VOLUME 7 - NÚMERO 3 2017

Editorial
Artigo Original

2 - Estresse e asma infantil

Stress and Childhood Asthma

Estrés y asma infantil

Sandra Cairo de Oliveira Amaral; Clemax Couto Sant’Anna

Resid Pediatr. 2017;7(3):93-96 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n3-02

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OBJETIVO: Sendo a asma um relevante problema de saúde pública e considerada uma das principais doenças da infância e da adolescência, cada vez mais estudos ampliam o olhar para além de fatores genéticos, alérgicos e infecciosos e consideram aspectos psicossociais e emocionais no desenvolvimento e agravamento dessa doença. Nesse contexto, o estresse vem recebendo cada vez mais atenção como um fator de risco capaz de impactar essa doença. Diante da importância desse assunto, o presente trabalho tem como objetivo descrever sobre estresse, asma infantil e associações entre esses dois temas. MÉTODOS: Foi realizada pesquisa e análise bibliográfica sobre estresse, asma e suas possíveis relações. RESULTADOS: A literatura aponta associações entre asma e sintomas que indicam o estresse e, apesar de não haver uma relação causal entre esses dois temas, a complexidade dessas interações reconhece o estresse como fator de risco para a doença. CONCLUSÕES: A necessidade de uma abordagem multidisciplinar que contemple parâmetros biológicos, psicológicos, ambientais e socioeconômicos, é fundamental para ampliar a compreensão sobre a asma infantil. Além disso, a implementação de intervenções que incluam doentes e cuidadores e que levem em consideração fatores emocionais da doença, bem como o manejo do estresse, são importantes para a saúde da criança, do adolescente e de toda família

3 - A percepção dos educadores acerca da disfunção eliminatória

Perception of educators about dysfunctional elimination syndrome

A percepção dos educadores acerca da disfunção eliminatória

Gabriela de Carvalho Nunes; Edevard José de Araújo; Eliete Magda Colombelli; José Antônio de Souza

Resid Pediatr. 2017;7(3):97-101 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n3-03

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OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo avaliar a percepção dos professores e auxiliares de sala de creches municipais acerca do aprendizado esfincteriano do pré-escolar e a síndrome de disfunção eliminatória (SDE). MÉTODOS: Trata-se de um estudo clínico epidemiológico, transversal, descritivo, observacional. Foi aplicado um questionário em 167 educadores em nove creches da Rede Pública Municipal de Educação, composto por duas questões que objetivaram caracterizar o sujeito e nove questões que buscaram categorizar sua percepção acerca da SDE. RESULTADOS: 39 sujeitos (23,3%) tiveram sua percepção sobre a SDE caracterizada como “inadequada”, 87 (52,1%) como “intermediária” e 41 (24,6%) como “adequada”. Foi observada associação marginal entre maior tempo de atuação e maior número de acertos (p = 0,062, IC = 95%). 87% afirmaram que o desfralde deve ocorrer até os dois anos de idade. 71% dos profissionais acreditam não possuir conhecimento suficiente sobre SDE e 97% desejariam ter mais informações acerca deste tema. CONCLUSÃO: Somente um quarto dos profissionais entrevistados possui um entendimento considerado adequado sobre a SDE e treinamento esfincteriano. Observamos a insatisfação dos educadores com seus conhecimentos sobre o tema e interesse em saber mais a respeito.
Caso Interativo

4 - Dois pacientes de diferentes faixas etárias e convulsões: Parte II

Two patients of different age ranges with seizures: Part II

Dos pacientes de diferentes franjas etarias y convulsiones - Parte II

Aline de Souza Mendes; Larissa Costa de Oliveira Pessin; Joyce Marques da Silva Alves; Juliana Silveira Barreto; Alexandre Arêdo Castiglione; Adriana Paiva de Mesquita; Danielle Christian de Arruda Costa

Resid Pediatr. 2017;7(3):102-106 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n3-04

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Relato de Caso

5 - Meningoencefalite herpética associada à intoxicação por anticonvulsivantes

Herpetic meningoencephalitis associated with acute anticonvulsants intoxication

Meningoencefalitis Herpética asociada a la intoxicación por anticonvulsivantes

Jaqueline Letícia Pannebecker; Paola Mari Nakashima Cano; Toufic Baruki Neto; Luciana Cenci Niehues Farias; Carolina Pincelli Carrijo

Resid Pediatr. 2017;7(3):107-109 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n3-05

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OBJETIVOS: Relatar um caso de meningoencefalite causada por herpes vírus em um paciente com intoxicação aguda por anticonvulsivantes, e realizar uma revisão da literatura sobre a doença. MÉTODO: Descrever, a partir de dados registrados em prontuário, a evolução de um paciente com meningoencefalite herpética e realizar revisão de literatura a partir de artigos científicos e guidelines. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O caso relatado e as publicações levantadas trazem à luz a discussão da gravidade da meningoencefalite herpética, a importância da suspeita diagnóstica a partir de anamnese e exame físico, a relevância dos exames complementares e a eficácia do tratamento com aciclovir quando realizado precocemente.

