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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Resultados da Busca

Impacto da COVID-19 sobre a função tireoidiana de crianças e adolescentes: uma revisão integrativa

Uliana Pereira da Silva Lisboa; João Pedro Pereira Brito; Lucimar Retto da Silva de Avó; Debora Gusmão Melo; Carla Maria Ramos Germano

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: Avaliar as alterações da função tireoidiana associadas à COVID-19 em pacientes pediátricos, sua etiologia, perfil clínico-laboratorial e evolução.
MÉTODOS: Realizou-se uma busca nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, entre janeiro de 2020 e julho de 2022, a partir da combinação dos descritores: COVID-19, função tireoidiana e população pediátrica, em conformidade com o MeSH e DeSC, em português, inglês e espanhol.
RESULTADOS: Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 8 dos 842 artigos encontrados foram considerados elegíveis para revisão, totalizando uma amostra de 288 pacientes, com 1 mês a 18 anos, acometidos por várias formas de alteração da função tireoidiana relacionadas à COVID-19, dentre as quais, tireoidite subaguda, elevação do TSH em pacientes com síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, síndrome do doente eutireoidiano e hiper ou hipotireoidismo autoimune, diagnosticados após COVID-19 ou exacerbados pela infecção. Os artigos sugerem que avaliações periódicas da função tireoidiana em crianças e adolescentes acometidos pela COVID-19 podem permitir rastreio de pacientes assintomáticos e elucidar precocemente quadros clínicos associados a patologias tireoidianas no período pós-infecção pelo SARS-CoV-2.
CONCLUSÕES: Os artigos analisados, apesar do pequeno número, trazem casos ilustrativos de alterações da função tireoidiana na população pediátrica relacionadas à infecção pela COVID-19. Os trabalhos apontam a necessidade de mais estudos em crianças e adolescentes para definir de forma mais precisa a evolução desses quadros tireoidianos, a melhor forma de rastreio e o seu manejo mais adequado, considerando que o funcionamento tireoidiano é essencial para um pleno desenvolvimento pediátrico.
Dependência de jogos eletrônicos em adolescentes na unidadepediátrica de um Hospital Universitário no Distrito Federal

Isadora de Oliveira Cavalcante; Marilúcia Rocha de Almeida Picanço; Alice Gomes Duart; Bruna Dellatorre Diniz; Ian Carvalho Bezerra; Luana Fernandes de Matos; Marina de Freitas Ferreira; Eduardo Freitas da Silva

Resid Pediátr. 2023
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INTRODUÇÃO: Este estudo objetivou identificar a prevalência do vício e o risco de adição a jogos eletrônicos em adolescentes monitorados no Serviço de Pediatria de um hospital universitário do Distrito Federal.
MÉTODOS: Estudo observacional transversal, conduzido com adolescentes entre 10 e 19 anos de idade, usando um questionário com 10 questões de múltipla escolha, usado para avaliar a dependência em 5 dimensões, em relação à compulsão para com jogos eletrônicos. Também avaliamos: dados sociodemográficos (idade, sexo, educação e repetência escolar) e parâmetros de uso de jogos eletrônicos (frequência de jogos por semana e tempo diário gasto em jogos eletrônicos). O questionário foi aplicado durante 4 meses, e as análises estatísticas foram feitas usando o SAS 9.4. Um valor p <0.05 foi considerado significativo.
RESULTADOS: entrevistamos 114 adolescentes com idade média de 15 anos. A maioria (71%) relatou usar algum tipo de jogo eletrônico como meio de recreação, dos quais 62,1% eram meninos. A prevalência da dependência foi de 3,51% e o risco de dependência foi de 9.65%, com o item “restrição de tempo” sendo o mais frequente, com 42,9%. Somente o item escolaridade apresentou associação significativa com a ocorrência de risco de dependência (RD = 6,16, IC 95%: 1,48; 25,65; p = 0,0125).
DISCUSSÃO: Mesmo com algumas limitações, este estudo se destaca por ter sido capaz de demonstrar a prevalência de dependência de jogos eletrônicos em uma amostra semelhante àquela encontrada na literatura, assim como a elaboração de um perfil epidemiológico de fatores de risco associados à dependência dos pacientes entrevistados.
Sequelas do neurodesenvolvimento encontradas em crianças em tratamento para doenças hemato-oncológicas

