Resultados da Busca
Repercussão da perda de peso na velocidade de crescimento de crianças e adolescentes: um estudo de caso
Carolina Paniago Lopes; Mariana Porto Zambon; Maria Ângela Reis de Góes Monteiro Antonio
Resid Pediatr. 2023Aleitamento materno em crianças com microcefalia por síndrome congênita do vírus Zika
Karole Brito Alves Costa; Normeide Pedreira dos Santos França
Resid Pediatr. 2023OBJETIVO: Identificar duração e caracterização do aleitamento materno em crianças com microcefalia por síndrome congênita do ZIKV (SCZV) atendidas em um serviço de referência.
METODOLOGIA: Estudo descritivo, transversal, quantitativo. A coleta de dados foi realizada em prontuários e durante entrevistas, através de questionários padronizados, durante os meses de setembro e novembro de 2019. Análise estatística descritiva foi realizada através do programa SPSS 25.0.
RESULTADOS: Catorze crianças preenchiam os critérios de inclusão e foram contempladas neste estudo. A média de idade foi de 43 meses (20-50), e a média do perímetro cefálico correspondeu a 29,85cm (25-34). A maioria das crianças (92,9%) foi amamentada. Oito crianças (57,2%) receberam aleitamento materno exclusivo e cinco (35,7%) receberam aleitamento materno predominante. Apenas 21,4% mamaram na primeira hora de vida. O tempo médio de AM foi de 14,67 meses (04-37). Doze mães já tinham realizado o desmame ao período da coleta de dados. Três (21,4%) realizaram desmame gradual e nove (64,3%) realizaram desmame abrupto. Todas as crianças fizeram uso de bicos artificiais (chupetas, n=14; mamadeiras, n=13), e em 50% dos casos esse uso ocorreu ainda na maternidade.
CONCLUSÃO: Este estudo encontrou uma prevalência de 92,9% de crianças amamentadas dentro do grupo estudado, e uma média de tempo de aleitamento inferior a 2 anos de idade.
Encefalite por leptospirose em paciente pediátrico: relato de caso
Camila Arfelli Cabrera; Ana Paula Mitsue Sazaki; Daniel Rossi Almeida
Resid Pediatr. 2023Aumento acentuado da leucina como fator de mau prognóstico na doença da urina de xarope de bordo - relato de caso
Bruna Duque de Almeida Braga; Gessianni Claire Alves de Souza; Filipe Marinho Pinheiro da Camara; Ana Cecília Menezes de Siqueira; Lucas Victor Alves
Resid Pediatr. 2023OBJETIVOS: Relatar um caso de doença do xarope de bordo em um recém-nascido (RN) com 10 dias de vida, filhos de pais consanguíneos, diagnosticado tardiamente, com elevados níveis de leucina, apresentando prognóstico desfavorável.
COMENTÁRIOS: A DXB é uma doença rara, de origem autossômica recessiva, que ocorre devido ao acúmulo de aminoácidos essenciais de cadeia ramificada nos tecidos, sendo eles a leucina, a valina e a isoleucina. O acúmulo de aminoácidos afeta, principalmente, o SNC. Estudos demonstraram que a concentração elevada de leucina diminui a concentração sérica de sódio e aumenta a água intracelular, gerando edema cerebral. O dano neurológico irá depender do grau e do tempo de exposição dos tecidos aos metabólitos. Apesar do desfecho desfavorável do caso apresentado, o prognóstico do DXB pode ser modificado com um controle rigoroso da dieta e manejo precoce e agressivo de crise metabólica.
Encefalomielite aguda disseminada: relato de caso
Wanessa Cardoso Praia; Quezia Denise Cortez Morais; Juliana Pastana Ramos de Freitas
Resid Pediatr. 2023Cobertura vacinal contra o HPV de familiares adolescentes de mulheres com câncer cervical
Beatriz Moura Vieira; Jurema Telles de Oliveira Lima; Paula Marina Carneiro Santos; Vitor Hugo Alves Marinho; Carla Rameri de Azevedo; Maria Jullia Gonçalves de Mello; Candice Amorim de Araujo
Resid Pediatr. 2023MÉTODO: Estudo prospectivo, corte transversal. Realizado no setor de oncologia de um hospital terciário de referência, utilizando formulário adaptado.
RESULTADOS: Foram coletados dados epidemiológicos de 102 pacientes em tratamento oncológico e 59 familiares com idade entre 9-21 anos. O grau de parentesco entre essas jovens e as pacientes oncológicas em tratamento foi de filha (56%), irmã (3%), sobrinha (22%) e neta (19%). A maior parte dessas meninas (81%) foi instruída a realizar a prevenção contra o HPV, sendo a escola (39%) a principal responsável por fomentar a vacinação. A respeito das razões para não realização da imunização, a falta de informação sobre a vacina foi a mais citada (63%). Ao questionar aos familiares das meninas se vacinariam suas filhas, 17% afirmaram que não e nenhum desses familiares sabia a função da vacina.
CONCLUSÃO: Apesar dos avanços nos programas de vacinação contra o HPV, ainda é presente uma grande desinformação sobre a temática na população, especialmente entre os familiares do público-alvo. A escola foi apontada como protagonista no acesso à informação e pode ser utilizada como meio de acesso à vacina para as jovens e de informação para seus familiares.
