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Síndrome opsoclonus-mioclonus-ataxia: relato de caso
Rosiane Souza Rosse; Maíne Vidal Macedo; Tatiana Guimarães de Noronha; Maria Dolores Salgado Quintans; Alexandre Ribeiro Fernandes
Resid Pediátr. 2023Necrose gordurosa subcutânea do recém-nascido: relato de caso e revisão de literatura
Júlia Belcavelo Contin Silva; Bruno Augusto Alvares; João César Lyra; Alice Yamashita Prearo; Maria Regina Bentlin; Silvio Alencar Marques
Resid Pediátr. 2023RESULTADOS: A necrose gordurosa do subcutâneo é uma inflamação incomum que aparece em recém-nascidos nas primeiras semanas de vida. A patogênese ainda é desconhecida, mas pode estar relacionada à hipóxia tecidual que gera inflamação e necrose do tecido adiposo. As lesões se caracterizam por áreas de edema e eritema que progridem para placas ou nódulos subcutâneos endurecidos e indolores. Os fatores de risco para essa paniculite são a hipóxia e o estresse perinatal, como o parto traumático ou prolongado e mais recentemente a hipotermia terapêutica. O diagnóstico é clínico, com confirmação histopatológica, a evolução é autolimitada e geralmente benigna e não requer tratamento específico, porém deve-se monitorizar o nível de cálcio sérico, pois pode ocorrer hipercalcemia, levando a sintomas graves. Os principais diagnósticos diferenciais são escleredema neonatal e paniculite por frio.
CONCLUSÃO: Apesar de pouco frequente, o reconhecimento precoce dessa condição especialmente em recém-nascidos com fatores de risco é importante, e pode guiar o seguimento clínico incluindo a monitorização do cálcio, controle da dor e a não utilização de antibióticos.
Apendicite necrosante como complicação da varicela: relato de caso e revisão da literatura
Beatriz Vieira; Hernâni Brito; Carlos Duarte; João Moreira-Pinto,,
Resid Pediátr. 2023Abscesso epidural espinhal na adolescência: relato de caso
Aléxia Alves Cabral; Cecília Pereira Silva; Amanda Freire de Almeida; Christian Candido Ferreira; Ricardo Kalil Laviola; Gabriel Kalil Laviola Oliveira e Silva
Resid Pediátr. 2023Mutação no gene scn1a e suas diferentes expressões fenotípicas - comparação de dois casos
Brenda Klemm Arci Mattos de Freitas Alves; Flávia Nardes dos Santos
Resid Pediátr. 2023OBJETIVOS: Relatar dois casos com mutação no gene SCN1A associada à síndrome de Dravet, ressaltando a importância do teste genético para o diagnóstico, prognóstico e escolha correta das medicações antiepiléticas.
RELATO DE CASO: Caso 1: paciente masculino iniciou crises convulsivas aos 4 meses após vacina. A partir desse momento, passou a apresentar crises generalizadas prolongadas e, com os anos, outras semiologias ictais. Evoluiu com déficit intelectual grave e epilepsia de difícil controle com exacerbação após infecções e uso de fármacos bloqueadores do canal de sódio. Caso 2: paciente feminina apresentou crise aos 26 dias de vida e depois aos 13 meses, quando passou a apresentar crises generalizadas muito prolongadas desencadeadas por variações pequenas de temperatura e euforia/irritabilidade. Aos 2 anos apresentou estado de mal epiléptico muito prolongado, evoluindo com encefalopatia hipóxico-isquêmica, além de epilepsia de difícil controle.
DISCUSSÃO: Os dois pacientes apresentam mutação no gene SCN1A associada à síndrome de Dravet, e as histórias clínicas revelam pontos similares e discrepantes entre si. As mais significativas contribuições do teste genético são a identificação dos fatores precipitantes, maior atenção para a possibilidade de evolução desfavorável e o direcionamento ideal para escolha dos anticonvulsivantes, evitando-se fármacos bloqueadores de canais de sódio.
Espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS) em unidade de terapia intensiva neonatal: experiência de um hospital universitário brasileiro
Luciana Oliveira Martins Pereira de Almeida,; Gabriel Fernando Todeschi Variane,,; Rafaela Fabri Rodrigues Pietrobom,; Mauricio Magalhães,,; Daniela Pereira Rodrigues,; Renato Gasperini,,; Alexandre Netto,
Resid Pediátr. 2023Rastreio de heterotopia nodular periventricular com ultrassom transfontanelar em paciente assintomático com fator de risco: relato de caso
Bruno Antunes Contrucci; Gustavo Rogério Pinato; Juliana Hansen Cirilo; Maria Júlia Azarite Salomão; Nathália de Oliveira Kolln; Gustavo Botelho Sampaio; Marina Vanzela Lania Teles
Resid Pediátr. 2023Síndrome de hiperferritinemia e catarata hereditária: relato de caso
Hortência Teixeira de Morais; Yan Andrade Reis Haddah; Mariza Aparecida Mota; Adriana Aparecida Ferreira; Marta Halfeld Ferrari Alves Lacordia; Sabrine Teixeira Ferraz Grünewald
Resid Pediátr. 2023DESCRIÇÃO: No presente trabalho, é relatado um caso SHCH em um pré-escolar hígido, no qual o achado de elevação do nível sérico da ferritina foi obtido em um exame ao acaso. A criança foi submetida a uma extensa propedêutica diagnóstica, realizada para afastar outras causas.
DISCUSSÃO: A prevalência da SHCH é desconhecida no Brasil, e a sua penetrância variável pode dificultar a percepção do caráter hereditário. Assim, esse relato de caso e revisão da literatura tem a importância de alertar sobre a existência da patologia, para que pediatras e demais profissionais sejam capazes de realizar esse diagnóstico.
Tuberculose perinatal: um diagnóstico a ser considerado
Layla Luiza Silveira; Williane Coelho de Figueiredo Fernandes; Allyne Coelho Marques Monteiro; Livia Rocha do Valle; Amanda Rodrigues Soares; Daniela Silveira Barbosa; Deborah Marciano Rodrigues; Isabel Mendes Lima; Larisse Bragança Ribeiro Leal; Luiza Horst Neto; Pollyanna Rafaela de Sena Resende
Resid Pediátr. 2023RELATO DE CASO: Recém-nascido (RN), 34 semanas, nascido via vaginal, feminino, pré-natal sem intercorrências. Internado em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), requereu suporte ventilatório e antibioticoterapia para sepse neonatal presumida. Durante a evolução, iniciou-se terapia para suspeita de sepse fúngica, e, após 48h, RN exibiu quadro de otite média bilateral e otomastoidite. Nessa ocasião, a genitora foi internada e diagnosticada com tuberculose miliar. Destarte, RN foi submetido a tratamento para infecção latente TB com rifampicina e realizou-se exérese de linfonodos para teste rápido molecular (TRM-Ultra) e cultura. Devido ao TRM-Ultra positivo, substitui-se esquema para tratamento de TB Perinatal presumida com rifampicina, isoniazida e pirazinamida. Paciente evoluiu favoravelmente e posterior resultado de cultura evidenciou Mycobacterium tuberculosis.
DISCUSSÃO: A forma congênita da TB Perinatal é transmitida intraútero, por mães com TB grave e/ou genital, enquanto a pós-natal ocorre pelo contato do RN com indivíduo bacilífero após o nascimento. O diagnóstico, assim como a diferenciação entre as duas formas, é dificultado pelas manifestações clínicas inespecíficas.
CONCLUSÃO: Este caso demonstra a importância de considerar a TB perinatal em casos de sintomatologia inespecífica não responsiva à antibioticoterapia convencional. Apesar da incerteza quanto ao momento da infecção, além de diagnóstico e tratamento tardios, a paciente obteve desfecho clínico satisfatório.
Meningite secundária a seio dérmico dorsal infectado em região torácica - um relato de caso
Ana Clara Alves Gontijo,; Paula Silva; Luisa Andrade Cardini; Amanda Silva Passarella Falci; Luis Fernando Andrade de-Carvalho
Resid Pediátr. 2023