Rafael Schlossmacher; Aline Debs Diniz; Leticia Cristina de Oliveira; Amanda Schuchovski Ribeiro; Camile Cripa Vicentini; Maria Fernanda Rosa Bertolini; Adriana Jasper,

Resid Pediátr. 2023
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INTRODUÇÃO: O câncer pediátrico é a segunda maior causa de hospitalização de crianças no Brasil, sendo o principal responsável pela perda de potenciais anos de vida. Com o avanço dos estudos a respeito do tema, há uma gama de diferentes terapias utilizadas, as quais, apesar de possibilitarem melhora no prognóstico, não estão isentas de efeitos colaterais.
OBJETIVO: O atual estudo tem como objetivo correlacionar os impactos gerados no neurodesenvolvimento de pacientes em tratamento neoplásico atendidos em um hospital pediátrico terciário em Curitiba/PR. Como objetivo secundário, realizar análise epidemiológica de crianças em tratamento hemato-oncológico em hospital de referência, na cidade de Curitiba.
METODOLOGIA: Foram selecionados 156 prontuários do serviço de Hemato-Oncologia nesse hospital de referência na cidade de Curitiba/PR. Posteriormente, realizou-se análise descritiva dos dados, apresentados em números absolutos e em frequência, seguida de correlações entre as sequelas do neurodesenvolvimento encontradas e as doenças oncológicas diagnosticadas, juntamente com as respectivas terapias utilizadas.
RESULTADOS: A leucemia linfoide aguda (LLA) correspondeu à neoplasia mais predominantemente encontrada, com 52,6% dos casos, seguida dos tumores do sistema nervoso central (SNC) e da leucemia mieloide aguda (LMA). Os principais efeitos colaterais encontrados foram: ansiedade, depressão, agressividade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), paralisia cerebral, déficits auditivos, visuais, motores e de linguagem.
CONCLUSÃO: apesar da importante redução da morbimortalidade, as terapias antineoplásicas utilizadas são capazes de gerar sequelas precoces e tardias nos pacientes em tratamento.
Perfil epidemiológico em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal na Região da Amazônia brasileira

Cínthia Kanazawa Silveira; Letícia Maris Camargos Brasil; Jorne Vinícius Cordeiro Cerqueira; Pedro di Tárique Barreto Crispim; Aline Simone Dantas Carvalho

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: Traçar o perfil epidemiológico dos recém-nascidos admitidos em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) em uma região da Amazônia brasileira.
MÉTODOS: Foram coletados os dados de 234 neonatos admitidos na UTIN do serviço estudado no período de 15 de junho de 2019 até 15 junho de 2020.
RESULTADOS: Os dados apontaram uma prevalência do sexo masculino com peso adequado para idade gestacional, com diagnóstico na admissão principalmente de comorbidades do trato respiratório e prematuridade. Em 57,03% das hemoculturas não houve crescimento bacteriano, e quando houve crescimento, o Staphylococcus coagulase-negativa esteve presente em 20,27%. A taxa de óbito calculada no período foi de 19,74%. Quanto ao perfil materno, 52,36% realizaram seis ou mais consultas de pré-natal, 73,39% tiveram parto cesárea e 32,76% apresentaram diabetes e/ou hipertensão.
CONCLUSÃO: O perfil encontrado neste estudo corrobora a literatura, demonstrando uma alta taxa de óbito e parto cesáreo, com causas possivelmente evitáveis com uma melhor assistência materno-fetal durante o pré-natal, comoavaliado no near miss neonatal. É necessário que ocorram mais estudos em relação ao perfil epidemiológico nas Unidades de Terapia Intensiva neonatais da Região Norte, pois a escassez e a insuficiência de dados epidemiológicos nessa região dificultam o desenvolvimento de ações públicas que visam à melhoria da qualidade na assistência das Unidades de Terapia Intensiva neonatais.
Estilos de vida comportamentais e motivações para adoção do estilo vegetariano entre universitários do Estado de São Paulo, Brasil.

