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Acidentes por submersão em pediatria: Revisão de literatura
Lorena Luana Batista; Stefanie Yaemi Takita; Carolina Matos da Silva Oliveira; Joelma Gonçalves Martin; José Roberto Fioretto; Rossano Cesar Bonatto; Fábio Joly Campos
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, Embase e Cochrane Library usando os descritores drowning, pediatrics, emergency treatment e acident prevention com inclusão de artigos publicados nos últimos 5 anos que abrangem os objetivos do presente estudo.
RESULTADOS: Piores desfechos em afogamentos estão associados a idade < 5 anos, tempo de submersão > 5 minutos, maior pontuação de Szpilman e admissão com menor escala de coma de Glasgow, hipotermia < 30°C, acidose, hiperglicemia, hipernatremia, hipercalemia, elevação de lactato e enzimas hepáticas e radiografia de tórax anormal.
CONCLUSÕES: A análise de fatores prognósticos através de revisão da literatura atual proporcionou a elaboração de um algoritmo para manejo de pacientes vítimas de afogamento nos prontos-socorros pediátricos e reforçou a importância de trabalhar medidas preventivas coletivamente.
Análise das notificações de leptospirose em crianças e adolescentes atendidas em hospital referência de Santa Catarina de 2016 a 2021
Bruna Rúbia Carvalho de Souza; Emanuela da Rocha Carvalho,
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Estudo epidemiológico, observacional, analítico e transversal, com 101 fichas de notificação de leptospirose (CID10- A27.9), notificadas pelo núcleo de vigilância epidemiológica de um hospital terciário pediátrico, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2021. Esta
pesquisa foi submetida e aprovada pelo CEP da instituição.
RESULTADOS: Das 101 notificações, 13 (12,9%) obtiveram confirmação diagnóstica clínico-laboratorial para leptospirose, 12 (92,3%) no sexo masculino, de zona periurbana; a maior fonte de exposição foi rio, córrego, lagoa ou represa, representando 7 (53,8%) casos.
CONCLUSÃO: O perfil predominante é em meninos, residentes de zona periurbana, apresentando-se clinicamente com sintomas inespecíficos e autolimitados.
Os efeitos da dieta FODMAP em crianças e adolescentes com a síndrome do intestino irritável - revisão sistemática
Weldes Francisco da Silva Junior; Lara Gonzaga Oliveira; Maria Vitória da Silva Paula Cirilo; Driele Cunha de Paiva Almeida; Ana Clara da Cunha e Cruz Cordeiro; Lara Cristina Ferreira; Renata Machado Pinto
Resid Pediátr. 2023OBJETIVO: Analisar a eficácia e os efeitos da dieta pobre em FODMAP em pacientes pediátricos com SII.
MÉTODOS: Revisão sistemática utilizando dados do PubMed, SciELO e BVS através dos descritores “(Irritable bowel syndrome) AND (FODMAP)”, filtro etário de 0 a 18 anos, em inglês, português e espanhol, com filtro temporal de 10 anos. Foram excluídos artigos duplicados, não concordantes com o tema e trabalho não científico.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram encontrados 445 artigos, mas somente 3 foram selecionados dentre os critérios de elegibilidade. Os estudos analisados fazem comparações entre grupo teste e grupo placebo, ou comparam crianças em dieta infantil americana típica com a reduzida em FODMAP. Evidencia-se que a dieta pobre em FODMAP reduz os sintomas da SII, porém apresenta fatores que dificultam sua exequibilidade, como dificuldade de ser ensinada e compreendida, custo elevado, impacto na microbiota intestinal, presença de efeitos colaterais como obstipação, além do impacto psicológico dessas restrições para essa faixa etária.
CONCLUSÃO: A dieta pobre em FODMAP é uma terapêutica que alivia as condições clínicas manifestadas nas SII, porém sua aplicabilidade é limitada. Mais estudos clínicos e experimentais são necessários a fim de se estabelecer se os benefícios da inserção dessa dieta restritiva são maiores que os possíveis malefícios.
Doença meningocócica em crianças: Panorama das hospitalizações e da morbimortalidade na Bahia e macrorregiões, de 2011 a 2020
Vitória Pinho Lopes Cunha; Nívea Lins de Almeida; Clarissa Cavalcanti Souza; Katia de Miranda Avena
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Trata-se de estudo ecológico, de série temporal, realizado através do Sistema de Informação Hospitalares (SIH/DATASUS), no período de 2011 a 2020. As variáveis de interesse foram gênero, faixa etária, etnia, caráter e regime de atendimento, e desfecho, agrupados por ano e macrorregiões da Bahia.
