Resultados da Busca
Impacto da COVID-19 sobre a função tireoidiana de crianças e adolescentes: uma revisão integrativa
Uliana Pereira da Silva Lisboa; João Pedro Pereira Brito; Lucimar Retto da Silva de Avó; Debora Gusmão Melo; Carla Maria Ramos Germano
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Realizou-se uma busca nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, entre janeiro de 2020 e julho de 2022, a partir da combinação dos descritores: COVID-19, função tireoidiana e população pediátrica, em conformidade com o MeSH e DeSC, em português, inglês e espanhol.
RESULTADOS: Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 8 dos 842 artigos encontrados foram considerados elegíveis para revisão, totalizando uma amostra de 288 pacientes, com 1 mês a 18 anos, acometidos por várias formas de alteração da função tireoidiana relacionadas à COVID-19, dentre as quais, tireoidite subaguda, elevação do TSH em pacientes com síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, síndrome do doente eutireoidiano e hiper ou hipotireoidismo autoimune, diagnosticados após COVID-19 ou exacerbados pela infecção. Os artigos sugerem que avaliações periódicas da função tireoidiana em crianças e adolescentes acometidos pela COVID-19 podem permitir rastreio de pacientes assintomáticos e elucidar precocemente quadros clínicos associados a patologias tireoidianas no período pós-infecção pelo SARS-CoV-2.
CONCLUSÕES: Os artigos analisados, apesar do pequeno número, trazem casos ilustrativos de alterações da função tireoidiana na população pediátrica relacionadas à infecção pela COVID-19. Os trabalhos apontam a necessidade de mais estudos em crianças e adolescentes para definir de forma mais precisa a evolução desses quadros tireoidianos, a melhor forma de rastreio e o seu manejo mais adequado, considerando que o funcionamento tireoidiano é essencial para um pleno desenvolvimento pediátrico.
Dependência de jogos eletrônicos em adolescentes na unidadepediátrica de um Hospital Universitário no Distrito Federal
Isadora de Oliveira Cavalcante; Marilúcia Rocha de Almeida Picanço; Alice Gomes Duart; Bruna Dellatorre Diniz; Ian Carvalho Bezerra; Luana Fernandes de Matos; Marina de Freitas Ferreira; Eduardo Freitas da Silva
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Estudo observacional transversal, conduzido com adolescentes entre 10 e 19 anos de idade, usando um questionário com 10 questões de múltipla escolha, usado para avaliar a dependência em 5 dimensões, em relação à compulsão para com jogos eletrônicos. Também avaliamos: dados sociodemográficos (idade, sexo, educação e repetência escolar) e parâmetros de uso de jogos eletrônicos (frequência de jogos por semana e tempo diário gasto em jogos eletrônicos). O questionário foi aplicado durante 4 meses, e as análises estatísticas foram feitas usando o SAS 9.4. Um valor p <0.05 foi considerado significativo.
RESULTADOS: entrevistamos 114 adolescentes com idade média de 15 anos. A maioria (71%) relatou usar algum tipo de jogo eletrônico como meio de recreação, dos quais 62,1% eram meninos. A prevalência da dependência foi de 3,51% e o risco de dependência foi de 9.65%, com o item “restrição de tempo” sendo o mais frequente, com 42,9%. Somente o item escolaridade apresentou associação significativa com a ocorrência de risco de dependência (RD = 6,16, IC 95%: 1,48; 25,65; p = 0,0125).
DISCUSSÃO: Mesmo com algumas limitações, este estudo se destaca por ter sido capaz de demonstrar a prevalência de dependência de jogos eletrônicos em uma amostra semelhante àquela encontrada na literatura, assim como a elaboração de um perfil epidemiológico de fatores de risco associados à dependência dos pacientes entrevistados.