Sofia Maestre; Isabela Mazzeo; Ana Carolina Leme,; Mauro Fisberg,

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: Mudanças dietéticas e de estilo de vida são características marcantes no comportamento dos adultos jovens. Objetivo do estudo foi caracterizar jovens adultos como consumidores e não-consumidores de carne, além de examinar associações entre estilos de vida, razões e motivações para adesão às diferentes vertentes do vegetarianismo.
MÉTODOS: Análise transversal com 692 estudantes de graduação entre 18 e 25 anos. Participantes reportaram as características sócio-demográficas e estilos de vida. Questionário para não-consumidores de carne foi relacionado a aspectos de adesão aos estilos vegetarianos, e classificados em dificuldades, aspectos positivos e negativos da dieta. Dados relacionados à saúde global foram questionados. Analise descritiva e regressões logísticas foram realizadas.
RESULTADOS: Maioria dos participantes era do sexo feminino (79,2%), com idade média de 21,2±0,07 anos. Cerca de 18% dos participantes não consumiam carne, sendo 78,9% desses ovo-lacto-vegetarianos. Consumidores de carne apresentaram maiores probabilidades para praticar menos atividade física (AF) (OR 1,51; 95%IC 1,01, 2,27) e ter menos baixo peso (OR 0,22; 95%IC 0,10, 0,49) ou peso normal (OR 0,48; 95%IC 0,28, 0,84) comparados a não consumidores de carne. Ovo-lacto-vegetarianos apresentavam maiores probabilidades para reduzir itens industrializados (OR 3,69; 95%IC 1,18, 11,56) e estarem menos dispostos para fazer as coisas (OR 0,10; 95%IC 0,01, 0,52) que os veganos.
CONCLUSÃO: Maioria dos participantes são consumidores de carne, e apresentam maiores probabilidades para não praticar AF e apresentarem excesso de peso. Veganos podem estar consumindo mais alimentos industrializados e mais dispostos. Estudos futuros devem ser considerados para generalização dos dados no Brasil e em outros países.
Intervenções baseadas em mindfulness para crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Maria Elizabeth Pereira Freire Machado; Carlos Augusto Pinheiro de Moraes

Resid Pediátr. 2023
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INTRODUÇÃO: O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem prevalência de 5 a 7,5% de todas as crianças do mundo, com grande impacto financeiro na saúde e educação. A sobrecarga do cuidador afeta a dinâmica familiar e os relacionamentos conjugais. Isso facilita o uso de métodos reativos e punitivos na parentalidade, levando a um círculo vicioso, intensificando o comportamento infantil desajustado. Seu manejo é abordado por diferentes áreas de atuação, representando um desafio para os provedores de saúde e cria demanda por opções alternativas. Mindfulness é uma intervenção baseada em meditação, que serve como uma ferramenta direta para auxílio da autorregulação emocional infantil e indireta no manejo do estresse parental, servindo como auxílio na educação infantil. Este trabalho tem objetivo de descrever os fundamentos e as evidências clínicas do uso do Mindfulness em crianças com TDAH.
METODOLOGIA: Revisão da literatura baseada realizada entre 2000 e 2021.
RESULTADOS: A busca resultou em 351 artigos, dos quais 6 ensaios clínicos randomizados e 4 revisões sistemáticas que foram incluídas na revisão. Os achados indicaram melhora nos sintomas de TDAH das crianças em relação à impulsividade, atenção, agressividade e regulação emocional. Enquanto nos pais, foram observadas melhora no estresse parental e na parentalidade atena.
CONCLUSÃO: a revisão sugeriu benefícios da prática para crianças nos sintomas internalizantes e TDAH, além de benefícios no estresse parental, prática da parentalidade e relacionamento interfamiliar. No entanto, pesquisas longitudinais futuras devem ser realizadas para confirmar os benefícios e a sustentabilidade dos efeitos a longo prazo.
Transtorno do espectro autista e diagnóstico diferencial do atraso de fala na infância: uma revisão da literatura

Guilherme de Araújo Baptistello; Camila Haas; Victória Baú Rabello; Bernardo Penteado Favero; Gabriele Eckerdt Lech; Carolina Carlesso Freitas; Carolina Moronte Sturmer; André Rumi Steinbruch; Luis Felipe Pilar Gomes; Gabriela Santos Rocha; Camila Santos Halal

Resid Pediátr. 2023
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OBJETIVO: O presente artigo busca descrever os principais diagnósticos diferenciais do atraso de fala na infância, com ênfase nos critérios diagnósticos atualizados para diferenciar entre transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista, e as demais possíveis etiologias.
MÉTODOS: Foi realizada revisão não sistemática da literatura, utilizando os critérios e definições diagnósticas atualizadas.
RESULTADOS: O atraso do desenvolvimento da linguagem é sintoma comum na faixa etária pediátrica, podendo ser encontrado em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, sendo frequentemente associada ao Transtorno do Espectro Autista. No entanto, há uma gama de diagnósticos alternativos que podem cursar com atraso da fala e que devem ser considerados no diagnóstico diferencial, incluindo outros transtornos do neurodesenvolvimento, deficiência auditiva e os transtornos da linguagem.
CONCLUSÃO: O pediatra possui papel importante na avaliação da criança com atraso da fala, sua investigação e direcionamento do manejo. Para tanto, deve estar familiarizado com os marcos esperados do neurodesenvolvimento, sinais de alerta para desvios do desenvolvimento incluindo os de linguagem, e critérios diagnósticos dos transtornos mais prevalentes.
Um olhar especial para o hipopituitarismo na infância: relato de caso

