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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Inspiração e compromisso com a qualidade em artigos científicos

Bruna Brasil Seixas Bruno; Lorrane de Souza Saluzi Albuquerque

Resid Pediátr. 2024
Impacto da pandemia de COVID-19 no tratamento cirúrgico e reabilitador de pacientes com fissuras labiopalatinas em hospital pediátrico

Francisca Thainá Machado Magalhães; Assis Filipe Medeiros Albuquerque; Larissa Loiola Batista

Resid Pediátr. 2024
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OBJETIVO: Analisar o impacto da pandemia de COVID-19 no tratamento cirúrgico e reabilitador de pacientes com fissura labiopalatina.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo observacional quantitativo retrospectivo. Com base em uma coleta de dados sobre a abordagem cirúrgica no tratamento da fissura labiopalatina em pacientes pediátricos assistidos, no período pré-pandêmico e pandêmico de 2018 a 2021, pelo Núcleo de Atendimento Integrado ao Fissurado. Três diferentes vertentes foram analisadas para uma visão mais aprofundada: o número de novos pacientes que chegaram ao serviço de 2018 a 2021; o quantitativo de procedimentos cirúrgicos de reabilitação realizados no mesmo período; e o número de pacientes em tratamento ortodôntico em espera para alveoloplastia com enxerto ósseo alveolar.
RESULTADOS: A importância de uma equipe multidisciplinar integrada é indiscutível, devido à complexidade dos pacientes; além da indispensabilidade de um método de classificação padronizado para futuras pesquisas; prevalência do sexo masculino foi observada; houve diminuição na admissão de novos pacientes no período pandêmico; e redução do número total de procedimentos cirúrgicos (queiloplastia e palatoplastia) no período pandêmico, enquanto a alveoloplastia foi completamente suspensa.
CONCLUSÃO: A pandemia trouxe agravantes como: diminuição do número de pacientes atendidos; demora da chegada ao serviço; diminuição do número de procedimentos cirúrgicos; em consequência realiza-se o tratamento fora do período ideal, o que acarreta sequelas, principalmente à fala. O impacto reflete nos anos sequenciais, com longas filas de espera e pacientes operados fora do período ideal.
Realidade virtual e seu papel na redução da dor na obtenção de acessos venosos em um departamento de emergência pediátrica

Gabriela Spessatto; Larissa Rosa Passos; Solena Ziemer Kusma Fidalski; Rômulo Targa Pinto; Cláudia Maria Baroni Fernandes; Eduardo Maranhão Gubert; Rita De Cassia Rodrigues Silva

Resid Pediátr. 2024
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OBJETIVOS: Comparar mudanças na dor basal do paciente entre os grupos com e sem uso da realidade virtual, antes e após a punção venosa e avaliar número de tentativas, tempo de punção e satisfação do paciente com a realidade virtual.
METODOLOGIA: Estudo prospectivo randomizado intervencionista com pacientes atendidos em pronto atendimento pediátrico com indicação de punção venosa: grupo-intervenção (utilizou realidade virtual no procedimento) e grupo-controle (protocolo do hospital, sem outro método distrativo/analgésico). Comparou-se escala de Faces antes e após o procedimento, número de tentativas e tempo do procedimento (análise comparativa por Teste de Wilcoxon, valores de p<0,05 foram considerados significativos). Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Pequeno Príncipe (CAAE-55816522.4.0000.0097).
RESULTADOS: 44 pacientes participantes, 22 do grupo com a realidade virtual e 22 do grupo-controle. O número de tentativas da punção foi semelhante entre os grupos, com média de tempo de 78,95 segundos x 104,55 segundos, respectivamente (p=0,158). A média da escala de Faces foi semelhante entre os grupos antes do procedimento: 5,18 no grupo com realidade virtual x 4,45 no grupo-controle (p=0,520). Houve redução da escala de Faces após a punção venosa no grupo da realidade virtual (2,55) x 4,27 no grupo-controle (p=0,038). Na análise individual do grupo da realidade virtual, houve redução da dor em 72,7% dos casos, não havendo aumento da pontuação após o procedimento (p<0,01).
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou que a realidade virtual reduziu os níveis de dor medidos pela escala de Faces demonstrando seu benefício na assistência à saúde pediátrica.
Perfil clínico e epidemiológico da hanseníase em menores de 15 anos no estado do Maranhão, 2011 a 2021

