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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Displasia septo-óptica: um relato de caso sobre síndrome de Morsier

Marina Bonagurio Julio; Brenna Marques Amorim Tenorio; Helen Vinco Secchin; Juliana Brizzante Ferreira; Marina Dall'Ara de Souza

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: A displasia septo-óptica, também conhecida como Síndrome de Morsier, é considerada uma doença congênita rara, com incidência estimada de 1 para cada 100.000 nascidos vivos e é caracterizada pela tríade: defeitos da linha média (agenesia de corpo caloso e/ou septo pelúcido), hipoplasia de nervo óptico e anormalidades hormonais da hipófise. As alterações clínicas da doença são variadas, o que torna o diagnóstico um desafio, mas fundamental para reduzir a alta morbidade associada à doença.
OBJETIVO: Relatar um caso de Síndrome da displasia septo-óptica e como se chegou ao seu diagnóstico.
RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, nascido em maternidade da cidade de São Paulo, com alteração no exame físico inicial: micropênis, macrocrania e nistagmo. Equipe de neonatologia interrogou a presença de alguma síndrome. Como parte da investigação de malformações, solicitaram avaliação oftalmológica que identificou hipoplasia de nervo óptico bilateral. Outros achados foram anormalidades hormonais das pituitárias e, com isso, dois dos critérios diagnósticos para a síndrome de Morsier.
CONCLUSÃO: O pediatra deve estar apto ao raciocínio clínico diagnóstico das síndromes raras, pois é o primeiro profissional que tem contato com o paciente, a fim de iniciar intervenção precoce diminuindo as morbidades associadas.
O papel da cultura brasileira frente à obesidade infantil durante as últimas três décadas

Nathalye Emanuelle Souza

Resid Pediátr. 2024
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A obesidade infantil pode afetar a saúde na vida adulta de diversas maneiras. Em primeiro lugar, os estudos mostraram que crianças obesas têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos. Isso aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, câncer e outras condições que podem ter impacto negativo na qualidade de vida. Este trabalho busca trazer reflexões sobre as mudanças ambientais e culturais, quanto aos hábitos, que podem ter contribuído com o aumento da obesidade da população brasileira, através da publicidade, assim como comidas típicas e rotina das crianças antes da pandemia de COVID-19.
Massa mediastinal em lactente - relato de caso

Thiago Rezende Silveira; Daniel Pinheiro Ferreira; Elina Tosta Oliveira; Danielle Paula de Oliveira Gonçalves; Eliene Machado de Freitas Félix; Adriana Cartafina Perez Bóscollo

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: O teratoma mediastinal é uma neoplasia originada de células germinativas e compreendem cerca de 8%-16% dos tumores nessa região. São incomuns em crianças e igualmente incidentes entre os sexos. Comumente, o diagnóstico é realizado após o nascimento devido ao surgimento de sintomas respiratórios, sendo quase sempre incidental. Apresenta ótimo prognóstico quando completamente ressecados e por isso é vital a suspeição e diagnóstico precoces através de exames de imagem.
OBJETIVO: Evidenciar a ocorrência de tumores mediastinais em crianças com história de pneumonia recorrentes que cursam de forma atípica e ressaltar a importância de ter os tumores mediastinais como diagnóstico diferencial para que a investigação seja realizada adequadamente.
RELATO DE CASO: Lactente, 7 meses de vida, apresentou-se ao pronto-socorro de um hospital universitário no interior de Minas Gerais com quadro de taquidispneia, insuficiência respiratória e rejeição do seio materno. Paciente com múltiplos diagnósticos de pneumonia anteriores sem resposta à antibioticoterapia. Durante a investigação, foram realizados exames de imagem que evidenciaram massa mediastinal em compartimento anterior com componente gorduroso e áreas de calcificação. Foi realizada uma toracotomia esquerda no 5° espaço intercostal, com ressecção completa da teratoma. O paciente evolui com melhora completa do quadro, sendo acompanhado até os 13 anos de idade sem recorrências.
CONCLUSÃO: Tumores mediastinais são raros e aumentam a morbimortalidade infantil. A suspeita e aplicação de métodos de diagnósticos adequados e os procedimentos cirúrgicos são essenciais para o tratamento e redução de danos a esses pacientes, que muitas vezes são submetidos a tratamentos desnecessários antes do diagnóstico.
AVC isquêmico na infância associado à COVID - 19

Victor Hugo Alves Diniz; Guilherme Barros de Mattos; Lucas Roncoletta Vicentino; Vinicius Camargo Achermann; Maria Clara Pimenta Figueiredo; Gustavo Manginelli Lamas; Flavia Faganello Colombo; Katia Maria Ribeiro Silva Schmutzler; Elizete Aparecida Lomazi