Anna Paula Cesar Costa; Janaína Cardozo Gomes Ferreira; Mariana Lins Lacerda; Fauzi Ali Rached; Camila De Conti Fochi

Resid Pediátr. 2023
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A deficiência na produção ou na ação de qualquer um dos hormônios da adeno-hipófise é denominada hipopituitarismo. Trata-se de diagnóstico desafiador e seus portadores apresentam maior mortalidade quando comparados à população geral, principalmente quando não recebem reposição hormonal adequada. Por meio da análise de prontuário de paciente do sexo feminino, habitante do Distrito Federal, 2 anos e 6 meses de vida, peso: 9,05kg (z-escore: -2,97); estatura: 80cm (z-escore: -3,07); IMC: 14,14 (z-escore: -1,27), foi encontrado quadro clínico de déficit pôndero-estatural e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, que, associado a exames laboratoriais e de imagem, levou ao diagnóstico de hipopituitarismo. Cabe ao médico, em especial o pediatra, estar atento para um diagnóstico tão singular.
Enterocolite necrosante neonatal: relato de caso e revisão de literatura

Karla Denise Barros Ribeiro Vasques; Érika de Oliveira Santos; Neideana Ewerton Aleixo

Resid Pediátr. 2023
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A enterocolite necrosante neonatal (ECN) é uma síndrome caracterizada por inflamação e necrose isquêmica do trato gastrointestinal que pode cursar com manifestações clínicas variáveis, como distensão abdominal, vômitos biliosos, hematoquezia, resíduos gástricos frequentes, diminuição de ruídos hidroaéreos, alterações fecais. O quadro geralmente está associado a sinais sistêmicos (palidez, apneia, hipoatividade, distermias). A ECN pode se manifestar com necrose parcial do intestino e ter recuperação completa, necessitando apenas de tratamento clínico. Relato de caso: recém-nascido (RN) de T.A.A., sexo feminino, prematura (33 semanas e 5 dias), extremo baixo peso (888g), APGAR 8/9, encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo). No 1º dia de vida, apresentou distensão abdominal importante e débito bilioso pela sonda orogástrica (SOG). Eliminou mecônio após estímulo retal, com 43 horas de vida. Manteve quadro de distensão abdominal até 10º dia de vida, evoluindo, com melhora progressiva (redução da distensão abdominal, mudança do aspecto do débito por SOG), após instituição de terapêutica adequada. No 11º dia de vida, iniciou dieta enteral mínima, progredida paulatinamente, tendo alcançando sucesso na progressão de dieta. A enterocolite é uma das emergências gastrointestinais mais frequentes em neonatos, afeta com maior frequência os recém-nascidos prematuros, principalmente os que nascem com muito baixo peso. Estudos indicam o aumento recente da incidência de ECN nas UTI Neo, em diversos países, devido ao aumento da sobrevida dos RN prematuros. Portanto, demanda-se a necessidade de uma maior difusão de conhecimentos a respeito da patologia; principalmente entre os profissionais de saúde que atuam nessas unidades.
Manifestações raras de apresentação de tuberculose em crianças: série de casos

Halana Salles Amorim Tavares Sias; Yoana Palatianos de Araújo; Fernanda Pinheiro Barra; Caio Pluvier Duarte Costa; Selma Azevedo Sias; Clemax Couto Sant'anna; Christiane Mello Schmidt; Claudete Araújo Cardoso

Resid Pediátr. 2023
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Tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa que impõe um desafio na prática pediátrica, uma vez que crianças podem apresentar manifestações raras, o que dificulta o seu diagnóstico. São apresentados cinco casos de manifestações pouco comuns de TB em crianças vacinadas com BCG ao nascer e sem história de contato prévio com adulto bacilífero. Ressalta-se a dificuldade e a importância da suspeição diagnóstica da TB em quadros raros da doença em crianças.
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