RESULTADOS: Foram registradas 431 internações de crianças entre 0 e 14 anos por infecção meningocócica, com predominância da faixa etária de 0 a 4 anos, do sexo masculino, pardas, atendidas em caráter de urgência e em regime público de atendimento. Dos pacientes internados, 91,4% (n=394) obtiveram alta e 8,6% (n=37) foram a óbito. Houve maior mortalidade e letalidade entre pacientes de 0 a 4 anos. Dentre as macrorregiões baianas, o Leste e o Centro-Norte apresentaram o maior e o menor número de casos da doença, respectivamente; enquanto o Leste e o Extremo-Sul apresentaram as maiores mortalidades e letalidades.
CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico da doença meningocócica na Bahia acompanha a tendência mundial e nacional, com predomínio entre meninos, pardos, de 0 a 4 anos, cuja prevalência, mortalidade e letalidade se destacam entre as faixas etárias estudadas. Levando em conta o quadro endêmico da doença meningocócica no estado, estes resultados podem subsidiar e direcionar estratégias específicas de combate ao meningococo, reforçando a necessidade de ações preventivas e de vigilância epidemiológica constantes, com fixação das estratégias de promoção da saúde e melhor aplicabilidade dos recursos para a erradicação da doença.
Perfil clínico e epidemiológico de pacientes pediátricos diagnosticados com COVID-19 em um hospital público de referência na Amazônia brasileira
Quezia Denise Cortez Morais; Wanessa Cardoso Praia; Marilia Cunha Botelho Alves
Resid Pediátr. 2023OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico e as manifestações clínicas apresentadas pelas crianças com infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em um hospital pediátrico de referência.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo descritivo, aprovado pelo Conselho de Ética em Pesquisa.
RESULTADOS: Foram analisados 139 prontuários de crianças com diagnóstico de COVID-19. Ao correlacionar desfecho clínico da doença com a sua classificação, obteve-se como resultado que 13% dos pacientes que foram a óbito apresentaram a forma severa da COVID-19. 20% das crianças com forma clínica leve e 19% da moderada receberam alta hospitalar para casa. Quando analisados cada um dos sintomas com o desfecho clínico, houve uma relação estatisticamente significativa entre os sintomas mialgia e tosse seca com o desfecho de alta para casa. E quando analisadas as complicações síndrome do desconforto respiratório agudo, disfunção dos múltiplos órgãos e sepse apresentaram estatística significativa com o desfecho clínico de óbito e com as formas clínicas grave e crítica. Quando foram relacionados os sintomas e as complicações com a classificação clínica, encontrou-se uma associação significativa entre os sintomas tosse produtiva e dor de garganta com as formas clínicas leve e moderada.
CONCLUSÃO: Faz-se necessário o incentivo à pesquisa a fim de caracterizar as diversas manifestações clínicas desta patologia, que podem ter diferentes formas de apresentação e difundir o conhecimento sobre a mesma, para estabelecer medidas de diagnóstico precoce e tratamento adequado, com reestabelecimento da saúde das crianças acometidas
Prevalência de outras doenças autoimunes em crianças e adolescentes com diabetes mellitus tipo 1
Felippe Gomes de Oliveira Ribas; Ricardo Gullit Ribeiro; Mônica Lima Nunes Cat; Suzana Nesi França
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Estudo observacional, longitudinal, com coleta de dados retrospectiva por meio da revisão de prontuários de 92 crianças e adolescentes, diagnosticadas com DM1 entre janeiro de 2014 e dezembro de 2016, atendidas em um serviço de Endocrinologia Pediátrica de um Hospital terciário de Curitiba-PR.
RESULTADOS: Ao diagnóstico de DM1, observou-se prevalência de positividade dos anticorpos anti-GAD de 69,6% (n = 79), ICA de 42,9% (n = 70), IAA de 32,8% (n = 64), IA2 de 60,6% (n = 33). A positividade para marcadores de outras doenças autoimunes associadas foi de 27,4% , EMA de 6,0% (n=50), anti t-TG IgA de 12,5% (n = 8), anti-TPO de 13,1% (n = 84) e anti-TG de 22,9% (n = 83). As doenças tireoidianas autoimunes foram a comorbidade encontrada com maior frequência ao diagnóstico (22,1%). Dentre os pacientes com positividade para anticorpos antitireoidianos, 19% desenvolveram hipotireoidismo clínico.
CONCLUSÕES: Pacientes com DM1 apresentam alta prevalência de autoimunidade. Reforçase a importância da triagem para tais doenças ao diagnóstico e no seguimento clínico, a fim de auxiliar na predição do desenvolvimento de doenças associadas e suas complicações, bem como realizar tratamento adequado.
Dislipidemia na infância: Uma revisão de literatura
Gabriela de Lima Carlesso; Gabriel Zampirolli Azevedo; Bárbara Silva Ton; Tami Guerreiro Estevam Vieira; Marcella Calazans Reblin de-Oliveira; Gustavo Carreiro Pinasco,
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Arevisão foi feita na base de dados do PubMed levando em conta os artigos publicados entre 2005 e 2021. As publicações foram selecionadas a partir das palavras-chave: “dyslipidemia AND (treatment OR screening OR diagnosis) NOT adult” e excluídas aquelas que fugiam ao tema.