Adequação do volume corrente ofertado durante ventilação mecânica invasiva em prematuros
Andrezza Tayonara Lins Melo; Lizandra Eveline da Silva Moura; Nailton Benjamin de Medeiros Junior; Joice Karen Cavalcante de Souza; Maria Julia Ribeiro de Souza Silva; Andrezza de Lemos Bezerra
Resid Pediatr. 2023MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal com amostra composta por RNPT com idade gestacional (IG) <37 semanas internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Agamenon Magalhães (HAM). Coletaram-se seis medidas de VT durante 60 segundos e a adequação do VT encontrada foi avaliada através do cálculo do volume corrente ideal (VTi) utilizando a fórmula VTi = 4ml/kg x peso atual.
RESULTADO: A amostra composta por 16 prematuros, 68,7% apresentaram VT inadequado no momento da coleta. RNPT com IG acima de 30 semanas obtiveram um VT estatisticamente maior (VT = 12,27 ± 2,22mL). Quando corrigido para o peso, aqueles com IG <30 tiveram um VT corrigido de 9,34 ± 4,63mL/Kg, não significativo estatisticamente, porém importante do ponto de vista clínico.
CONCLUSÃO: Verificou-se que os RNPT abaixo de 30 semanas foram expostos a VT maiores que a faixa ideal para o peso. Com isso, é possível identificar a importância da monitorização contínua do VT, favorecendo uma melhor assistência ventilatória, minimizando as lesões pulmonares.
Aspectos clínicos e tomográficos de crianças com bronquiectasias não fibrocísticas em um serviço de pneumologia pediátrica
Danilo Santos Guerreiro; Vivianne Calheiros Chaves Gomes; Alexssandra Maia Alves; Claudia de Castro e Silva; Ana Julia Velozo Ribeiro
Resid Pediatr. 2023Impacto da pandemia de COVID-19 em crianças e adolescentes com excesso de peso: influência do confinamento e do fechamento das escolas na obesidade infantil
Maria Gabriela Brunetta Barth; Rosana Bento Radominski,; Adriane de Andre Cardoso Demartini
Resid Pediatr. 2023OBJETIVOS: Verificar o impacto do fechamento das escolas sobre o índice de massa corporal (IMC), os hábitos de vida e a prevalência de obesidade em crianças e adolescentes.
MÉTODOS: Estudo observacional transversal de pacientes com sobrepeso/obesidade acompanhados em um serviço de referência em endocrinologia. Foram avaliados os dados da última consulta antes da pandemia e da primeira consulta realizada durante a pandemia e um questionário foi aplicado.
RESULTADOS: De 50 pacientes (31 meninas) com idade de 11,5±2,4 anos e intervalo entre as consultas de 379,5±79,5 dias, 29 (58%) relataram aumento no número diário de lanches, 76% maior consumo de alimentos ultraprocessados e 54% inalteração na quantidade de alimentos ingeridos. Também foi relatado maior tempo de sedentarismo. Quarenta e cinco pacientes ganharam peso e houve aumento de 19,6% em relação ao peso pré-pandemia, com ganho ponderal de 9,0 kg (-3,6 a 25,5). A mediana do IMC e as variações do escore-z entre as consultas foram de +1,9 kg/m2 (-2,9 a +7,7) e +0,11 (-0,93 a +1,47), respectivamente. A mudança no IMC ajustado para a mediana para sexo e idade foi de +1,65 kg/m2 (-3,60 a +6,90). Houve aumento de 6% na prevalência de obesidade no grupo.
CONCLUSÕES: Definir alterações longitudinais do IMC na faixa etária pediátrica é um desafio. O presente estudo identificou ganho ponderal não saudável, aumento do IMC, aumento do tempo de sedentarismo e explicitou as dificuldades enfrentadas pelas crianças durante a quarentena.
Correlação entre níveis séricos de vitamina D e IMC de crianças e adolescentes atendidos em um ambulatório universitário
Mariana Andrade Lopes Mendonça; Gabriela Corrêa de Souza; Julia Martins Roriz; Natalia Vieira Inácio Calapodopulos; Vírgina Resende Silva Weffort
Resid Pediatr. 2023MÉTODOS: Levantamento dos valores de IMC e níveis séricos de vitamina D de pacientes com idade entre 1 e 16 anos, no período de abril de 2017 a novembro de 2020, atendidos em um hospital universitário.
RESULTADOS: A associação estatística entre classificação de IMC e nível sérico de vitamina D pelo teste exato de Fisher foi p=0,053, valor muito próximo do limite de significância. Dessa forma, foi observada uma correlação limítrofe entre obesidade e hipovitaminose D.
CONCLUSÕES: A relação causal entre excesso de gordura e baixo nível sérico da vitamina D ainda não é bem esclarecida. Questiona-se se os níveis séricos reduzidos da vitamina D funcionam como causa ou consequência, direta ou indireta, do aumento do IMC. Considera-se relevante a triagem rotineira dos níveis dessa vitamina em pacientes com excesso de gordura corporal, devido ao seu papel multissistêmico e multifuncional, além da importante necessidade de suplementação nos pacientes com deficiência da mesma.