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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Resultados da Busca

Intervenções baseadas em mindfulness para crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Maria Elizabeth Pereira Freire Machado; Carlos Augusto Pinheiro de Moraes

Resid Pediatr. 2023
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INTRODUÇÃO: O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem prevalência de 5 a 7,5% de todas as crianças do mundo, com grande impacto financeiro na saúde e educação. A sobrecarga do cuidador afeta a dinâmica familiar e os relacionamentos conjugais. Isso facilita o uso de métodos reativos e punitivos na parentalidade, levando a um círculo vicioso, intensificando o comportamento infantil desajustado. Seu manejo é abordado por diferentes áreas de atuação, representando um desafio para os provedores de saúde e cria demanda por opções alternativas. Mindfulness é uma intervenção baseada em meditação, que serve como uma ferramenta direta para auxílio da autorregulação emocional infantil e indireta no manejo do estresse parental, servindo como auxílio na educação infantil. Este trabalho tem objetivo de descrever os fundamentos e as evidências clínicas do uso do Mindfulness em crianças com TDAH.
METODOLOGIA: Revisão da literatura baseada realizada entre 2000 e 2021.
RESULTADOS: A busca resultou em 351 artigos, dos quais 6 ensaios clínicos randomizados e 4 revisões sistemáticas que foram incluídas na revisão. Os achados indicaram melhora nos sintomas de TDAH das crianças em relação à impulsividade, atenção, agressividade e regulação emocional. Enquanto nos pais, foram observadas melhora no estresse parental e na parentalidade atena.
CONCLUSÃO: a revisão sugeriu benefícios da prática para crianças nos sintomas internalizantes e TDAH, além de benefícios no estresse parental, prática da parentalidade e relacionamento interfamiliar. No entanto, pesquisas longitudinais futuras devem ser realizadas para confirmar os benefícios e a sustentabilidade dos efeitos a longo prazo.
Transtorno do espectro autista e diagnóstico diferencial do atraso de fala na infância: uma revisão da literatura

Guilherme de Araújo Baptistello; Camila Haas; Victória Baú Rabello; Bernardo Penteado Favero; Gabriele Eckerdt Lech; Carolina Carlesso Freitas; Carolina Moronte Sturmer; André Rumi Steinbruch; Luis Felipe Pilar Gomes; Gabriela Santos Rocha; Camila Santos Halal

Resid Pediatr. 2023
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OBJETIVO: O presente artigo busca descrever os principais diagnósticos diferenciais do atraso de fala na infância, com ênfase nos critérios diagnósticos atualizados para diferenciar entre transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista, e as demais possíveis etiologias.
MÉTODOS: Foi realizada revisão não sistemática da literatura, utilizando os critérios e definições diagnósticas atualizadas.
RESULTADOS: O atraso do desenvolvimento da linguagem é sintoma comum na faixa etária pediátrica, podendo ser encontrado em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, sendo frequentemente associada ao Transtorno do Espectro Autista. No entanto, há uma gama de diagnósticos alternativos que podem cursar com atraso da fala e que devem ser considerados no diagnóstico diferencial, incluindo outros transtornos do neurodesenvolvimento, deficiência auditiva e os transtornos da linguagem.
CONCLUSÃO: O pediatra possui papel importante na avaliação da criança com atraso da fala, sua investigação e direcionamento do manejo. Para tanto, deve estar familiarizado com os marcos esperados do neurodesenvolvimento, sinais de alerta para desvios do desenvolvimento incluindo os de linguagem, e critérios diagnósticos dos transtornos mais prevalentes.
Um olhar especial para o hipopituitarismo na infância: relato de caso

Anna Paula Cesar Costa; Janaína Cardozo Gomes Ferreira; Mariana Lins Lacerda; Fauzi Ali Rached; Camila De Conti Fochi

