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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Resultados da Busca

Prevalência de reinternação de crianças nascidas prematuras em um hospital de São Paulo

Isabela de Pretto Mansano; Alexandra Aparecida Ferreira; Jéssica Alexandra Silva Lopes; Ana Damaris Gonzaga; Joyce Liberali Pekelman Rusu; Andréia Makssoud

Resid Pediátr. 2022
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INTRODUÇÃO: A evolução dos cuidados neonatais trouxe a sobrevida dos recém-nascidos prematuros, porém com elevada prevalência de morbidades. Prematuros extremos apresentam imaturidade do sistema respiratório, com uso prolongado de ventilação mecânica e oxigenoterapia, desenvolvendo displasia broncopulmonar e elevando as morbidades após alta hospitalar.
OBJETIVOS: Avaliar a proporção de reinternação de crianças nascidas prematuras, relatar as principais causas das reinternações e comparar com a proporção de reinternação de crianças nascidas a termo.
MÉTODO: Estudo observacional retrospectivo, realizado em unidade pediátrica de um hospital público de São Paulo, de janeiro/2015 a junho/2018. A partir da busca feita no banco de dados da unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, foram coletados os registros de internação hospitalar. Detectada a reinternação, foram realizadas buscas das variáveis de interesse nos prontuários eletrônicos.
RESULTADO: A amostra é composta por 78 crianças reinternadas (59 prematuras e 19 a termo). A reinternação foi: 14,5% nos prematuros e 7,8% nos casos a termo. As reinternações variaram de 1 a 8 vezes na maioria nos prematuros, com maior frequência na faixa etária menor que 1 ano. A principal causa de reinternação dos prematuros decorreu de problemas respiratórios. A necessidade de UTI e ventilação mecânica foi frequente entre prematuros (28,8 versus 15,8% e 32,2 versus 15,8%, respectivamente). Prevalência de mortalidade: 2,6%.
CONCLUSÃO: A reinternação de prematuros foi elevada, tendo como principal causa problemas respiratórios. Evidencia-se a necessidade de uma atenção especial no planejamento da alta hospitalar de prematuros, com orientações às mães para prevenção e acompanhamento interdisciplinar, atendendo necessidades dessa população.
Xantomas cutâneos: sinal de alerta para hiperlipidemia

Francisca Regina Oliveira Carneiro; Alline Neves Mota; Juliana Bacellar Nunes de Brito; Mayara Silva Nascimento; Bruna Cavaleiro de Macêdo Souza; Josie Eiras Bisi dos Santos; Maria Amelia Lopes Santos; Franciheli Oliveira da Costa

Resid Pediátr. 2022
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Xantomas são tumores que ocorrem devido ao acúmulo de lipídios na pele ou tecido subcutâneo. Ocorrem devido a alterações primárias ou secundárias no metabolismo lipídico, estando ou não associadas a hiperlipoproteinemias. Impulsionada ou não pela obesidade, sabe-se que houve um incremento na prevalência de síndrome metabólica na população pediátrica nos últimos anos. Entre os fatores incluídos nessa síndrome estão obesidade visceral, dislipidemia aterogênica, hipertensão e resistência à insulina. Sua principal complicação é o aumento no risco cardiovascular. Achados laboratoriais de hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia são relativamente comuns em pacientes com esta síndrome. Logo, é evidente a importância da avaliação de sinais indiretos de hiperlipoproteinemias, como: xantomas eruptivos, arco palpebral da córnea, xantomas nos tornozelos, região anterior de mãos e de joelhos, especialmente em pacientes com outros fatores de risco conhecidos. Relato de caso: sexo masculino, 13 anos, pardo, apresentando placas elevadas, de tamanhos variados, bordas bem definidas com superfície branco-amarelada, localizadas nos joelhos e cotovelos, com diagnóstico prévio de hipercolesterolemia familiar, já em acompanhamento com endocrinologista pediátrico.
Extrusão anal de cateter de derivação ventriculoperitoneal: relato de caso

Larissa Cerqueira Pereira Paes; Maria Clara Catani Porto; Fernando Henrique dos Reis Sousa; Fabiana Jorge Galdino Barsam; Adriana Cartafina Perez-Bóscollo

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Relatar o caso de extrusão de cateter de derivação ventriculoperitoneal (DVP) em pré-escolar e demonstrar a raridade desse acontecimento.
MÉTODO: Revisão de prontuário eletrônico institucional.
RESULTADO: Paciente de 3 anos e 7 meses que foi submetida à DVP ao nascimento devido à hidrocefalia, foi admitida em serviço de saúde com extrusão assintomática do cateter pelo ânus. Durante avaliação, apresentava palpação dolorosa do abdome, porém sem sinais de peritonite, sendo iniciado antibioticoterapia e posteriormente realizada abordagem cirúrgica em conjunto (cirurgia pediátrica e neurocirurgia) para retirada da DVP. Paciente apresentou boa evolução com o tratamento proposto.
CONCLUSÃO: O tratamento mais utilizado em hidrocefalia é DVP do líquido cefalorraquidiano. Apesar de eficaz, seu uso apresenta complicações como má inserção, obstrução, infecção ou migração do cateter terminal. Casos com perfuração do intestino e extrusão anal da derivação distal são complicações raras e incomuns. A avaliação e retirada da derivação devem ser realizadas com rapidez para evitar meningites e ventriculites por patógenos do trato gastrointestinal.
Alcaptonúria: odisseia diagnóstica revelando uma rara doença metabólica hereditária

