barr virus

Emilio Eduardo Silva Brito; Luiza Amelia Cabus Moreira

Resid Pediatr. 2016;6(1):31-34 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n1-06

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OBJETIVOS: Relatar um caso de mononucleose infecciosa em paciente pediátrico com sorologias positivas tanto para citomegalovírus quanto para Epstein-Barr vírus, e realizar uma revisão da literatura sobre as implicações que esta coinfecção pode trazer. MÉTODOS: Descrever, a partir de dados registrados em prontuário, a evolução do caso de uma paciente pediátrica com mononucleose infecciosa e a partir de revisão de artigos disponíveis na plataforma PubMed informar possíveis implicações que a coinfecção por citomegalovírus e Epstein-Barr vírus pode trazer para a evolução do quadro. RESULTADOS: A coinfecção por citomegalovírus e Epstein-Barr vírus, além de prolongar o curso agudo da síndrome de mononucleose infecciosa, possui diversas implicações para o paciente por meio da modulação da resposta imune, modificando futuramente o padrão de resposta a doenças infecciosas, doenças autoimunes e resposta a alérgenos mediadas por IgE. CONCLUSÕES: A coinfecção por citomegalovírus e Epstein-Barr vírus tem seu papel subestimado, já que evidências da literatura apontam que as infecções causadas por estes vírus podem ter implicações no desenvolvimento da criança pela alteração do perfil de sua resposta imune, sendo ainda necessários estudos para esclarecer os desfechos possíveis.

7 - Cisto mesentérico gigante apresentando-se como ascite volumosa

Giant mesenteric cyst presenting as directly visible ascites

Quiste mesentérico gigante presentándose como ascitis voluminosa

Barbara Ximenes Braz; Vera Regina Apoliano Ribeiro; Sarah Suyanne Carvalho Melgaço; Ivelise Regina Canito Brasil

Resid Pediatr. 2016;6(1):35-38 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n1-07

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OBJETIVO: Descrever o caso de uma criança com cisto mesentérico gigante, contribuindo para melhor conhecimento da doença, promoção de suspeita clínica e aumento no diagnóstico dentre casos semelhantes. MÉTODOS: Relato de caso. RESULTADOS: São descritos os sinais e sintomas apresentados pela paciente, assim como os resultados de exames complementares, que levaram ao diagnóstico da patologia em questão. CONCLUSÃO: Cistos mesentéricos são lesões intra-abdominais raras em crianças. O caso em questão apresentava-se como ascite volumosa de sete meses de evolução, o que levantou a suspeita de diversas outras patologias. O diagnóstico foi realizado por laparotomia exploradora com estudo anatomopatológico da peça.

8 - Veia porta pré-duodenal em recém-nascido

Pre-duodenal vein in newborn

Vena porta preduodenal en recién nacido

Renata Joviano Alvim; Hugo de Oliveira Olimpio; Márcia Regina Dutra do Valle; Mônica Barthelson Carvalho de Moura

Resid Pediatr. 2016;6(1):39-42 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n1-08

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OBJETIVO: Relatar caso de veia porta pré-duodenal em recém-nascido, destacando tratamento realizado e prognóstico. MATERIAIS E MÉTODOS: Descrição de caso clínico, revisão de prontuário, acompanhamento clínico e cirúrgico do recém-nascido. Realizada pesquisa e levantamento de dados em literaturas, tais como livros, sites e publicações de artigos. RESULTADOS: Recém-nascido, sexo feminino, apresentando episódios de vômito sem melhora com mudança de decúbito, medicações antieméticas, reguladores de trânsito intestinal e antiácidos. Levantada hipótese de refluxo gastresofágico, que não se confirmou no exame contrastado de esôfago, estômago e duodeno. Detectada veia porta pré-duodenal em ato cirúrgico, sendo corrigida com bom resultado. CONCLUSÃO: A veia porta pré-duodenal é uma anomalia congênita rara, sendo sintomática apenas em 50% dos casos. A maior parte dos casos é descoberta durante a laparotomia exploradora. O tratamento de escolha é cirúrgico, com bom prognóstico.
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Ética Médica
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