Resid Pediatr. 2023
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A deficiência na produção ou na ação de qualquer um dos hormônios da adeno-hipófise é denominada hipopituitarismo. Trata-se de diagnóstico desafiador e seus portadores apresentam maior mortalidade quando comparados à população geral, principalmente quando não recebem reposição hormonal adequada. Por meio da análise de prontuário de paciente do sexo feminino, habitante do Distrito Federal, 2 anos e 6 meses de vida, peso: 9,05kg (z-escore: -2,97); estatura: 80cm (z-escore: -3,07); IMC: 14,14 (z-escore: -1,27), foi encontrado quadro clínico de déficit pôndero-estatural e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, que, associado a exames laboratoriais e de imagem, levou ao diagnóstico de hipopituitarismo. Cabe ao médico, em especial o pediatra, estar atento para um diagnóstico tão singular.
Enterocolite necrosante neonatal: relato de caso e revisão de literatura

Karla Denise Barros Ribeiro Vasques; Érika de Oliveira Santos; Neideana Ewerton Aleixo

Resid Pediatr. 2023
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A enterocolite necrosante neonatal (ECN) é uma síndrome caracterizada por inflamação e necrose isquêmica do trato gastrointestinal que pode cursar com manifestações clínicas variáveis, como distensão abdominal, vômitos biliosos, hematoquezia, resíduos gástricos frequentes, diminuição de ruídos hidroaéreos, alterações fecais. O quadro geralmente está associado a sinais sistêmicos (palidez, apneia, hipoatividade, distermias). A ECN pode se manifestar com necrose parcial do intestino e ter recuperação completa, necessitando apenas de tratamento clínico. Relato de caso: recém-nascido (RN) de T.A.A., sexo feminino, prematura (33 semanas e 5 dias), extremo baixo peso (888g), APGAR 8/9, encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo). No 1º dia de vida, apresentou distensão abdominal importante e débito bilioso pela sonda orogástrica (SOG). Eliminou mecônio após estímulo retal, com 43 horas de vida. Manteve quadro de distensão abdominal até 10º dia de vida, evoluindo, com melhora progressiva (redução da distensão abdominal, mudança do aspecto do débito por SOG), após instituição de terapêutica adequada. No 11º dia de vida, iniciou dieta enteral mínima, progredida paulatinamente, tendo alcançando sucesso na progressão de dieta. A enterocolite é uma das emergências gastrointestinais mais frequentes em neonatos, afeta com maior frequência os recém-nascidos prematuros, principalmente os que nascem com muito baixo peso. Estudos indicam o aumento recente da incidência de ECN nas UTI Neo, em diversos países, devido ao aumento da sobrevida dos RN prematuros. Portanto, demanda-se a necessidade de uma maior difusão de conhecimentos a respeito da patologia; principalmente entre os profissionais de saúde que atuam nessas unidades.
Manifestações raras de apresentação de tuberculose em crianças: série de casos

Halana Salles Amorim Tavares Sias; Yoana Palatianos de Araújo; Fernanda Pinheiro Barra; Caio Pluvier Duarte Costa; Selma Azevedo Sias; Clemax Couto Sant'anna; Christiane Mello Schmidt; Claudete Araújo Cardoso

Resid Pediatr. 2023
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Tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa que impõe um desafio na prática pediátrica, uma vez que crianças podem apresentar manifestações raras, o que dificulta o seu diagnóstico. São apresentados cinco casos de manifestações pouco comuns de TB em crianças vacinadas com BCG ao nascer e sem história de contato prévio com adulto bacilífero. Ressalta-se a dificuldade e a importância da suspeição diagnóstica da TB em quadros raros da doença em crianças.
Relação entre reação de hipersensibilidade e a dose zero da vacina tríplice viral: um relato de caso

Paula Caixeta de Andrade; Ana Elisa Choucair Hosken Arão; Anna Carlinda Arantes De Almeida Braga; Igor Yury Silva; Helena Fontenelle de Carvalho; Débora Cruz Cerqueira

