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Fatores medicamentosos que influenciam na produção de leite materno
Patricia Amaral Vasconcellos; Mauricio Obal Colvero; Humberto Holmer Fiori
Resid Pediátr. 2023OBJETIVO: Avaliar os fatores medicamentosos que influenciam na produção de leite materno.
DISCUSSÃO: Medicamentos como os galactogogos e os inibidores da lactação interferem aumentando ou reduzindo os volumes de leite produzidos pelas mães.
CONCLUSÃO: Medicamentos como a metoclopramida, a sulpirida e a domperidona são galactogogos, ou seja, aumentam a produção de leite. Dentre os medicamentos que podem inibir a lactação, destaca-se a pseudoefedrina. Entretanto mais estudos são necessários para avaliar a real segurança do uso de medicamentos durante a amamentação.
Síndrome de Prune Belly com fístula vesicocutânea: relato de caso raro e revisão da literatura
Debora Leticia Silva Gouvêa Viana; Naara Rafaela Gonçalves; Álvaro Henrique Anghietti Nalon; Michel Correia Viana; Rúbia Cecília Barbone e Melo; Ítalo Guilherme Giarola de Freitas Mariano; Raquel Ida Ferreira; Thais Silva Maia; Paula Silva Maia
Resid Pediátr. 2023Síndrome nefrótica congênita secundária à infecção congênita: um relato de caso
Camila Maria Florencio Santos; Gabriella Aguiar Santos Faria; Marianne Fernanda de Melo Duarte; Filipe Marinho Pinheiro da Camara; Tereza Rebecca de Melo e Lima
Resid Pediátr. 2023Xantogranuloma juvenil: a benignidade por trás de uma lesão atípica
Roberta Leão Bassi; Juliana Cabral Bittencourt; Fernanda Luiza de Almeida Barbosa
Resid Pediátr. 2023DESCRIÇÃO DO CASO: Trata-se de um lactente de 4 meses de idade com uma lesão nodular única em abdome de evolução progressiva desde o nascimento. Lesão de aspecto crostoso com pequenas nodulações adjacentes, ulceração central e bordas imprecisas, de aproximadamente 3 centímetros de diâmetro. Aventada hipótese diagnóstica de impetigo, fez uso de antibióticos tópicos e orais, sem sucesso. Em seguida, suspeitado de dermatofitose, fez uso de antifúngicos, sem melhora. Devido à persistência da lesão, solicitado ultrassom da lesão e encaminhado para dermatologista. Somente após a biópsia, foi confirmado o diagnóstico de XGJ.
COMENTÁRIOS: O XGJ é uma patologia rara e benigna, pertencente ao grupo das histiocitoses não Langerhans que surge tipicamente em idade pediátrica. As lesões ocorrem mais comumente na pele e apresentam uma morfologia característica. São geralmente assintomáticas e espera-se a regressão espontânea em aproximadamente cinco anos. Entretanto a doença pode levar a acometimento extracutâneo e outras patologias importantes podem estar relacionadas ao quadro necessitando, portanto, extensão de propedêutica para prevenir sequelas irreversíveis ao paciente.
Piropoiquilocitose hereditária no período neonatal - relato de caso
Ana Beatriz Teodoro Borges; Magda Regina Silva Moura; Larissa Cristina Nascimento; Adilson Botelho Filho; Caroline Geraldo; Jéssica de Oliveira Franco; Júlia Machado Fernandes; Ana Paula Cicci de Castro Coutinho
Resid Pediátr. 2023Hipotireoidismo congênito diagnosticado no sexto dia de vida: um relato de caso.
Douglas Rafael Ertel,; Aldo Roberto Ferrini Filho,; Ludmila de Oliveira Jaime Sales,; Dayana Carla de Oliveira,; Carlos Alberto Moreno Zaconeta,
Resid Pediátr. 2023OBJETIVO: descrever caso clínico de paciente diagnosticado com hipotireoidismo congênito no sexto dia de vida, rastreado através do teste de triagem neonatal, com posterior confirmação laboratorial, evidenciar pontos do diagnóstico, tratamento e seguimento clinico, evitando a progressão do diagnóstico tardio.
