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Hipotireoidismo congênito diagnosticado no sexto dia de vida: um relato de caso.
Douglas Rafael Ertel,; Aldo Roberto Ferrini Filho,; Ludmila de Oliveira Jaime Sales,; Dayana Carla de Oliveira,; Carlos Alberto Moreno Zaconeta,
Resid Pediatr. 2023OBJETIVO: descrever caso clínico de paciente diagnosticado com hipotireoidismo congênito no sexto dia de vida, rastreado através do teste de triagem neonatal, com posterior confirmação laboratorial, evidenciar pontos do diagnóstico, tratamento e seguimento clinico, evitando a progressão do diagnóstico tardio.
RELATO DE CASO: paciente do sexo masculino, nascido de parto normal sem intercorrências, que evoluiu com hipoglicemia assintomática nas primeiras horas de vida, resistente ao tratamento. Apresentou alterações compatíveis com hipotireoidismo congênito no teste de triagem neonatal, com posterior confirmação através de exames laboratoriais. Iniciada reposição de tireoglobulina no sexto dia de vida, com melhora progressiva da hipoglicemia e evolução clínica favorável ao longo dos primeiros meses de vida.
CONCLUSÃO: o hipotiroidismo congênito é a principal causa de deficiência intelectual prevenível na infância, deve ser diagnosticado o mais precocemente possível, demonstrando a importância das ferramentas de triagem neonatal. Após a instituição do tratamento e seguimento clínico adequados a evolução é favorável, evitando a progressão drástica do diagnóstico tardio.
Hipertrigliceridemia grave numa criança com Diabetes Mellitus tipo 1 inaugural - o papel da plasmaferese terapêutica
Marta Veríssimo; Carolina Gonçalves; Francisca Galhardo Saraiva; Maria Mendes; Carlos Escobar
Resid Pediatr. 2023Uma causa rara e fatal de doença bolhosa num recém-nascido
Inês Barros Rua; Marta Vidal; Joana Calvão; Rui Castelo; Leonor Ramos
Resid Pediatr. 2023Extubação paliativa: experiência de quatro casos em unidade de terapia intensiva neonatal
Beatriz Cristina Guerreiro; Fernanda Vieira de Souza Leite; Iasmin Barufaldi Prette; Jaqueline Venturin; Daneila Barbosa Dias
Resid Pediatr. 2023DESCRIÇÃO DO CASO: análise descritiva de quatro casos de extubação paliativa em unidade de terapia intensiva neonatal de hospital infantil de 2019 a 2020 a partir de revisão de prontuários eletrônicos dos seguintes dados: idade, diagnóstico principal, tempo de intubação, tempo de vida entre a extubação e o óbito, sintomas descritos neste período e medidas de conforto realizadas, abordagem familiar, diagnóstico e acompanhamento prévios ou não com equipe de cuidados paliativos. Todas as patologias foram incluídas na classificação de cuidados paliativos exclusivos. Todos os pacientes evoluíram para óbito após a extubação paliativa. A abordagem da equipe de cuidados paliativos baseou-se em proporcionar medidas de conforto ao paciente, suporte a família e a equipe de funcionários da unidade de terapia intensiva neonatal.
CONCLUSÃO: É fundamental a necessidade de conhecimento e aprofundamento da prática de extubação paliativa como forma de tornar o fim de vida um momento livre de sofrimento, prezando o respeito e dignidade aos pacientes.
Avaliação do conhecimento dos pediatras e neonatologistas sobre afecções oculares na infância
Julia Ferraz Lopes Silva; Rosalia Simões Foschini; Jayter Silva Paula; Marcelo Jordão Lopes Silva
Resid Pediatr. 2023MÉTODOS: Aplicou-se questionário, no qual constam dados demográficos e questões sobre conhecimentos oftalmológicos, entre pediatras através da linha transmissão do serviço de pediatria do HC da FMRP/USP no período de janeiro a junho de 2021. Realizou-se estudo de delineamento transversal, cujas respostas foram tabuladas, foi realizada a análise estatística com o Teste de Kruskal-Wallis e Teste Exato de Fisher para comparação entre os grupos pré-estabelecidos (residentes em pediatria, 4 a 9 anos e mais de 10 anos de exercício em pediatria).
RESULTADOS: O questionário estruturado foi enviado para 277 pediatras. Noventa pediatras responderam ao questionário, sendo que 81,11% foram do sexo feminino. Quanto ao tempo de exercício da pediatria, 42,22% tinham mais de 10 anos. Das 17 questões voltadas ao conhecimento oftalmológico, os acertos variaram de 6 a 14, sendo que a média de acertos foi 58,52%. As perguntas que obtiveram maior índice de erro foram quanto à conduta em recém-nascidos (RN) com secreção ocular e obstrução lacrimal congênita e quando uma criança prematur a deve ser avaliada por um oftalmologista, porém não foram encontradas diferenças significativas quando comparado o nível de acerto entre os grupos (p=0,425).
CONCLUSÃO: Os resultados sugerem deficiência no conhecimento oftalmológico entre os pediatras entrevistados, portanto programas de educação continuada e de colaboração entre disciplinas de oftalmologia e pediatria devem ser desenvolvidos e reforçados, visando um aprofundamento no conhecimento desses tópicos.