Resid Pediátr. 2024
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Este relato de caso trata de um AVC isquêmico em uma criança de 2 anos e 5 meses, associado à COVID-19. O paciente, inicialmente apresentando paresia e paralisia facial, testou positivo para o coronavírus. Exames complementares sugerem um evento vascular agudo sem fatores de risco aparentes. A discussão destaca a possível relação entre COVID-19 e AVC isquêmico pediátrico. O caso visa contribuir para a compreensão da possível ligação entre a COVID-19 e AVC em crianças, abordando o diagnóstico, tratamento e possíveis mecanismos subjacentes dessa associação.
Avaliação do teste do coraçãozinho realizado em recém-nascidos do alojamento conjunto de um Hospital Terciário de janeiro de 2015 a julho de 2018

Antonella Márcia Mercadante de Albuquerque do Nascimento; Vanuza Maria Rosa; Ana Barbara Queiroz Farias

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: Malformações cardiovasculares são as mais prevalentes em recém-nascidos (RN). A prevalência de cardiopatias congênitas (CC) no Brasil cresceu nos últimos anos. Atualmente é utilizado o teste de oximetria de pulso (teste do coraçãozinho) para o diagnóstico precoce das CC.
OBJETIVO:
Analisar os dados sobre o teste do coraçãozinho realizado no Alojamento Conjunto de um Hospital Terciário como triagem para diagnóstico de cardiopatias congênitas críticas (CCC), de janeiro de 2015 a julho de 2018.
METODOLOGIA: Pesquisa observacional, quantitativa e transversal por meio da análise dos dados dos resultados do teste do coraçãozinho realizado no serviço e pesquisa em prontuário eletrônico dos pacientes que tiveram teste alterado.
RESULTADOS: 10.053 pacientes realizaram o teste do coraçãozinho, sendo que 42 apresentaram resultado alterado. Desses 42 pacientes, 15 (35,7%) tinham exames normais após repetição do teste e/ou ecocardiograma; 11 (26,2%) achados de cardiopatia no exame de ecocardiograma; 13 (31%) não repetiram o teste do coraçãozinho ou não realizaram o ecocardiograma; 3 (7,1%) não foram encontrados. Foram realizados ecocardiogramas em 20 pacientes, sendo encontrados achados de cardiopatias em 11 (taxa de falsos positivos de 0,2% para o teste do coraçãozinho). CCC foi observada em apenas 1 (anomalia de Ebstein). Os demais achados foram de cardiopatias acianóticas ou pulmonares.
CONCLUSÃO: Evidenciou-se que o teste do coraçãozinho contribuiu para diagnóstico de CCC, para realização de outros diagnósticos de CC; reforçando a necessidade do correto seguimento do protocolo preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) como forma de diminuir custos de internação e realização de ecocardiogramas desnecessários.
Como as intervenções parentais atuam no desenvolvimento infantil na primeira infância: revisão de literatura

Karine Saraiva da Silva; Virna da Costa e Silva; Roseny Marinho Mesquita Pereira; Renata de B. Bruno Ximenes

Resid Pediátr. 2024
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OBJETIVO: Descrever e avaliar os principais modelos de intervenção parental.
METODOLOGIA: Foi realizada busca de ensaios clínicos randomizados em duas bases de dados eletrônicas: PUBMED e Embase, durante o período de 2018 a 2022. Foram incluídos artigos com desfecho primário sobre desenvolvimento infantil em crianças durante a primeira infância com desenvolvimento típico, sendo incluídos 19 artigos.
RESULTADOS: Obtivemos como resultado 3 modelos principais de intervenção: modelo de feedback da interação criança-cuidador, modelo com entrega de instruções presenciais e modelo de entrega remoto por aplicativo, sendo os domínios de linguagem e comportamento os mais avaliados, principalmente em crianças pré-escolares. A estratégia que apresentou maior eficácia no desenvolvimento infantil foi o modelo com maior interação entre cuidador-criança e com a equipe do treinamento, com tempo mínimo de um ano de intervenção para efeito sustentado sobre os domínios avaliados.
CONCLUSÃO: A heterogeneidade dos modelos dificulta avaliações mais detalhadas, sendo necessárias novas avaliações com parâmetros mais homogêneos a fim de permitir resultados mais consistentes. Não há conflito de interesse.
Lactente com Angina de Ludwig complicada: um relato de caso

