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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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A pandemia COVID-19 e a Organização dos Serviços de Saúde Pediátricos em Portugal - um prisma médico

Ana Fraga; Sara Vale; Pascoal Moleiro

Resid Pediátr. 2023
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A Pandemia COVID-19 impôs a necessidade de criar medidas de reestruturação, reorganização e proteção nos distintos Serviços de Pediatria (SP) a nível nacional. Com este trabalho, pretende-se caracterizar a adaptação dos diferentes SP da perspetiva dos profissionais. Foi realizado um estudo observacional analítico transversal dirigido a Pediatras e Residentes de Pediatria, baseado na resposta a um questionário anônimo de opinião (aplicando uma Escala de Likert de cinco níveis) inerente à organização dos Serviços de Saúde no mês de abril de 2020. As variáveis em estudo incluíram uma caracterização demográfica dos inquiridos, protocolos implementados, modelos de reestruturação adotados, critérios e métodos de pesquisa de SARS-CoV-2, articulação entre serviços hospitalares e medidas de controlo de infeção implementadas. SPSS®26 p<0.05. Incluídos 113 profissionais, 67% Pediatras (n=76); 92% Serviço Nacional de Saúde (n=104). Reorganização: adequada no geral 66% - criação de protocolos prévios aos oficiais 50%, divisão de equipas 48%, rotatividade de elementos 60%. Articulação com a Saúde Pública foi possível 77% (n=82) e adequada 56% (n=61). Reestruturação: criação de circuitos específicos em 90%, com divisão física de todos os sectores em 67%, de forma segura e adequada em 80%. Proteção: ministradas formações inerentes ao uso de Equipamento Proteção Individual (EPI) em 75% e realizada pesquisa SARS-CoV-2 em 47%. EPI completos disponibilizados em 47%, com necessidade de racionamento (70%), e de aquisição por conta própria (26%). A reestruturação dos Serviços evidenciou maior grau de adaptação e adequação, proporcionalmente à disponibilidade de material e separação física. As maiores deficiências se verificaram ao nível de EPI.
Pneumotórax espontâneo como manifestação inicial de Influenza A (H1N1) em pediatria: relato de caso

Thomas Eugenio Portes de Almeida; Raisa Nalin Bucater; Thalia Vieira Pires; Isabela Daher Anbar; Fernanda Fortuci Resende Botelho

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: Relatar um caso de uma criança com H1N1 com pneumotórax espontâneo como manifestação inicial.
DESCRIÇÃO DO CASO: Escolar, 8 anos, masculino, história de tosse seca há um dia, evolui com dispneia, tosse produtiva, taquipneia, taquicardia e enfisema subcutâneo, referenciado para hospital terciário. À admissão no hospital apresenta-se taquicárdico com enfisema subcutâneo palpável bilateralmente na parede torácica, em uso de máscara de oxigênio e evidenciando quedas na saturação arterial de oxigênio. Ausculta pulmonar com roncos, sibilos expiratórios e retração de fúrcula. Administrado corticoide, broncodilatador, oxigenoterapia e antibioticoterapia. Avaliação radiológica evidenciou pneumotórax bilateral e enfisema subcutâneo bilateral. Optada pela internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI-Ped). Realizada drenagem de tórax bilateral, intubação e ventilação mecânica. No sexto dia de internação obteve resultado positivo para Influenza A H1N1. Recebeu alta da UTI-Ped no nono dia de internação e alta hospitalar no dia seguinte, assintomático.
COMENTÁRIOS: O pneumotórax como manifestação inicial em criança com Influenza A (H1N1) é uma entidade rara. O presente caso reforça a necessidade de ampliar as opções de diagnóstico diferencial na criança com pneumotórax espontâneo.
Janela aortopulmonar em lactente: rara cardiopatia - relato de caso

Gessianni Claire Alves de Souza,; Caio César Melo Delgado; Helena Maria Fonseca de Souza; Rafaela Andrade Melo; Yngra Bastos Mesquita Minora de Almeida; Luziene Alencar Bonates dos Santos; Taiana Alves de Alcantara Andrade

Resid Pediátr. 2023
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A janela aortopulmonar (JAP) é uma cardiopatia congênita pouco prevalente, causada por um defeito septal do tronco arterial comum entre a aorta e a artéria pulmonar. Pode estar localizado entre a aorta ascendente e o tronco ou artéria pulmonar direita. Do ponto de vista hemodinâmico, assemelha-se a um grande canal arterial persistente. Os sintomas clínicos em pacientes com JAP estão relacionados com o fluxo de sangue pulmonar e a magnitude do defeito. O objetivo deste trabalho é relatar o caso de um lactente com essa patologia enfatizando sua apresentação clínica e suspeição diagnóstica.
Ampliando a aplicabilidade da ultrassonografia no âmbito neonatal: além das hemorragias cerebrais