Relato de caso: erupções pustulosas na doença mieloproliferativa do neonato com síndrome de Down
Igor Daniel Loureiro; Rayana Costa Binda; Jackeline Faria Meira; Rodolfo Barcellos Crevelin; Andrea Lube Antunes de S Thiago Pereira; Adriana Amaral Dias; Eduarda Teixeira Lorenzoni; Catherine Klein Colombiano
Resid Pediatr. 2024Doença da arranhadura do Gato - relato de caso
Amanda Régia de Oliveira Silva; Maria Aparecida Gadiani Ferrarini; Luiza Ferreira Domingues; Andressa Clemente Mesquita
Resid Pediatr. 2024OBJETIVO: Relatar um caso pediátrico de DAG forma hepatoesplênica.
MÉTODO: relato de caso de uma criança internada na enfermaria de Doenças Infecciosas Pediátricas entre outubro e novembro de 2019. O relato foi feito com base em dados do prontuário do paciente e revisão da literatura, com base em pesquisas na plataforma PubMed. Foram obtidos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido do responsável legal do paciente e o termo de assentimento da criança.
RESULTADO: Escolar, feminina, 9 anos, previamente hígida, iniciou com sinais flogísticos em fossa poplítea direita e febre, tratada como celulite e posteriormente como abscesso poplíteo, sem melhora com oxacilina por 3 dias e clindamicina e ceftriaxone por 11 dias. Evoluiu com um quadro séptico de foco abdominal no décimo primeiro dia de tratamento com a presença de abscessos hepáticos e esplênicos, sendo necessário ampliar a cobertura antimicrobiana para vancomicina e piperacilina-tazobactam até a elucidação diagnóstica de DAG, forma hepatoesplênica, o que ocorreu no décimo sétimo dia de internação. A partir do diagnóstico, foi tratada com rifampicina e claritromicina por 14 dias com boa evolução.
CONCLUSÃO: A importância deste relato é alertar os pediatras quanto à grande variabilidade clínica dessa infecção e o seu manejo.
Intervenção clínica do cuidado farmacêutico como indicador de qualidade da assistência hospitalar em pediatria
Joaquim Alves Diniz; Maria de Jesus Lima do Nascimento; Maria de Fátima Menezes Azevedo; Karla Deisy Morais Borges
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Estudo transversal e retrospectivo a partir dos registros das intervenções farmacêuticas disponíveis no banco de dados do serviço de farmácia clínica.
RESULTADOS: Cinquenta e oito pacientes foram incluídos no estudo. Ao todo, 75 problemas relacionados a medicamentos foram identificados com uma frequência de 76,2% relativos à segurança e estes envolviam fármacos antimicrobianos (45,8%). A adequação da dose (35,7%) correspondeu às intervenções farmacêuticas mais frequentes. O perfil de aceitabilidade das intervenções foi de 64,4% para médicos e 100% por enfermeiros.
CONCLUSÃO: Ao analisar os problemas relacionados a medicamentos e às intervenções farmacêuticas, foi possível conhecer quais aspectos da terapia do paciente pediátrico foram explorados no acompanhamento do farmacêutico clínico. Ressaltamos a importância da documentação da prática clínica para a construção de indicadores e avaliação da qualidade da assistência farmacêutica em pediatria.
Barreiras e facilitadores da adesão ao tratamento de tuberculose em crianças e adolescentes
Marina Mariano Rodrigues Santos; Bruna Villela Martins Costa; Maria Clara Bomfim Rodrigues; Claudete Araújo Cardoso
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Trata-se de revisão sistemática de literatura realizada pela pesquisa dos descritores Tuberculosis (OR Tuberculoses) AND Adherence (OR Adhesion) nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. Foram incluídos artigos que tratavam da adesão de crianças e adolescentes ao tratamento de TB. Excluíram-se os duplicados. A seleção dos artigos para revisão foi realizada nas seguintes etapas: análise de títulos, leitura dos resumos e dos artigos na íntegra. Ao final da seleção, 28 artigos foram revisados.
RESULTADOS: As principais barreiras à adesão ao tratamento de TB foram: tempo prolongado de tratamento, efeitos adversos, desconhecimento dos cuidadores em relação à doença e à infecção latente e aspectos socioeconômicos. Os principais facilitadores foram: tratamento mais curto, diretamente observado, suporte financeiro e aconselhamento dos pacientes e cuidadores. A coinfecção HIV-TB pode aumentar a adesão pela rotina de ingestão de medicamentos, ou diminuir, pelo aumento dos efeitos adversos.
CONCLUSÃO: Conhecer facilitadores e barreiras à adesão permite direcionar esforços necessários à promoção de melhor resposta ao tratamento da TB.
Resenha Campanha Sobrevivendo à Sepse - Diretrizes internacionais para o gerenciamento de choque séptico e Disfunção de órgãos associada à sepse em crianças
Bruna Balbina Melo e Silva; Pedro Henrique Costa de Moraes; Priscila Machado de Matos; Vanessa Soares Lanziotti
Resid Pediatr. 2024