Daniely Passos Camara; Isabela Cristina Silva Lima; Julia Marques Verissimo da Silva; Tharcila Borges Castro da Rocha; Fabiana Schneider; Jacqueline Harouche Rodrigues Fonseca; Zumira Aparecida Carneiro; Charles Marques Lourenco

Resid Pediátr. 2022
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INTRODUÇÃO: A alcaptonúria é uma doença autossômica recessiva rara, decorrente da deficiência da enzima ácido homogentísico-oxidase, produzida pelo fígado e rins, envolvida no metabolismo dos aminoácidos fenilalanina e tirosina. Na ausência desta enzima, ocorre o acúmulo de pigmento ocronótico. As manifestações clínicas mais importantes da ocronose são artropatia, pigmentação ocular e cutânea, urina escura e acometimento cardiovascular. A nitisinona (NTBC) é uma benzoilciclohexano-1,3-diona que inibe reversivelmente a atividade da etapa enzimática imediatamente antes da dioxigenase homogentisada, reduzindo, assim, a produção de ácido homogentísico (HGA). Dessa forma, considera-se que a nitisinona pode ser um tratamento potencial para a alcaptonúria. Relatamos primeiro paciente brasileiro tratado com NTBC após diagnóstico inicial errôneo de porfiria congênita.
RELATO DE CASO: Paciente, sexo masculino, encaminhado por escurecimento da urina por volta dos dois anos de idade, obteve, após investigação inicial para porfiria, diagnóstico de alcaptonúria aos 3 anos de idade. Aos 8 anos, começou o tratamento com NTBC, observando-se diminuição expressiva do ácido homogentísico e da coloração da urina, ocorrendo, porém, aumento da tirosina e sintomas de dor ocular que foram manejados com diminuição da dose do medicamento.
DISCUSSÃO: Embora considerada uma doença tipicamente de adultos, os sintomas da alcaptonúria iniciam-se na infância e possuem um curso progressivo e devastador. O diagnóstico precoce dessa enfermidade permite a realização de medidas terapêuticas, como o uso do NTBC, prevenindo a progressão das manifestações da doença e o surgimento de sequelas irreversíveis.
Síndrome de Morquio A: diagnóstico diferencial na baixa estatura desproporcionada na infância

Juliana Maria Diniz Ferreira; Kaio Augusto Magalhães-Silva; Kimbali Andrea Ventureli; Leticia Soares Goulart; Mariana Teixeira Rodrigues; Zumira Aparecida Carneiro; Rosalvo Streit-Júnior; Charles Marques Lourenco

Resid Pediátr. 2022
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Baixa estatura é definida como condição na qual a altura dos indivíduos encontra-se abaixo do percentil três ou dois desvios-padrão abaixo da média esperada para crianças com a mesma idade e sexo. As displasias ósseas constituem um grupo importante no diagnóstico diferencial em crianças com baixa estatura e, entre elas, pode-se destacar a síndrome de Morquio A, uma doença genético-metabólica, caracterizada por uma deficiência enzimática e acúmulo lisossomal com impacto direto no desenvolvimento ósseo e cartilaginoso. Frequentemente, essa patologia passa despercebida pelo endocrinologista ou pelo pediatra ao avaliarem crianças com baixa estatura, pois, muitas vezes, os principais sinais e sintomas ainda não estão evidentes. A síndrome de Morquio A não é passível de cura, portanto, o diagnóstico e tratamento precoces possibilitam evitar a progressão da doença e oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes. Os tratamentos disponíveis, no momento, são o transplante de células tronco hematopoiéticas (TCTH) e a terapia de reposição enzimática (TRE). Além disso, devido às diversas comorbidades incapacitantes que podem surgir com a evolução, é imprescindível uma abordagem multidisciplinar. O conhecimento de causas genéticas de baixa estatura por alteração no desenvolvimento ósseo é fundamental para a suspeita clínica desse grupo de doenças. Este artigo visa relatar o caso de três irmãos portadores da síndrome, cujo diagnóstico de dois destes pacientes demorou mais de duas décadas para ser estabelecido.
Puberdade precoce central familiar por inativação do gene MKRN3: relato de caso

Carolina de Oliveira Cavalcanti Assumpção; Luciana Ribeiro Montenegro; Paulo Ferrez Collett-Solberg; Daniel Luis Schueftan Gilban; Ana Paula Neves Bordallo; Clarice Borschiver de Medeiros; Ana Claudia Latrônico; Isabel Rey Madeira

