Resultados da Busca
Prevalência de reinternação de crianças nascidas prematuras em um hospital de São Paulo
Isabela de Pretto Mansano; Alexandra Aparecida Ferreira; Jéssica Alexandra Silva Lopes; Ana Damaris Gonzaga; Joyce Liberali Pekelman Rusu; Andréia Makssoud
Resid Pediátr. 2022OBJETIVOS: Avaliar a proporção de reinternação de crianças nascidas prematuras, relatar as principais causas das reinternações e comparar com a proporção de reinternação de crianças nascidas a termo.
MÉTODO: Estudo observacional retrospectivo, realizado em unidade pediátrica de um hospital público de São Paulo, de janeiro/2015 a junho/2018. A partir da busca feita no banco de dados da unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, foram coletados os registros de internação hospitalar. Detectada a reinternação, foram realizadas buscas das variáveis de interesse nos prontuários eletrônicos.
RESULTADO: A amostra é composta por 78 crianças reinternadas (59 prematuras e 19 a termo). A reinternação foi: 14,5% nos prematuros e 7,8% nos casos a termo. As reinternações variaram de 1 a 8 vezes na maioria nos prematuros, com maior frequência na faixa etária menor que 1 ano. A principal causa de reinternação dos prematuros decorreu de problemas respiratórios. A necessidade de UTI e ventilação mecânica foi frequente entre prematuros (28,8 versus 15,8% e 32,2 versus 15,8%, respectivamente). Prevalência de mortalidade: 2,6%.
CONCLUSÃO: A reinternação de prematuros foi elevada, tendo como principal causa problemas respiratórios. Evidencia-se a necessidade de uma atenção especial no planejamento da alta hospitalar de prematuros, com orientações às mães para prevenção e acompanhamento interdisciplinar, atendendo necessidades dessa população.
Xantomas cutâneos: sinal de alerta para hiperlipidemia
Francisca Regina Oliveira Carneiro; Alline Neves Mota; Juliana Bacellar Nunes de Brito; Mayara Silva Nascimento; Bruna Cavaleiro de Macêdo Souza; Josie Eiras Bisi dos Santos; Maria Amelia Lopes Santos; Franciheli Oliveira da Costa
Resid Pediátr. 2022Extrusão anal de cateter de derivação ventriculoperitoneal: relato de caso
Larissa Cerqueira Pereira Paes; Maria Clara Catani Porto; Fernando Henrique dos Reis Sousa; Fabiana Jorge Galdino Barsam; Adriana Cartafina Perez-Bóscollo
Resid Pediátr. 2022MÉTODO: Revisão de prontuário eletrônico institucional.
RESULTADO: Paciente de 3 anos e 7 meses que foi submetida à DVP ao nascimento devido à hidrocefalia, foi admitida em serviço de saúde com extrusão assintomática do cateter pelo ânus. Durante avaliação, apresentava palpação dolorosa do abdome, porém sem sinais de peritonite, sendo iniciado antibioticoterapia e posteriormente realizada abordagem cirúrgica em conjunto (cirurgia pediátrica e neurocirurgia) para retirada da DVP. Paciente apresentou boa evolução com o tratamento proposto.
CONCLUSÃO: O tratamento mais utilizado em hidrocefalia é DVP do líquido cefalorraquidiano. Apesar de eficaz, seu uso apresenta complicações como má inserção, obstrução, infecção ou migração do cateter terminal. Casos com perfuração do intestino e extrusão anal da derivação distal são complicações raras e incomuns. A avaliação e retirada da derivação devem ser realizadas com rapidez para evitar meningites e ventriculites por patógenos do trato gastrointestinal.
Alcaptonúria: odisseia diagnóstica revelando uma rara doença metabólica hereditária
Daniely Passos Camara; Isabela Cristina Silva Lima; Julia Marques Verissimo da Silva; Tharcila Borges Castro da Rocha; Fabiana Schneider; Jacqueline Harouche Rodrigues Fonseca; Zumira Aparecida Carneiro; Charles Marques Lourenco
Resid Pediátr. 2022RELATO DE CASO: Paciente, sexo masculino, encaminhado por escurecimento da urina por volta dos dois anos de idade, obteve, após investigação inicial para porfiria, diagnóstico de alcaptonúria aos 3 anos de idade. Aos 8 anos, começou o tratamento com NTBC, observando-se diminuição expressiva do ácido homogentísico e da coloração da urina, ocorrendo, porém, aumento da tirosina e sintomas de dor ocular que foram manejados com diminuição da dose do medicamento.
DISCUSSÃO: Embora considerada uma doença tipicamente de adultos, os sintomas da alcaptonúria iniciam-se na infância e possuem um curso progressivo e devastador. O diagnóstico precoce dessa enfermidade permite a realização de medidas terapêuticas, como o uso do NTBC, prevenindo a progressão das manifestações da doença e o surgimento de sequelas irreversíveis.
Síndrome de Morquio A: diagnóstico diferencial na baixa estatura desproporcionada na infância
Juliana Maria Diniz Ferreira; Kaio Augusto Magalhães-Silva; Kimbali Andrea Ventureli; Leticia Soares Goulart; Mariana Teixeira Rodrigues; Zumira Aparecida Carneiro; Rosalvo Streit-Júnior; Charles Marques Lourenco
Resid Pediátr. 2022Puberdade precoce central familiar por inativação do gene MKRN3: relato de caso
Carolina de Oliveira Cavalcanti Assumpção; Luciana Ribeiro Montenegro; Paulo Ferrez Collett-Solberg; Daniel Luis Schueftan Gilban; Ana Paula Neves Bordallo; Clarice Borschiver de Medeiros; Ana Claudia Latrônico; Isabel Rey Madeira
Resid Pediátr. 2022Psicologia hospitalar: estratégias de enfrentamento utilizadas pelos familiares de crianças em cuidados paliativos em um hospital oncológico de referência na cidade de Manaus
Ágata Gomes Silva; Jaida Souza Costa; Lúcia Araújo Silva
Resid Pediátr. 2022Diagnóstico precoce de doença de Kawasaki durante pandemia de COVID-19: relato de caso
Daniele Paola da Silva Wizbicki; Vanessa Oliveira Duarte; Vanessa Borges Platt
Resid Pediátr. 2022RELATO DE CASO: Paciente masculino de 6 anos e 1 mês de idade com relato de febre persistente há 72 horas, exantema polimorfo, sintomas gastrointestinais, evoluindo com hiperemia conjuntival bilateral sem exsudato, língua em framboesa, piora das lesões cutâneas associada à edema de extremidades. Ecocardiograma com achado de aneurisma coronário. Iniciado tratamento para doença de Kawasaki com resposta terapêutica satisfatória e diminuição da dilatação de coronária.
CONCLUSÃO: Este relato apresenta a importância de considerar a doença de Kawasaki como diagnóstico diferencial em casos de síndromes febris. O diagnóstico precoce permite o tratamento para melhora dos desfechos.
Acidente vascular cerebral em crianças: análise histórica no Brasil
Felipe Kalil-Neto; Maria Valeriana Leme de Moura Ribeiro; Fernanda de Oliveira Schmidt; Ayrton Massaro
Resid Pediátr. 2022TOD: perspectivas comportamentais e sua associação ao TDAH e à TC
Taynara Souza Silva; Julia Sachetin Fontoura; Viviane Araújo e Silva de Carvalho; Glenia Arantes Maia
Resid Pediátr. 2022