Resid Pediatr. 2023
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INTRODUÇÃO: O surto de sarampo registrado no Brasil, em 2018, forçou a alteração de ações preventivas para a doença, levando ao acréscimo da dose zero da vacina Tríplice Viral para crianças a partir dos 6 meses de idade até os 11 meses e 29 dias. A dose zero antecede a primeira dose, mas não exclui sua obrigatoriedade. Estudos que abordam os malefícios e benefícios da extra dose antecipada são escassos. Este trabalho objetivou apontar os prós e contras do manejo da dose zero à luz do relato de uma reação de hipersensibilidade adversa à essa dose da vacina Tríplice Viral.
RELATO DE CASO: Paciente sexo masculino, 6 meses de idade, compareceu à consulta de puericultura para investigação de possível reação de hipersensibilidade após administração da dose zero da vacina Tríplice Viral. Ao exame físico, apresentava bom estado geral, desenvolvimento compatível com a idade e hipersensibilidade generalizada.
DISCUSSÃO: Aborda sobre a importância da Vacina Tríplice Viral e levanta a questão de poucos estudos acerca das consequências diante do novo protocolo vacinal, que preconiza a administração da dose zero em crianças menores de um ano, diante do surto de sarampo.
CONCLUSÃO: A vacina Tríplice Viral é um eficiente mecanismo para o combate ao sarampo. Os benefícios se sobrepõem aos efeitos adversos da vacina, no entanto, faz-se necessário mais estudos a fim de se conhecer as reais consequências da administração da dose zero em crianças menores de um ano.
Epilepsia por dependência de piridoxina: um relato de caso

Larissa Magalhães de Paiva; Luigi Neves Reis; Rinara Grossi de Andrade; Shaira Salvadora Cunha Brito; Giulia Antunes Chieppe; Isabela Bernardino Freire

Resid Pediatr. 2023
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A epilepsia dependente de piridoxina (EDP) é uma doença autossômica recessiva clinicamente representada por crises convulsivas recorrentes. O diagnóstico é feito por observação clínica, podendo ter o auxílio da eletroencefalografia (EEG) e de exames bioquímicos e genéticos. O objetivo deste trabalho foi relatar o caso de um paciente lactente portador de EDP, por meio das análises dos dados de história clínica, exame físico, resposta terapêutica, em conjunto com a investigação laboratorial e análises de imagem. Diante de um quadro de crise convulsiva neonatal refratária aos anticonvulsivantes instituídos e, com exames laboratoriais e de imagem sem alterações, a introdução de piridoxina trouxe melhora clínica, permitindo a descontinuação dos demais fármacos em uso. O caso relatado reforça a importância da investigação das crises convulsivas neonatais para o diagnóstico e tratamento corretos.
Síndrome de Bart: relato de caso e revisão

Maria Paula Sandri Facchin; Mayara Reis de Oliveira; Mauren Seidl; Marina Helena Capra; Ana Carolina Vieira; Fabiana Rubbo de Melo; Jaqueline Reginatti

Resid Pediatr. 2023
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Paciente recém-nascido, do sexo masculino, branco, com idade gestacional de 37 semanas e 5 dias. Durante seu atendimento inicial, não foram notadas alterações, exceto por lesões de pele: aplasia cutânea em membros, dorso, região inguinal e mucosas, bem como lesões bolhosas e alterações ungueais. Em exame anatomopatológico, constatou-se epidermólise bolhosa. Paciente evoluiu mal e desenvolveu sepse neonatal, sendo realizados diversos esquemas de antibioticoterapia e curativos. Após apresentar piora clínica importante e refratariedade ao tratamento proposto, evoluiu a óbito com 57 dias de vida. A síndrome de Bart é uma condição genética e seu diagnóstico é clínico, realizado por meio da tríade: aplasia cutânea, epidermólise bolhosa e alterações ungueais. Essa síndrome está ligada à herança autossômica dominante e ocorre por conta de uma mutação no gene do colágeno tipo VII. Apesar de possuir um bom prognóstico, seu diagnóstico deve ser precoce para que o tratamento, que é baseado em curativos e antibióticos tópicos, possa ser iniciado o mais breve possível e, dessa forma, previna as possíveis complicações, tais como: sepse, hemorragias e distúrbio hidroeletrolíticos.
Perfil epidemiológico e clínico de crianças com nevo melanocítico congênito gigante em um serviço de dermatologia