RELATO DE CASO: paciente do sexo masculino, nascido de parto normal sem intercorrências, que evoluiu com hipoglicemia assintomática nas primeiras horas de vida, resistente ao tratamento. Apresentou alterações compatíveis com hipotireoidismo congênito no teste de triagem neonatal, com posterior confirmação através de exames laboratoriais. Iniciada reposição de tireoglobulina no sexto dia de vida, com melhora progressiva da hipoglicemia e evolução clínica favorável ao longo dos primeiros meses de vida.
CONCLUSÃO: o hipotiroidismo congênito é a principal causa de deficiência intelectual prevenível na infância, deve ser diagnosticado o mais precocemente possível, demonstrando a importância das ferramentas de triagem neonatal. Após a instituição do tratamento e seguimento clínico adequados a evolução é favorável, evitando a progressão drástica do diagnóstico tardio.
Hipertrigliceridemia grave numa criança com Diabetes Mellitus tipo 1 inaugural - o papel da plasmaferese terapêutica
Marta Veríssimo; Carolina Gonçalves; Francisca Galhardo Saraiva; Maria Mendes; Carlos Escobar
Resid Pediátr. 2023Uma causa rara e fatal de doença bolhosa num recém-nascido
Inês Barros Rua; Marta Vidal; Joana Calvão; Rui Castelo; Leonor Ramos
Resid Pediátr. 2023Extubação paliativa: experiência de quatro casos em unidade de terapia intensiva neonatal
Beatriz Cristina Guerreiro; Fernanda Vieira de Souza Leite; Iasmin Barufaldi Prette; Jaqueline Venturin; Daneila Barbosa Dias
Resid Pediátr. 2023DESCRIÇÃO DO CASO: análise descritiva de quatro casos de extubação paliativa em unidade de terapia intensiva neonatal de hospital infantil de 2019 a 2020 a partir de revisão de prontuários eletrônicos dos seguintes dados: idade, diagnóstico principal, tempo de intubação, tempo de vida entre a extubação e o óbito, sintomas descritos neste período e medidas de conforto realizadas, abordagem familiar, diagnóstico e acompanhamento prévios ou não com equipe de cuidados paliativos. Todas as patologias foram incluídas na classificação de cuidados paliativos exclusivos. Todos os pacientes evoluíram para óbito após a extubação paliativa. A abordagem da equipe de cuidados paliativos baseou-se em proporcionar medidas de conforto ao paciente, suporte a família e a equipe de funcionários da unidade de terapia intensiva neonatal.
CONCLUSÃO: É fundamental a necessidade de conhecimento e aprofundamento da prática de extubação paliativa como forma de tornar o fim de vida um momento livre de sofrimento, prezando o respeito e dignidade aos pacientes.
Avaliação do conhecimento dos pediatras e neonatologistas sobre afecções oculares na infância
Julia Ferraz Lopes Silva; Rosalia Simões Foschini; Jayter Silva Paula; Marcelo Jordão Lopes Silva
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Aplicou-se questionário, no qual constam dados demográficos e questões sobre conhecimentos oftalmológicos, entre pediatras através da linha transmissão do serviço de pediatria do HC da FMRP/USP no período de janeiro a junho de 2021. Realizou-se estudo de delineamento transversal, cujas respostas foram tabuladas, foi realizada a análise estatística com o Teste de Kruskal-Wallis e Teste Exato de Fisher para comparação entre os grupos pré-estabelecidos (residentes em pediatria, 4 a 9 anos e mais de 10 anos de exercício em pediatria).
RESULTADOS: O questionário estruturado foi enviado para 277 pediatras. Noventa pediatras responderam ao questionário, sendo que 81,11% foram do sexo feminino. Quanto ao tempo de exercício da pediatria, 42,22% tinham mais de 10 anos. Das 17 questões voltadas ao conhecimento oftalmológico, os acertos variaram de 6 a 14, sendo que a média de acertos foi 58,52%. As perguntas que obtiveram maior índice de erro foram quanto à conduta em recém-nascidos (RN) com secreção ocular e obstrução lacrimal congênita e quando uma criança prematur a deve ser avaliada por um oftalmologista, porém não foram encontradas diferenças significativas quando comparado o nível de acerto entre os grupos (p=0,425).
CONCLUSÃO: Os resultados sugerem deficiência no conhecimento oftalmológico entre os pediatras entrevistados, portanto programas de educação continuada e de colaboração entre disciplinas de oftalmologia e pediatria devem ser desenvolvidos e reforçados, visando um aprofundamento no conhecimento desses tópicos.