Julia Amim Rosa; Milena Rasche; Gabrielly de Araujo; Marcia Wang Matsuoka; Mário Cícero Falcão; Fabiola Roberta Marim Bianchini; Laura Emilia Monteiro Bigelli Cardoso; Lisa Suzuki

Resid Pediátr. 2023
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INTRODUÇÃO: A ultrassonografia neonatal se iniciou nos anos 70 para avaliação de hemorragias cerebrais. Com o advento de diferentes transdutores e melhoria dos equipamentos com função Doppler, seu uso em muito se ampliou, sendo possível avaliação de quase todos os órgãos.
OBJETIVOS: Mostrar novas aplicabilidades da ultrassonografia como método auxiliar no diagnóstico de alterações da coluna vertebral, afecções pulmonares e suturas cranianas no período neonatal.
MÉTODOS: Estudo descritivo de exames ultrassonográficos realizados com aparelho Logiq P7 da General EletricT, com transdutores multifrequenciais e microconvexo com frequência de 3 a 11 MHz e linear com frequência de 2 a 11 MHz. As avaliações ultrassonográficas foram realizadas imediatamente após a suspeita diagnóstica, por médico especialista com mais de 15 anos de experiência em ultrassonografia pediátrica, desde que a condição clínica do recém-nascido permitisse o exame e, caso houvesse necessidade, nova ultrassonografia seria realizada para confirmação diagnóstica.
RESULTADOS: Apresentação de imagens ultrassonográficas de exames realizados em uma Unidade Neonatal de nível terciário, incluindo avaliações de coluna vertebral, pulmões e ossos do crânio, assim apresentados: 1. Ultrassonografia de coluna neonatal normal (cone medular e cauda equina). 2. Ultrassonografia de tórax neonatal normal, com presença de linhas A e raras linhas B e representação gráfica da mobilidade diafragmática normal. 3. Ultrassonografia da sutura craniana sagital pérvia e fechada.
CONCLUSÕES: Ultrassonografia é um método com diversas aplicabilidades e seu uso na população neonatal favorece o diagnóstico e acompanhamento satisfatório de várias patologias, de maneira não invasiva e inócua, reservando outros métodos diagnósticos para os casos em que seja necessária complementação diagnóstica.
Perfil epidemiológico da prematuridade e comorbidades associadas em recém-nascidos prematuros de muito baixo peso

Juliana Cristina Vieira Gmack; João Victor Brincas Ramos; Paulyne Stadler Venzon; Regina Paula Guimarães Vieira Cavalcante da Silva

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: Descrever as principais características epidemiológicas da prematuridade, fatores de risco, prevalência de comorbidades e perfil de sobrevida e óbito em neonatos de muito baixo peso.
MÉTODOS: Estudo transversal, com análise retrospectiva de dados coletados de prontuários de 616 recém-nascidos (RN) prematuros de muito baixo peso internados no Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (CHC-UFPR), de agosto de 2008 a agosto de 2018. Foram estudadas prevalência de comorbidades, taxas de sobrevida e fatores associados à mortalidade. Para todos os testes estatísticos, considerou-se o nível de significância de 5%.
RESULTADOS: A média de idade gestacional (IG) foi de 28,2 ± 2,9 semanas e de peso de nascimento (PN) 997,4 ± 279,9 gramas. A população com IG < 28 semanas (42,5%) apresentou maior necessidade de reanimação neonatal e suporte ventilatório e obteve maior prevalência das seguintes doenças: síndrome do desconforto respiratório (SDR), displasia broncopulmonar (DBP), hipertensão pulmonar, hemorragia pulmonar, hemorragia peri-intraventricular (HPIV), retinopatia da prematuridade (ROP), persistência do canal arterial (PCA) e sepse neonatal precoce. As principais comorbidades associadas a aumento da chance de óbito foram (p < 0,05): SDR (OR: 4,04), hemorragia pulmonar (OR: 5,21) e HPIV graus III e IV (OR: 3,32). A redução da sobrevida foi associada a valores menores de IG e PN, além da presença de comorbidades respiratórias e neurológicas.
CONCLUSÃO: Recém-nascidos extremo prematuros apresentam maior prevalência de comorbidades e complicações neonatais. Baixo peso de nascimento, morbidades dos sistemas respiratório e neurológico foram os principais fatores associados ao aumento da mortalidade.
Taxa de mortalidade infantil relacionada à hipóxia intrauterina e asfixia perinatal no estado do Pará no período de 1996 a 2019