Resid Pediátr. 2022
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A puberdade precoce central resulta de uma ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Alguns fatores envolvidos na puberdade precoce central ainda são pouco compreendidos. Recentemente, mutações no gene makorin ring finger protein 3 (MKRN3) foram identificadas em casos familiares de puberdade precoce central. Relatamos o caso de duas irmãs com puberdade precoce central. O diagnóstico, realizado por análise molecular, evidenciou uma mutação inativadora do gene MKRN3.
Psicologia hospitalar: estratégias de enfrentamento utilizadas pelos familiares de crianças em cuidados paliativos em um hospital oncológico de referência na cidade de Manaus

Ágata Gomes Silva; Jaida Souza Costa; Lúcia Araújo Silva

Resid Pediátr. 2022
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De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer infantil é considerado raro em comparação com o câncer que acomete adultos, porém é uma das maiores causas de morte em crianças. A presente pesquisa pretendeu descrever as reações psicológicas dos familiares de crianças com câncer frente à terminalidade; identificar as estratégias de enfrentamento dos familiares de crianças em cuidados paliativos; discutir as estratégias de enfrentamento utilizadas pelos familiares de crianças em cuidados paliativos para lidar com a terminalidade da criança; relatar como o psicólogo atua com a família da criança. A presente pesquisa conta com a metodologia de uma pesquisa de campo onde foram realizadas duas entrevistas semiestruturadas, uma com os familiares das crianças em tratamento paliativo na instituição e outra com o psicólogo que atuou na enfermaria oncológica pediátrica. Para coleta de dados e análise da pesquisa, utilizou-se a análise de conteúdo. Mediante a coleta foi possível identificar as reações dos familiares diante a fase de cuidados paliativos, bem como as estratégias de enfrentamento utilizadas por eles e a sua eficácia, assim como foi discorrido a respeito da atuação do psicólogo na equipe de cuidados paliativos. Os resultados deram suporte para a compreensão das estratégias de enfrentamento, buscando também com este estudo contribuir para a melhoria nas relações entre criança-família-equipe de saúde, mediante a compreensão de suas reações peculiares e estratégias de enfrentamento utilizadas neste contexto.
Diagnóstico precoce de doença de Kawasaki durante pandemia de COVID-19: relato de caso

Daniele Paola da Silva Wizbicki; Vanessa Oliveira Duarte; Vanessa Borges Platt

Resid Pediátr. 2022
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OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente com diagnóstico precoce de doença de Kawasaki com complicação de aneurisma de coronária em fase inicial. A doença de Kawasaki é uma das vasculites primárias mais comuns e é a principal causa de cardiopatias adquiridas em crianças nos países desenvolvidos. Caracteriza-se por um acometimento multissistêmico de etiologia desconhecida. A febre alta e persistente por mais de cinco dias, associada a exantema polimorfo, alteração da cavidade oral, edema de extremidades, conjuntivite bilateral e linfonodomegalia cervical são características da doença, mas que também foram encontradas em alguns pacientes com COVID-19 e na síndrome inflamatória multissistêmica.
RELATO DE CASO: Paciente masculino de 6 anos e 1 mês de idade com relato de febre persistente há 72 horas, exantema polimorfo, sintomas gastrointestinais, evoluindo com hiperemia conjuntival bilateral sem exsudato, língua em framboesa, piora das lesões cutâneas associada à edema de extremidades. Ecocardiograma com achado de aneurisma coronário. Iniciado tratamento para doença de Kawasaki com resposta terapêutica satisfatória e diminuição da dilatação de coronária.
CONCLUSÃO: Este relato apresenta a importância de considerar a doença de Kawasaki como diagnóstico diferencial em casos de síndromes febris. O diagnóstico precoce permite o tratamento para melhora dos desfechos.
Acidente vascular cerebral em crianças: análise histórica no Brasil

Felipe Kalil-Neto; Maria Valeriana Leme de Moura Ribeiro; Fernanda de Oliveira Schmidt; Ayrton Massaro

Resid Pediátr. 2022
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Acidente vascular cerebral (AVC) na infância é uma doença prevalente e uma importante causa de morbidade em crianças. As etiologias são diversas e multifatoriais. Apesar de sua importância, esta doença e seu reconhecimento foi até recentemente negligenciado. O principal objetivo desta nota histórica é descrever e destacar a contribuição de diferentes autores para o reconhecimento do acidente vascular cerebral em crianças no Brasil.
TOD: perspectivas comportamentais e sua associação ao TDAH e à TC

Taynara Souza Silva; Julia Sachetin Fontoura; Viviane Araújo e Silva de Carvalho; Glenia Arantes Maia

Resid Pediátr. 2022
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O transtorno de oposição desafiante (TOD) é caracterizado por distúrbios do controle de impulsos e da conduta, e por comportamentos agressivos. Frequentemente é associado a outros transtornos, em especial ao transtorno de conduta (TC) e ao transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Trata-se de uma revisão integrativa da literatura médica de natureza qualitativa, que objetiva apresentar quais são as perspectivas para um paciente com TOD e suas principais associações: TC e TDAH. Essas psicopatologias influenciam diretamente relações pessoais e profissionais dos indivíduos e são associados a maior propensão a agressões, crimes e furtos quando não controladas. Portanto, é fundamental diagnosticar esses transtornos e promover as intervenções necessárias.
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