Valéria de Jesus Menezes de Menezes,; Thajison Robert Menezes de Holanda; Celijane Melo Rodrigues; Layanne Silva Oliveira; Ana Maria Almeida Silva Carvalho; Monica Elinor Alves Gama; Rebeca Costa Castelo Branco

Resid Pediátr. 2024
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OBJETIVO: Conhecer o comportamento epidemiológico e o perfil clínico dos casos de hanseníase em menores de 15 anos, no estado do Maranhão no Brasil, entre os anos de 2011 e 2021.
METODOLOGIA: Estudo epidemiológico, descritivo e abordagem quantitativa, baseado em dados retrospectivos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação /Ministério da Saúde do Brasil.
RESULTADOS: Constatou-se que no período entre 2011 e 2021 foram registrados 3.918 casos de hanseníase na faixa etária de 1 a 14 anos no estado do Maranhão no Brasil, dos quais 53,9% eram do sexo masculino; 45,4% cursaram da 5ª a 8ª série do ensino fundamental; 69,6% eram da cor parda. A forma clínica dimorfa se apresentou em 45,7% dos casos e 69,6% não tiveram episódio reacional. Os casos multibacilares representaram 59,9%; 71,7% não tinham incapacidades enquanto 12% tinham incapacidade Grau I. Após alta por cura, 46,5% não apresentavam incapacidade; variável em branco representaram 35,9% dos casos. Sendo o esquema poliquimioterápico, PQT/MB/12 doses, utilizado em 59,7% dos participantes.
CONCLUSÃO: Há necessidade de implementação de ações educativas sobre a doença, para que a população saiba sobre a transmissão, prevenção e tratamento, onde cabe ao Estado mobilizar recursos que possam ser investidos em políticas públicas voltadas para a educação em saúde, e assim promover o acesso ao diagnóstico e tratamento adequados.
Uso do ringer lactato na correção da depleção de cetoacidose diabética

Fernanda Lorena de Souza; Adriana Koliski; Wendell Paiva Vita; Marcelo Rodrigues; Heloísa Luis Marques

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: A cetoacidose diabética (CAD) é uma emergência frequentemente associada à desidratação, sendo a reposição hídrica um dos seus pilares terapêuticos. O melhor fluido para essa reposição é incerto. Este estudo visa comparar o uso de Ringer Lactato (RL) e de Soro Fisiológico 0,9% (SF0,9%) na correção da depleção da CAD em pacientes pediátricos.
METODOLOGIA: Estudo transversal e analítico, com coleta de dados ambispectiva. Os critérios de inclusão foram: pacientes de 0-14 anos, com diagnóstico de CAD, que receberam correção da depleção com SF0,9% ou RL nas primeiras 24 horas de tratamento. O desfecho primário foi o tempo de resolução da CAD. Os desfechos secundários foram a quantidade de insulina infundida, de volume recebido e as alterações de nível sérico de sódio, cloreto, ânion-GAP, glicemia e lactato em 24 horas.
RESULTADOS: Foram incluídas 48 internações: 33 receberam SF0,9% e 15 receberam RL. A mediana da idade foi de 123,5 (20,9-167,2) meses e 54,2% eram do sexo feminino. A duração da CAD foi inferior no grupo RL (mediana:18 [4-39] horas) em relação ao grupo SF0,9% (mediana: 24 [6-80] horas) (p=0,018). Quanto à velocidade de infusão de insulina, foi demonstrado uma alteração percentual por hora maior no grupo SF0,9% que no grupo RL (p<0,001). Quanto às medidas laboratoriais, não houve diferença estatística entre as variáveis nos subgrupos.
CONCLUSÕES: O uso de RL foi associado a uma resolução mais rápida da CAD quando comparados à solução salina, sugerindo que cristaloides balanceados podem ser preferidos na correção da depleção em CAD nos pacientes pediátricos.
Qualidade do sono na síndrome de Down