6 - Colpocefalia em recém-nascido: relato de caso e revisão de literatura

Colpocephaly in newborn: case report and literature review

Colpocefalia en recién nacido: informe del caso y revisión de la literatura

Rafael Pimentel Saldanha; José Alfredo Lacerda de Jesus; Bruna Mathias Silva; Wesley Flávio de Lima Junior

Resid Pediatr. 2017;7(3):110-113 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n3-06

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A colpocefalia é uma desordem cefálica rara causada pelo desenvolvimento anormal do sistema nervoso central, caracterizada pelo alargamento desproporcional dos cornos occipitais dos ventrículos laterais e pela possibilidade de associação com outras malformações cerebrais. Relatamos o caso de um neonato pré-termo submetido ao exame de ultrassonografia transfontanela que revelou hiperecogenecidade periventricular bilateral e colpocefalia. As informações relacionadas ao caso descrito foram obtidas por meio de revisão de prontuário, registro fotográfico dos exames realizados pelo recém-nascido e revisão bibliográfica da literatura atual. Este relato e as publicações levantadas buscam elucidar as características da colpocefalia, permitindo adequado entendimento dos aspectos diagnósticos, terapêuticos e prognósticos desta desordem.

7 - Insuficiência adrenal primária causada por deleção no gene DAX1

Primary adrenal insufficiency caused by DAX1 gene deletion

Insuficiencia adrenal primaria causada por deleción en el gen DAX1

Ana Luíza Velten Mendes; Wallace Sales Gaspar; Isabel Rey Madeira; Ana Paula Neves Bordallo; Daniel Schueftan Gilban; Clarice Borschiver; Paulo Ferrez Collet-Solberg

Resid Pediatr. 2017;7(3):114-117 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n3-07

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Insuficiência adrenal primária (IAP) é uma doença potencialmente grave que requer diagnóstico e tratamento precoce para redução em sua morbimortalidade. O presente artigo contém o relato de um recém-nascido (RN) que com dois dias de vida passou a manifestar sinais e sintomas sugestivos de insuficiência adrenal primária congênita. O tratamento adequado, porém, só foi iniciado aos três meses de vida, após avaliação pela endocrinologia pediátrica. Análise genética posterior evidenciou mutação no gene DAX1. O quadro clínico inicial da IAP pode ser inespecífico e confundido com várias afecções comuns do período neonatal, retardando a instituição de terapia adequada. A análise genética tem se mostrado cada vez mais importante no manejo destes casos, não apenas para aconselhamento familiar, mas também pela possibilidade de antecipar o diagnóstico e, desta forma, prevenir as manifestações clínicas graves da doença com instituição de terapia adequada.

8 - Atresia de valva tricúspide e hipoplasia de ventrículo direito

Atresia of tricuspid valve and hypoplasia of the right ventricle

Atresia de válvula tricúspide e hipoplasia de ventrículo derecho

Graziela Cruz e Silva; Jussara Silva Lima; Leda Maria Prado Palis; Larissa de Oliveira Braga

Resid Pediatr. 2017;7(3):118-119 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n3-08

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Atresia tricúspide é uma cardiopatia congênita cianótica, decorrente da agenesia (ausência da conexão atrioventricular direita) ou imperfuração da valva tricúspide, tendo como consequência a não comunicação direta entre átrio e ventrículo direitos. Corresponde a 2,7% de todas as cardiopatias congênitas. Neste relato de caso descrevemos o manuseio de um lactente portador de atresia tricúspide e ventrículo direito hipoplásico, com presença de comunicação interatrial (CIA) e interventricular (CIV) amplas, bem como fizemos uma breve revisão da literatura sobre a afecção. O paciente, sexo masculino, deu entrada em nosso Serviço com um mês e 28 dias de vida. Apresentou quadro de insuficiência respiratória súbita após engasgo e apneia, sendo intubado na cidade de origem e transferido para nosso Serviço. À admissão, foi auscultado sopro sistólico, área cardíaca aumentada à radiografia de tórax e sinais de hiperfluxo pulmonar. Realizado ecocardiograma que evidenciou CIA de 9 mm, atresia de valva tricúspide com hipoplasia de ventrículo direito, hiperfluxo pulmonar importante, CIV de 8,5 mm, ausência de canal arterial, átrios e ventrículos esquerdos dilatados. Iniciado tratamento clínico da cardiopatia e programação do procedimento cirúrgico. Atresia tricúspide consiste em ausência completa da conexão atrioventricular direita. CIA e CIV ou persistência do canal arterial são lesões associadas obrigatórias para manter do fluxo pulmonar. A condição predomina no sexo masculino e se associa à hipoplasia de ventrículo direito em 100% dos casos. O tratamento cirúrgico é obrigatório para a doença. O paciente relatado recebeu tratamento clínico, incluindo diuréticos, vasodilatadores e digitálicos; ademais, foi programada cirurgia para correção da malformação.
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