Sequelas do neurodesenvolvimento encontradas em crianças em tratamento para doenças hemato-oncológicas
Rafael Schlossmacher; Aline Debs Diniz; Leticia Cristina de Oliveira; Amanda Schuchovski Ribeiro; Camile Cripa Vicentini; Maria Fernanda Rosa Bertolini; Adriana Jasper,
Resid Pediátr. 2023OBJETIVO: O atual estudo tem como objetivo correlacionar os impactos gerados no neurodesenvolvimento de pacientes em tratamento neoplásico atendidos em um hospital pediátrico terciário em Curitiba/PR. Como objetivo secundário, realizar análise epidemiológica de crianças em tratamento hemato-oncológico em hospital de referência, na cidade de Curitiba.
METODOLOGIA: Foram selecionados 156 prontuários do serviço de Hemato-Oncologia nesse hospital de referência na cidade de Curitiba/PR. Posteriormente, realizou-se análise descritiva dos dados, apresentados em números absolutos e em frequência, seguida de correlações entre as sequelas do neurodesenvolvimento encontradas e as doenças oncológicas diagnosticadas, juntamente com as respectivas terapias utilizadas.
RESULTADOS: A leucemia linfoide aguda (LLA) correspondeu à neoplasia mais predominantemente encontrada, com 52,6% dos casos, seguida dos tumores do sistema nervoso central (SNC) e da leucemia mieloide aguda (LMA). Os principais efeitos colaterais encontrados foram: ansiedade, depressão, agressividade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), paralisia cerebral, déficits auditivos, visuais, motores e de linguagem.
CONCLUSÃO: apesar da importante redução da morbimortalidade, as terapias antineoplásicas utilizadas são capazes de gerar sequelas precoces e tardias nos pacientes em tratamento.
Perfil epidemiológico em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal na Região da Amazônia brasileira
Cínthia Kanazawa Silveira; Letícia Maris Camargos Brasil; Jorne Vinícius Cordeiro Cerqueira; Pedro di Tárique Barreto Crispim; Aline Simone Dantas Carvalho
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Foram coletados os dados de 234 neonatos admitidos na UTIN do serviço estudado no período de 15 de junho de 2019 até 15 junho de 2020.
RESULTADOS: Os dados apontaram uma prevalência do sexo masculino com peso adequado para idade gestacional, com diagnóstico na admissão principalmente de comorbidades do trato respiratório e prematuridade. Em 57,03% das hemoculturas não houve crescimento bacteriano, e quando houve crescimento, o Staphylococcus coagulase-negativa esteve presente em 20,27%. A taxa de óbito calculada no período foi de 19,74%. Quanto ao perfil materno, 52,36% realizaram seis ou mais consultas de pré-natal, 73,39% tiveram parto cesárea e 32,76% apresentaram diabetes e/ou hipertensão.
CONCLUSÃO: O perfil encontrado neste estudo corrobora a literatura, demonstrando uma alta taxa de óbito e parto cesáreo, com causas possivelmente evitáveis com uma melhor assistência materno-fetal durante o pré-natal, comoavaliado no near miss neonatal. É necessário que ocorram mais estudos em relação ao perfil epidemiológico nas Unidades de Terapia Intensiva neonatais da Região Norte, pois a escassez e a insuficiência de dados epidemiológicos nessa região dificultam o desenvolvimento de ações públicas que visam à melhoria da qualidade na assistência das Unidades de Terapia Intensiva neonatais.
Estilos de vida comportamentais e motivações para adoção do estilo vegetariano entre universitários do Estado de São Paulo, Brasil.
Sofia Maestre; Isabela Mazzeo; Ana Carolina Leme,; Mauro Fisberg,
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Análise transversal com 692 estudantes de graduação entre 18 e 25 anos. Participantes reportaram as características sócio-demográficas e estilos de vida. Questionário para não-consumidores de carne foi relacionado a aspectos de adesão aos estilos vegetarianos, e classificados em dificuldades, aspectos positivos e negativos da dieta. Dados relacionados à saúde global foram questionados. Analise descritiva e regressões logísticas foram realizadas.