Mariana Digiovanni Pechebea; Angelica Maria Moro Ozosco; Ana Paula Cauduro Couto; Carolina Oliveira de Paulo; Diana Lorena Garavito Ramirez; Luiza Valentim Centenaro; Wendell Paiva Vita

Resid Pediátr. 2024
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A angina de Ludwig é uma infecção grave e rapidamente progressiva que se origina no espaço submandibular, sublingual ou submental, podendo ocorrer uni ou bilateralmente. É mais comum em indivíduos do sexo masculino, por volta da quarta década de vida. Qualquer infecção ou lesão local pode predispor a essa doença. O diagnóstico é clínico e deve ser aventado em todo paciente com história de febre associada à tumoração endurecida e dolorosa em região cervical. A taxa de mortalidade pode chegar a 50%, caso o diagnóstico seja feito tardiamente. O tratamento é baseado no reconhecimento precoce, antibioticoterapia endovenosa e garantia de vias aéreas pérvias. Este relato traz o caso de um lactente com angina de Ludwig complicada.
Doença da arranhadura do gato como causa de síndrome de Parinaud: relato de caso

Marcus Vinicius da Cruz Mendonça,; Tiago de Hungria Cruz Conti,; José Augusto de Oliveira Botelho; Vitória Roja de Oliveira,

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: A Doença da Arranhadura do Gato em pediatria (DAG) é uma moléstia de apresentação aguda, cuja associação com a síndrome de Parinaud é um evento raro.
OBJETIVO: Relatar caso de paciente com DAG que evoluiu com síndrome de Parinaud.
RELATO DE CASO: Pré-escolar, sexo feminino, chega ao pronto-socorro com histórico de edema em olho esquerdo há 2 dias. Ao exame físico, a região afetada possuía edema, eritema com dificuldade à abertura ocular ipsilateral associado à febre aferida e cefaleia que cessavam ao uso de analgésico. Com a internação e prescrição de antibioticoterapia, houve remissão importante do quadro.
CONCLUSÃO: Aprimorar os conhecimentos sobre as manifestações de infecção por Bartonella hanselae e suas complicações torna-se necessário a fim do melhor manejo dos pacientes.
Prevalência da asma em regiões do Município do Rio de Janeiro

Márcia Garcia Alves Galvão; Marilene A.R. Crispino Santos; Francisco Charles Souza Carvalho; Henrique Pazos F. Martins; Jade Cecílio B. Sampaio; Gabriel Miranda Barbosa

Resid Pediátr. 2024
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INTRODUÇÃO: A asma é a doença crônica mais comum na infância. No Brasil a prevalência da asma ativa é elevada. Entretanto, sabe-se que num mesmo país essa prevalência pode variar.
OBJETIVOS: Descrever na amostra a prevalência de: asma, asma ativa, asma diagnosticada por médico, tosse noturna, tosse por mais de 10 dias após infecção respiratória, manifestações respiratórias ao esforço físico.
METODOLOGIA: estudo transversal, prospectivo, em uma amostra de conveniência de uma população pediátrica atendida na Clínica da Família Souza Marques, no Rio de Janeiro, utilizando-se um questionário simplificado.
RESULTADOS: 34,3% (70/204) tinham asma ativa; 30,4% (62/204) já havia recebido diagnóstico de asma. Dentre os com asma ativa, 40% (28/70) nunca tinham recebido esse diagnóstico. 46% (95/204) tiveram despertar noturno nos últimos 12 meses, 30,4% (62/204) tiveram outras manifestações respiratórias ao esforço nos últimos 12 meses e 27% (55/204) tossiram mais de 10 dias ao se resfriaram nos últimos 12 meses. Dentre os com asma ativa, 85,7% (60/70) tiveram despertar noturno nos últimos 12 meses, 64,3% (45/70) tiveram outras manifestações respiratórias ao esforço nos últimos 12 meses e 54,3% (38/70) tossiram mais de 10 dias ao se resfriaram.
CONCLUSÃO: a asma é altamente prevalente na população avaliada. Novas pesquisas são necessárias para aprofundar o estudo sobre a valorização dos sintomas respiratórios, a comunicação do diagnóstico aos responsáveis e para confirmarmos a necessidade de se aprimorar o reconhecimento clínico, o acesso aos testes diagnósticos quando indicado e a comunicação dos diagnósticos às famílias.
Resenha: Consenso Internacional dos critérios de Sepse Pediátrica e choque séptico

Michele Alves Medeiros; Athina Salim Saud; Carolina Chaves da Silveira Sousa; Kleisson Cristiano Borges Santos; Suzana Beta Bittar; Vanessa Soares Lanziotti,

Resid Pediátr. 2024
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