Beatriz Elizabeth Bagatin Veleda Bermudez,; Henrique Yonemuto

Resid Pediátr. 2024
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OBJETIVO: Analisar a qualidade do sono em pacientes com síndrome de Down atendidas em um ambulatório especializado.
METODOLOGIA: A coleta de dados foi baseada no Pittsburgh Sleep Quality Index, uma ferramenta específica para análise da qualidade de sono rápida e eficaz em uma amostra aleatória de 70 pacientes entre julho de 2022 e fevereiro de 2023. Como o PSQI não é válido para menores de 10 anos no Brasil, foram consideradas nas crianças as variáveis comuns do Questionário de Hábitos de Sono das Crianças (CSHQ) e PSQI-BR para permitir a análise dos dados. A análise estatística dos dados foi feita pelo software R Core Team.
RESULTADOS: A idade média dos 70 participantes era de 14,4 anos com 50% do sexo masculino e em 57,2% a qualidade do sono foi ruim. Os escores finais tiveram média 4,92 (0 + 12). Em relação à qualidade percebida do sono, 77,1% relataram qualidade "boa" ou "muito boa". Quanto à latência do sono, 42,9% iniciavam o sono em até 30 minutos. Todos apresentaram duração de sono de no mínimo 6 horas. A maioria (91,4%) tem eficiência de sono igual ou superior a 85%, mas 87,2% apresentaram algum distúrbio do sono. O uso de medicamentos para dormir ocorreu em 12,9%. Disfunção diurna foi observada em 77,2%.
CONCLUSÃO: A maioria (77,1%) julgou sua qualidade do sono boa, mas após análise mais detalhada do sono, foi observado que era ruim em 57,2%. Isso reforça o acompanhamento longitudinal dessa população em saúde integral para investigação e tratamento.
Meningomielocele e seu manejo na genética pediátrica: uma revisão de tema de seus aspectos biomédicos e psicossociais

Luan Nogueira Duarte; Lia Nogueira Duarte; José Humberto Sousa Morais Júnior; Fabricia Maria de Souza Saraiva; Amanda Kely Nogueira Oliveira; Wallace William da Silva Meireles; Erlane Marques Ribeiro,

Resid Pediátr. 2024
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OBJETIVOS: Este estudo tem como objetivo analisar a mielomeningocele como uma anomalia congênita prevalente e seus aspectos patológicos gerais, além de destacar medidas potencialmente protetivas e a importância da atenção pediátrica multiprofissional.
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão de literatura do assunto, abrangendo estudos sobre mielomeningocele e espinha bífida. Foram analisados, interpretados e reunidos dados epidemiológicos, aspectos patológicos e medidas de prevenção primária, como o consumo de ácido fólico e vitamina B12.
RESULTADOS: A mielomeningocele é a manifestação mais comum de espinha bífida, resultante do não fechamento do tubo neural. Pode ser influenciada por fatores genéticos e ambientais. O consumo de ácido fólico e vitamina B12 tem sido associado à redução do risco de malformações congênitas, incluindo a mielomeningocele. No entanto, essas medidas não eliminam completamente os casos.
CONCLUSÃO: A prevenção primária da mielomeningocele envolve a conscientização sobre a importância do consumo de ácido fólico. No entanto, é fundamental reconhecer que essas medidas por si só não são suficientes para erradicar totalmente a doença. A atenção multiprofissional desempenha um papel crucial na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, através de uma abordagem longitudinal e contínua nas redes de atenção.
Luxação Bilateral Congênita de Joelho - um caso de redução espontânea

Mariana Penteado Borges,; Larissa Vieira Del Core Barbosa; Julia Barcelos Braglia; Isadora da Silveira; Rosana Loureiro