RESULTADOS: A dislipidemia é uma preocupação crescente na pediatria, caracterizada por alterações no metabolismo dos lipídeos, que levam ao aumento do risco cardiovascular. Pode ser de etiologia primária ou secundária. Dentre as etiologias primárias, dá-se um maior destaque a hipercolesterolemia familiar (HF) devido a gravidade, podendo levar a desfechos cardiovasculares precoces. A triagem universal das dislipidemias deve ser realizada nas crianças de 9-11 anos e 17-21 anos e, a triagem seletiva, de 2-8 anos e 12-16 anos. Além de mudanças no estilo de vida, com dieta e exercício físico, o tratamento medicamentoso de primeira linha baseia-se na prescrição de estatina, devendo atentar-se para necessidade tratamento mais agressivo nos casos de HF com associação de ezetimiba e indicação precoce de LDLaférese. Os casos mais graves devem ser encaminhados ao especialista. Acompanhamento periódico com perfil lipídico e exames laboratoriais e de imagem para afastar possíveis efeitos colaterais das medicações devem ser realizados.
CONCLUSÕES: A abordagem das dislipidemias ainda é um tema muito controverso. Estudos de coorte mais longos são necessários para avaliar o efeito a longo prazo das terapias medicamentosas no risco cardiovascular na vida adulta.
Pacientes menores de 21 anos com diagnóstico de AVE internados entre 2005 e 2019 no interior paulista
Mayara Yukari Omori; Bárbara Cristina Barros; Adriano Messias de Souza; Armênio Alcantara Ribeiro,; Marcos Natal Rufino,; Edima de Souza Mattos; Margarete Jardinetti de Oliveira,
Resid Pediátr. 2023OBJETIVO: Levantar dados e alertar os profissionais de saúde para a prevalência de AVE em menores de 21 anos, identificar os fatores de risco e suas causas entre 2005 e 2019, em um hospital de alta complexidade da região oeste do estado de São Paulo - Brasil.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo longitudinal analítico, através de dados colhidos dos prontuários dos pacientes.
RESULTADOS: A prevalência de AVE em menores de 21 anos internados no período foi de 0,18%. Excluindo-se as externas, a trombose foi a causa de AVE mais frequente e a maioria dos pacientes (74%) apresentavam comorbidades e/ou fatores de risco concomitantes, como o uso de anticoncepcional oral, doenças alérgicas, hematopatias, cardiopatias, hidrocefalia, tumores do sistema nervoso central e doenças autoimunes.
CONCLUSÃO: Esses dados devem alertar os profissionais da saúde para a importância do diagnóstico precoce, pois os sinais e sintomas iniciais são inespecíficos e podem ser confundidos com outras doenças neurológicas, já as complicações e sequelas são duradouras, por vezes vitalícias, e precisam ser minimizadas.
Síndrome de Cri Du Chat (síndrome do miado de gato) e a inclusão escolar
Tiago Moreno Lopes Roberto,,; Rose Meire Bonvicini; Gerardo Maria de Araújo Filho; Elimeire Alves de Oliveira
Resid Pediátr. 2023OBJETIVOS: promover uma reflexão sobre a inclusão de crianças com a síndrome de Cri Du Chat na sala regular de ensino por meio de um levantamento bibliográfico sobre as características da síndrome, diagnóstico, tratamento, principais sintomas e principais dificuldades no desenvolvimento escolar e aplicar um questionário digital entre professores da rede regular de ensino com intuito de avaliar o conhecimento destes sobre a SCDC e suas práticas pedagógicas.
METODOLOGIA: Foi adotada uma abordagem qualitativa e exploratório-descritiva, tendo como instrumento de pesquisa a aplicação de um questionário digital. Resultados: Participaram desta pesquisa 27 professores, e destes apenas 14,8% conheciam a SCDC e atuaram na sala de aula com práticas pedagógicas adaptadas.
CONCLUSÃO: Verificou-se que um número muito pequeno de professores conhece a SCDC, suas características ou dificuldades e a maioria dos participantes não tiveram contato com a síndrome nem na sala de aula nem na formação acadêmica, tornando, assim, o processo de inclusão das crianças com esta síndrome um caminho ainda a ser desenvolvido com base no conhecimento, afeto, amor e respeito às diferenças.
Linfangiectasia pulmonar congênita unilateral: um relato de caso
Allan Zarpelon; Rodrigo Soares; Adriana Jasper,; Ana Laura Schumacher; Silmara Aparecida Possas; Luisa Oliveira
Resid Pediátr. 2023