Bruna Cavaleiro de Macêdo Souza; Ana Carolina Batista Pamplona de Freitas; Lorena de Britto Pereira da Cruz; Carla Andrea Avelar Pires; Jaqueline Azevedo Leão; Thais Suellen Ramos Allen; Maria Amelia Lopes Santos

Resid Pediatr. 2023
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OBJETIVO: Descrever cinco crianças com Nevo Melanocítico Congênito Gigante (NMCG) provenientes do Serviço de Dermatologia da Universidade do Estado do Pará, em Belém/PA, Brasil.
DESCRIÇÃO DOS CASOS: Pacientes com idades entre 1 e 11 anos, sendo quatro do sexo feminino, todos pardos, bom estado nutricional, pré-natal sem intercorrências e negavam consanguinidades. Os cinco casos apresentavam lesões no tronco, com diversos padrões de distribuição: calção de banho (1), corpo (1), costas (1) e bolero (2), maioria com mais de cinquenta lesões-satélites contendo hipertricose e prurido. Na análise histopatológica, todos foram compatíveis com nevo, um dos casos teve associação com neurofibroma, dois com melanose neurocutânea e um desses com melanoma no cérebro evoluindo para óbito.
COMENTÁRIOS: o Nevo Melanocítico Congênito Gigante é uma afecção rara, definida pela presença de lesão melanocítica, medindo no mínimo 20cm, presente desde o nascimento. Tem sua relevância clínica pela associação com complicações graves como o melanoma e/ou melanose neurocutânea. O registro dessa casuística visa contribuir com maior conhecimento sobre a doença, que traz implicações físicas, psicoemocionais, sociais e risco de malignidade.
Síndrome de West associada à lisencefalia: relato de caso

Gabriella Mendes Dias Santos; Pedro Teixeira Meireles; Beatriz Moreira Motta de Freitas; Janaina Barbosa de Oliveira; Heloisa Cirilo Sousa; Luciana Silva Godoy; Julieta Isabel Triana Cansino

Resid Pediatr. 2023
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Lisencefalia é uma patologia rara e com prognóstico reservado. É caracterizada por uma malformação cerebral devido a uma migração neuronal deficiente, ocorrida entre a 12ª e 16ª semanas de gestação. Essa migração deficiente pode gerar alterações no parênquima cerebral como agiria, paquigiria ou heterotopia de banda subcortical. Devido à dificuldade de suspeita clínica, é fundamental a realização de exames de imagem para diagnóstico. É uma patologia que necessita de um acompanhamento rigoroso com equipe multidisciplinar. Pode estar associada a Síndrome de West (SW), que é caracterizada como uma encefalopatia epiléptica caracterizada peça tríade: espasmos epilépticos, hipsarritmia na eletroencefalografia e atraso do desenvolvimento psicomotor. A maior incidência é no sexo masculino e entre 3 aos 12 meses de idade, sendo mais comum nos dois primeiros anos de vida. Essa síndrome é epileptogênica, podendo ser classificada, etiologicamente em criptogênica e sintomática, esta última apresenta uma causa estrutural no sistema nervoso central, como por exemplo o quadro de lisencefalia. O diagnóstico de SW é feito pela união entre características clínicas, achados eletroencefalográficos e exames de imagem. O tratamento é feito geralmente com associação de múltiplos antiepilépticos, devido ao difícil controle das convulsões. O caso descrito relata a evolução clínica de um paciente pediátrico com lisencefalia associada a Síndrome de West destacando os principais marcos de sua evolução clínica até o diagnóstico e tratamento.
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