Victor Aragão dos Santos

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: analisar a taxa de mortalidade infantil por hipóxia intrauterina e asfixia perinatal no Estado do Pará no período de 1996 a 2019.
MÉTODOS: estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo com dados obtidos da base de dados DATASUS do Ministério da Saúde.
RESULTADOS: a taxa de mortalidade infantil anual por hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer no estado do Pará veio diminuindo desde 1996 até 2019, embora de forma mais lenta comparada à média nacional. O estado do Pará apresentou uma redução de 41% da mortalidade infantil entre os anos de 1996 e 2019, uma queda menor se comparada ao índice nacional e da região Norte, que foram respectivamente de 64% e 72%. O Pará foi o estado da região Norte que menos conseguiu reduzir a mortalidade infantil relacionada à condição, tornando-se o detentor do maior índice de mortalidade infantil da região Norte em 2019.
CONCLUSÃO: É necessário que as políticas públicas de saúde sejam direcionadas para a melhoria do atendimento pré-natal e do parto com o intuito de reduzir a taxa de mortalidade infantil por hipóxia intrauterina e asfixia perinatal, especialmente nas regiões mais remotas do estado para que se alcancem os mesmos avanços obtidos no resto do País.
Editorial

Márcia G. Alves Galvão

Resid Pediátr. 2023
Perfil clínico e epidemiológico de crianças e adolescentes portadores de hemofilia em um centro de referência

Marcela Bezerra Marques; Maria Aline Ferreira de Cerqueira

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: identificar dados clínico-epidemiológicos de crianças e adolescentes com hemofilia acompanhados no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí, caracterizando-os quanto faixa etária, procedência, tipo, gravidade, principais complicações, uso de profilaxia e adesão ao seguimento.
MÉTODO: estudo descritivo, observacional e transversal, através de dados extraídos dos prontuários de 63 pacientes abaixo de 18 anos. Os resultados obtidos foram analisados por meio de frequência absoluta e relativa, além de teste qui-quadrado (x2).
RESULTADOS: Entre 63 pacientes, 95% eram portadores de hemofilia tipo A, 67% acometidos pela forma grave e 59% pertenciam à faixa etária de 11 a 18 anos. A presença de complicações esteve associada a maior número de atendimentos por ano. Estas predominaram na forma de artropatia crônica (37%), enquanto que a hemorragia intracraniana (HIC) acometeu 6% dos enfermos. Nos pacientes com indicação de profilaxia, 7% não a realizavam. Dentre os 05 pacientes com hemofilia grave que estiveram presentes em 01 atendimento ao ano, 80% eram oriundos do interior e 20% de outro estado.
CONCLUSÕES: A caracterização clínico-epidemiológica das crianças e adolescentes nesse centro de referência especializada corrobora com os dados disponíveis na literatura.
Conhecimento e percepções sobre acne entre adolescentes

Suzane Pasqual; Thais dos Santos Rohde; Luísa Polo Silveira; Mariana Canato; Mariana Aparecida Pasa Morgan; Vânia Oliveira de Carvalho

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: Determinar os conhecimentos e as crenças de adolescentes sobre acne.
MÉTODOS: Estudo transversal e analítico, realizado no período de maio de 2018 a maio de 2019. Os dados foram coleta-dos por questionário aplicado a discentes com 13 a 20 anos matriculados em duas escolas, com 793 participantes (462 de escola pública e 331 de particular). Os dados foram avaliados pelos testes qui-quadrado de Pearson, de Yates e t de Student.
RESULTADOS: A média de idade dos participantes da escola particular foi de 15.02±1.25 anos e da pública 16.21±1.45 anos (p=0.07). Tinham acne 75.8% dos adolescentes da escola particular e 79.6% da pública (p=0.08). Consultaram um médico em função da acne 54.7% dos adolescentes da escola particular e 45.8% da pública (p<0.0001). Mais alunos da escola pública acharam desnecessário consultar um médico em função da acne em comparação a alunos da escola particular (67.8% vs 32.2% - p<0.0001). Mais alunos da escola pública responderam que ácaros causam acne. A percepção de que contraceptivos hormonais pioram a acne esteve presente em 42% dos alunos da escola pública contra 28.4% da escola particular (p<0.001).
CONCLUSÕES: Os adolescen-tes demonstraram percepções equivocadas sobre acne, principalmente os da escola pública, que também tiveram menos acesso ao atendimento médico.
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