Resid Pediátr. 2024
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A luxação congênita de joelhos (LCJ), ou genu recurvatum, é um distúrbio que ocorre em aproximadamente 1 a cada 100.000 nascidos vivos, com distribuição praticamente igual entre os sexos, sendo definido pela hiperextensão dos joelhos presente ao nascimento. O acometimento pode ser unilateral, mais frequente, ou bilateral, que é raro e representa cerca de um terço dos casos. A etiologia da LCJ ainda é incerta, mas acredita-se que exista uma associação entre fatores como apresentação fetal pélvica, oligodrâmnia e desequilíbrios neuromusculares, além de malformações genéticas. O tratamento da LCJ inclui manejo conservador, fisioterapia e abordagem cirúrgica, dependendo do grau de classificação da luxação. Este relato apresenta uma criança recém-nascida, com luxação de joelhos bilateral, de etiologia posicional, com diagnóstico em sala de parto, confirmado posteriormente com radiografia, não tendo sido encontrada nenhuma outra anormalidade musculoesquelética ou genética associada. A paciente recebeu tratamento conservador, obtendo resolução espontânea e completa do quadro.
Descrição dos primeiros recém-nascidos monitorizados por meio de eletroencefalograma de amplitude integrada em uma maternidade privada do Nordeste do Brasil

Lucas Rocha Barreto de Almeida; Marcos Alves Pavione; Arnon Silva de Carvalho; Gabriel Fernando Todeschi Variane

Resid Pediátr. 2024
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A monitorização cerebral contínua por meio da eletroencefalografia de amplitude integrada (aEEG) permite a detecção de crises convulsivas subclínicas e seu tratamento precoce, promovendo a neuroproteção e a prevenção de lesões neurológicas permanentes. O objetivo deste trabalho foi analisar o perfil dos recém-nascidos (RN) monitorados à distância com o uso da aEEG com a finalidade de detectar crises convulsivas, em uma maternidade privada da região Nordeste do Brasil.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo clínico observacional, descritivo e transversal. Utilizou-se amostra de conveniência, que incluiu todos os RN sequenciais submetidos à neuromonitorização de fevereiro de 2021 a junho de 2022. Por meio de formulário confeccionado pelos pesquisadores, os dados maternos e clínicos dos RN foram coletados e posteriormente submetidos à análise estatística descritiva por meio do software R Core Team 2022 (Versão 4.2.2). O estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética CAAE 55437521.8.0000.5371.
RESULTADOS: Um total de 16 RNs foram incluídos. As indicações mais comuns de monitoramento com aEEG foram a suspeita de crise convulsiva sem tratamento (37,5%) e RNs tratados por crise convulsiva (18,75%). Na evolução, 5 RNs (31,25%) puderam ter o anticonvulsivante suspenso precocemente após monitoramento com aEEG; 5 RNs (31,5%) com suspeita de crise clínica tiveram a hipótese descartada e não iniciaram o uso de anticonvulsivante, e em 18,8% (n=3) dos pacientes observou-se a presença de crises subclínicas ao exame, sendo iniciado o tratamento.
CONCLUSÃO: O aEEG permitiu à equipe médica suspender ou evitar o uso desnecessário de anticonvulsivantes na grande maioria (81,2%) dos RNs investigados e permitiu ainda manter ou iniciar com segurança anticonvulsivantes no restante dos casos (18,8%).
Aleitamento Materno Exclusivo e Desmame Precoce

Julia Coser Seraphim; Katia Valéria Manhabusque

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: A realização deste estudo justifica-se pela sua relevância acadêmica, científica e social, cujo intuito incide em investigar os principais desfechos evidentes na literatura científica para compreender as principais razões que levam ao desmame precoce e à falha na adesão ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida.
OBJETIVO: Evidenciar através da literatura científica os fatores relacionados à adesão exclusiva ao aleitamento materno até os seis meses de vida.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de revisão sistemática, realizado por meio de um levantamento de dados nas bases científicas: LILACS, SciELO e MEDLINE.
RESULTADOS: O pré-natal inadequado, ausência de rede de apoio e suporte familiar, idade materna, uso de chupetas e a introdução de fórmulas infantis são fatores importantes para o desmame antes dos 6 meses de vida. É importante a atenção dos profissionais de saúde para cuidados continuados após a alta hospitalar.
CONCLUSÃO: Dentre todos os fatores associados ao desmame precoce, nota-se a extrema importância da assistência puerperal realizada nos serviços de saúde, seja hospitalar ou ambulatorial. Este estudo fornece informações relevantes que podem subsidiar ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, sendo as orientações, o conhecimento e a comunicação da amamentação e do bem-estar do binômio mãe/bebê, uma ferramenta a ser utilizada pelos profissionais de saúde.
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