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Constipação em Pediatria - uma revisão de artigos publicados nos últimos dez anos
Henrique Ortiz
Resid Pediátr. 2025MÉTODOS: Trata-se de um estudo de revisão sistemática do tipo integrativa utilizando as bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), incluindo trabalhos publicados entre 2013 e 2023, em português e inglês. Foram excluídos artigos repetidos; aqueles cujo tema não era compatível com os objetivos do trabalho, ou por não estarem acessíveis gratuitamente.
RESULTADOS: 20 trabalhos foram analisados, nos quais se pode observar que a literatura é divergente quanto aos fatores de risco para o desenvolvimento de constipação, mas o aleitamento materno permanece como fator protetor. A etiologia e a fisiopatologia da condição são multifatoriais e têm como base um círculo vicioso desencadeado por experiências de evacuações dolorosas. Para que o paciente que costumeiramente apresenta baixa frequência evacuatória e dor abdominal seja diagnosticado, utilizam-se critérios em constante evolução e que atualmente obedecem à padronização de Roma IV. O tratamento é baseado em 4 critérios: desmistificação, desimpactação fecal, mudança da dieta e dos hábitos de vida e uso de laxativos.
CONCLUSÃO: Apesar da constante evolução dos conhecimentos sobre o tema, ainda restam lacunas a serem preenchidas, principalmente sobre tratamento e diagnóstico da constipação em pediatria. Além disso, pode-se perceber o relato da falta de conhecimento dos profissionais da saúde quanto às atualizações mais recentes na literatura.
O impacto do vegetarianismo frente ao crescimento e desenvolvimento das crianças durante o período de 0 a 2 anos de idade
Nathalye Emanuelle Souza de Sá Lemos; Lucas Mendes Linard Arrais
Resid Pediátr. 2025Diagnóstico clínico de síndrome de Goltz pré-natal: um relato de caso
Fernanda Sousa Nascimento Chiang; Graziela Paronetto Machado Antonialli; Cristina Touguinha Neves Medina; Lorena de Melo Gama; David Uchoa Cavalcante; Karolyne Michele Moura Raftopoulos
Resid Pediátr. 2025Otimização do procedimento de intubação traqueal de urgência em pediatria
Michelle Toscan; Jefferson Pedro Piva; Patricia Miranda Lago
Resid Pediátr. 2025OBJETIVO: Avaliar os fatores associados ao sucesso e complicações do procedimento de IT realizado no Serviço de Emergência e Medicina Intensiva Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
METODOLOGIA: Estudo transversal contemporâneo envolvendo todas as intubações realizadas durante oito meses. Os dados do procedimento foram obtidos por meio de entrevista com o médico que realizou a IT e coleta direta no prontuário. Entre os dados avaliados, os principais fatores incluem o número de tentativas, adesão ao protocolo, experiência e características clínicas e demográficas da amostra.
RESULTADOS: Foram avaliados 130 procedimentos. A sequência rápida de intubação foi empregada sempre que indicada. As IT foram classificadas como difíceis em 18,5% dos casos. A média de tentativas por procedimento foi de 1,7±1,3. Foram necessárias três ou mais tentativas em 68,1% dos casos com alterações anatômicas faciais ou de vias aéreas (p<0,001). O acesso às vias aéreas foi alcançado em 100% dos pacientes. O maior sucesso no procedimento esteve associado à experiência do profissional envolvido.
CONCLUSÕES: A IT é um procedimento seguro quando realizado por médicos qualificados e treinados. A adesão ao protocolo de sequência rápida, aliada a um plano de ações e alternativas bem definido diante das dificuldades, garante maior segurança em situações críticas.
Retinopatia da prematuridade e a sua relação com oxigenoterapia:uma revisão integrativa
Ed Cleso Pereira de Souza Filho; Manoela Cardoso de Oliveira; Milena Veiga Wiggers; Nathalia Camargo; Tabatha Paegle Beltrão Souza; Carolina Helena Haveroth Lara; Maria Julia Doin-Vieira; Gabrielly Fernanda de Oliveira; Scheila Siebeneicher
Resid Pediátr. 2025OBJETIVOS: Levantar evidências científicas a respeito da ROP e uso de oxigenoterapia, assim como compreender sua fisiopatologia e possíveis fatores de prevenção.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa. Foram utilizadas base de dados PubMed, Medline, ScienceDirect, SciELO e Cochrane, sendo pesquisados termos relacionados à ROP nos idiomas inglês, francês ou português.
RESULTADOS: A retinopatia da prematuridade trata-se de uma doença vasoproliferativa grave que ocorre em recém-nascidos prematuros, que, se não tratada em tempo hábil, pode levar ao descolamento da retina e deficiência visual. Fisiopatologicamente o desenvolvimento vascular retiniano completo, que ocorre entre a 40ª e a 44ª semana de idade pós-menstrual, é interrompido devido à prematuridade. Atualmente, a principal causa de ROP é o mal uso da oxigenoterapia em recém-nascidos; no entanto, há outros fatores como cardiopatias congênitas e anencefalia.