RESULTADOS: Maioria dos participantes era do sexo feminino (79,2%), com idade média de 21,2±0,07 anos. Cerca de 18% dos participantes não consumiam carne, sendo 78,9% desses ovo-lacto-vegetarianos. Consumidores de carne apresentaram maiores probabilidades para praticar menos atividade física (AF) (OR 1,51; 95%IC 1,01, 2,27) e ter menos baixo peso (OR 0,22; 95%IC 0,10, 0,49) ou peso normal (OR 0,48; 95%IC 0,28, 0,84) comparados a não consumidores de carne. Ovo-lacto-vegetarianos apresentavam maiores probabilidades para reduzir itens industrializados (OR 3,69; 95%IC 1,18, 11,56) e estarem menos dispostos para fazer as coisas (OR 0,10; 95%IC 0,01, 0,52) que os veganos.
CONCLUSÃO: Maioria dos participantes são consumidores de carne, e apresentam maiores probabilidades para não praticar AF e apresentarem excesso de peso. Veganos podem estar consumindo mais alimentos industrializados e mais dispostos. Estudos futuros devem ser considerados para generalização dos dados no Brasil e em outros países.
Intervenções baseadas em mindfulness para crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade
Maria Elizabeth Pereira Freire Machado; Carlos Augusto Pinheiro de Moraes
Resid Pediátr. 2023METODOLOGIA: Revisão da literatura baseada realizada entre 2000 e 2021.
RESULTADOS: A busca resultou em 351 artigos, dos quais 6 ensaios clínicos randomizados e 4 revisões sistemáticas que foram incluídas na revisão. Os achados indicaram melhora nos sintomas de TDAH das crianças em relação à impulsividade, atenção, agressividade e regulação emocional. Enquanto nos pais, foram observadas melhora no estresse parental e na parentalidade atena.
CONCLUSÃO: a revisão sugeriu benefícios da prática para crianças nos sintomas internalizantes e TDAH, além de benefícios no estresse parental, prática da parentalidade e relacionamento interfamiliar. No entanto, pesquisas longitudinais futuras devem ser realizadas para confirmar os benefícios e a sustentabilidade dos efeitos a longo prazo.
Transtorno do espectro autista e diagnóstico diferencial do atraso de fala na infância: uma revisão da literatura
Guilherme de Araújo Baptistello; Camila Haas; Victória Baú Rabello; Bernardo Penteado Favero; Gabriele Eckerdt Lech; Carolina Carlesso Freitas; Carolina Moronte Sturmer; André Rumi Steinbruch; Luis Felipe Pilar Gomes; Gabriela Santos Rocha; Camila Santos Halal
Resid Pediátr. 2023MÉTODOS: Foi realizada revisão não sistemática da literatura, utilizando os critérios e definições diagnósticas atualizadas.
RESULTADOS: O atraso do desenvolvimento da linguagem é sintoma comum na faixa etária pediátrica, podendo ser encontrado em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, sendo frequentemente associada ao Transtorno do Espectro Autista. No entanto, há uma gama de diagnósticos alternativos que podem cursar com atraso da fala e que devem ser considerados no diagnóstico diferencial, incluindo outros transtornos do neurodesenvolvimento, deficiência auditiva e os transtornos da linguagem.
CONCLUSÃO: O pediatra possui papel importante na avaliação da criança com atraso da fala, sua investigação e direcionamento do manejo. Para tanto, deve estar familiarizado com os marcos esperados do neurodesenvolvimento, sinais de alerta para desvios do desenvolvimento incluindo os de linguagem, e critérios diagnósticos dos transtornos mais prevalentes.
Um olhar especial para o hipopituitarismo na infância: relato de caso
Anna Paula Cesar Costa; Janaína Cardozo Gomes Ferreira; Mariana Lins Lacerda; Fauzi Ali Rached; Camila De Conti Fochi
Resid Pediátr. 2023Enterocolite necrosante neonatal: relato de caso e revisão de literatura
Karla Denise Barros Ribeiro Vasques; Érika de Oliveira Santos; Neideana Ewerton Aleixo
Resid Pediátr. 2023Manifestações raras de apresentação de tuberculose em crianças: série de casos
Halana Salles Amorim Tavares Sias; Yoana Palatianos de Araújo; Fernanda Pinheiro Barra; Caio Pluvier Duarte Costa; Selma Azevedo Sias; Clemax Couto Sant'anna; Christiane Mello Schmidt; Claudete Araújo Cardoso
Resid Pediátr. 2023