CONCLUSÃO: Os avanços em cuidados neonatais permitiram uma elevação na taxa de sobrevivência em prematuros e a incidência de ROP acompanhou esse aumento. Visto isso, como a principal causa está relacionada ao uso inadequado de oxigenoterapia, englobando hiperóxia e flutuações nos níveis de saturação de oxigênio, manter o controle dessa técnica terapêutica mostra-se um grande artifício contra a ocorrência de ROP. Entretanto, é necessário cautela ao diminuir os níveis de saturação de oxigênio, já que essa redução pode aumentar a mortalidade dos neonatos.
Precepção dos profissionais de saúde em um hospital escola sobre cuidados paliativos em pediatria
Fernanda Queiroz Xavier; Juliana Queiroz Xavier
Resid Pediátr. 2025Tumor edematoso de Pott: complicação rara de uma doença pediátrica comum
Caio Sousa Cortes; Paula Brandalise Nunes; Luana Deon Dulaba; Thayná Siqueira Lipienski; Adriano Keijiro Maeda; Rafaela Wagner
Resid Pediátr. 2025OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente que evoluiu com uma rara complicação após quadro de sinusite bacteriana, denominada tumor edematoso de Pott.
RELATO DE CASO: Paciente masculino, 12 anos, com história de sintomas gripais e febre há 3 meses. Evoluiu com cefaleia diária com sinais de alarme e piora progressiva, associado à massa em região frontal. Realizou ressonância magnética de crânio que demonstrou formação expansiva nos planos extracranianos da região frontal mediana, que se estende até a região fronto-etmoidal erodindo a calota craniana. Levado ao centro cirúrgico e drenado secreção purulenta, com posterior crescimento de Streptococcus intermedius em cultura, diagnosticado como tumor edematoso de Pott.
CONCLUSÃO: Apesar de raro, a sinusite bacteriana pode evoluir com complicações graves que necessitam abordagem cirúrgica e terapia antimicrobiana de largo espectro.
Hipertricose generalizada exuberante em um lactente: relato de caso
Gabriel Bordignon; Pietra Spinardi; Laura Serpa; Ana Paula Boguchewski; Nadia Aparecida Pereira de Almeida
Resid Pediátr. 2025A influência da hipertrofia de tonsilas no crescimento e desenvolvimento infantil
Monique Frank de Vasconcelos; Luisa Barbosa Soares; Pedo Pereira Bissoli; João Daniel Caliman e Gurgel
Resid Pediátr. 2025MÉTODO: Estudo prospectivo, com população-alvo de crianças com hipertrofia de tonsilas submetidas à adenoidectomia e/ou amigdalectomia. As informações foram adquiridas antes do procedimento cirúrgico através de questionário destinado aos responsáveis, que avaliaram sexo, idade, peso, altura, índice de massa corpórea e queixa principal.
RESULTADO: Foram analisados 52 pacientes com indicação de tonsilectomia entre três e onze anos. As crianças, em sua maioria, encontravam-se eutróficas, 30,8% das crianças estavam acima do peso ideal e 3,8% estavam abaixo do peso ideal. Quanto à relação estatura por idade, 96,15% das crianças apresentavam estatura adequada e 3,85% apresentavam baixa estatura para a idade. As principais queixas que levaram as crianças ao atendimento médico foram roncos, amigdalite crônica, respiração bucal e infecções de vias aéreas superiores de repetição. O principal exame complementar solicitado foi a radiografia de cavum.
CONCLUSÃO: Não houve relação direta da hipertrofia de tonsilas com o déficit de crescimento pôndero-estatural nas crianças estudadas. Foi observado apenas um pequeno aumento da taxa de sobrepeso e obesidade, em crianças maiores, porém sem significância estatística.
Obstáculos no tratamento da dor pediátrica: visão dos profissionais de saúde de um hospital universitário
Poliana Cristina Carmona Molinari; Gabriela Camila Ramos Alvarenga; Lais Fernandes Swenson; Esther Angelica Luiz Ferreira
Resid Pediátr. 2025OBJETIVO: Verificar quais são as barreiras para o tratamento da dor na visão dos profissionais de saúde que trabalham em um hospital universitário.
MÉTODO: Estudo observacional, descritivo e transversal, do tipo survey, com profissionais de saúde dos diversos setores pediátricos do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Resultados: Foram 56 profissionais da saúde, média de 41 anos, 91,1% do sexo feminino, 80,4% com graduação em medicina e tempo médio de formação de 15 anos. Em torno de 65% utilizam escalas de avaliação de dor na rotina e 50% relataram que não há um protocolo para tratamento de dor infantil em seu setor de trabalho. Aproximadamente 83% acreditam que a dor é subdiagnosticada e/ou subtratada e 26,8% tiveram um bom aprendizado em dor durante a graduação. Em torno de 34% expressaram medo em prescrever opioides; em relação à morfina, 17,9% concordaram que ela é utilizada apenas em situações extremas e para pacientes em cuidados paliativos e 26,8% não se sentem confortáveis em prescrevê-la. Para melhorar o tratamento da dor, 67,5% sugerem a educação e treinamento, e quase 40%, a elaboração de protocolos institucionais.
CONCLUSÃO: As principais barreiras para o tratamento da dor foram: falta de treinamento/aprendizado em dor, ausência de protocolo institucional e falta de conhecimento para prescrição e manejo dos opioides.