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Fatores relacionados ao internamento na primeira infância em um Hospital Terciário de Fortaleza, Ceará
Rebeca Holanda Nunes; Virna da Costa e Silva; Francisco Helder Félix Cavalcante
Resid Pediátr. 2025OBJETIVO: estudar os fatores de risco associados ao internamento na primeira infância no Hospital Infantil Albert Sabin, Fortaleza,Ceará,Brasil.
MÉTODOS: estudo transversal observacional com dados colhidos por formulário aplicado a crianças de 1 mês a 5 anos.
RESULTADOS: A amostra foi de 100 crianças, das quais 38% referiram alguma doença crônica. 10% foram classificados com internação intermediária e 59% como internação prolongada. Houve correlação estatisticamente significativa com relação do tempo de internamento e às seguintes variáveis: sexo masculino, primeiro filho, contato com animais, tabagismo passivo, dificuldade com aleitamento materno, comorbidades prévias, procedimento cirúrgico e suplementação.O principal sistema orgânico acometido foi o respiratório (54%), sendo pneumonia o diagnóstico mais prevalente.
DISCUSSÃO: A maioria dos pacientes estava na sua primeira internação. Realização de procedimento cirúrgico durante a internação pode corresponder à maior gravidade do quadro. A taxa devacinação encontrada foi baixa, quando comparada ao esperado. Mais da metade dos pacientes não fazia consulta de rotina com um profissional de saúde capacitado.
CONCLUSÃO: Neste estudo conseguimos levantar a suspeita de que pacientes que passam por procedimento cirúrgico em uma enfermaria clínica pediátrica tendem a ter internação prolongada. Além disso,uso devitamina D econtato com animais domésticos foramrelacionados a fatores protetores para internações intermediárias.
Conhecimento das necessidades e da satisfação dos familiares de pacientes admitidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica de um hospital do Sul do Brasil
Lidia Guarezi Marcon; Karla Dal Bó Michels
Resid Pediátr. 2025MÉTODO: estudo observacional com delineamento descritivo. A população foi composta por familiares dos pacientes internados na unidade nos meses de março a agosto de 2020 e investigaram-se as suas necessidades por meio da aplicação do Inventário das Necessidades e Estressores de Familiares em Terapia Intensiva (INEFTI).
RESULTADOS: Dos 71 familiares participantes da pesquisa, 59,1% não possuíam conhecimento sobre o diagnóstico clínico dos seus parentes. As necessidades consideradas mais importantes estão relacionadas à Segurança e à Informação. As menos importantes ao Suporte e ao Conforto. As necessidades de maior satisfação estão relacionadas à Segurança e Proximidade com o paciente. As menos satisfeitas, ao Suporte e Conforto.
CONCLUSÃO: O presente estudo sugere que a equipe médica seja acessível e compreensiva e que dê informações completas aos familiares sobre o diagnóstico de admissão dos pacientes, bem como as causas e consequências da doença.
Prevalência do uso de telas em crianças: um estudo observacional no extremo sul catarinense
Ketlyn da Luz Borges; Bruna Melo Bianchini; Ana Cláudia Bortolotto Milanesi
Resid Pediátr. 2025MÉTODOS: Estudo observacional transversal, com coleta de dados primários, no local pré-determinado, e que envolveu 135 pacientes de zero a seis anos, cujos pais e/ou responsáveis responderam ao questionário elaborado e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
RESULTADOS: Do total de crianças avaliadas, encontrou-se uma prevalência de 85,92% do uso de telas. Os principais dispositivos tecnológicos utilizados foram a televisão (73,3%), seguida pelo celular (19,8%). O tempo médio diário de exposição encontrado foi de 1,07 horas. Das 21 variáveis testadas, seis apresentaram associação significativa ao tempo de exposição às telas: idade, tipo de tela, frequência em escola/creche, presença de estímulo à atividade física, tela utilizada durante refeições e presença de limite de uso de telas.
CONCLUSÕES: Observou-se um uso de telas na primeira infância altamente prevalente e precoce na população estudada. Os achados de perfil sociodemográfico, assim como as associações entre tempo de tela e fatores predisponentes ampliam a literatura brasileira, evidenciando semelhanças e diferenças com estudos prévios.
Tipo de parto e alimentação complementar: o impacto no excesso de peso em crianças pré-púberes
Gabriela Carvalho Valencia; Nádia Cristina Pinheiro Rodrigues; Lívia Drumond de Lima; Fernanda Mussi Gazolla Jannuzzi; Cecília Lacroix de Oliveira; Paulo Ferrez Collett Solberg; Livia de Castro Araujo Valente; Elisabeth de Amorim Machado; Valéria Yasmine Marinelli Vicente; Beatriz Louise Costa Themístocles; Isabel Rey Madeira
Resid Pediátr. 2025MÉTODOS: Estudo observacional e trans-versal realizado em ambulatório de pesquisa em obesidade infantil com crianças de 5 a 11 anos eutróficas e com excesso de peso. Os dois grupos foram comparados quanto a variáveis relacionadas ao nascimento e à nutrição infantil no primeiro ano de vida, e foi avaliada a associação dessas variáveis com excesso de peso.
RESULTADOS: Foram estu-dadas 143 crianças, sendo 32 (22,4%) crianças alocadas no grupo de eutróficos e 111 (77,6%) alocadas no grupo com excesso de peso. Na comparação entre os grupos, foi encontrada diferença significativa (p<0,05) em relação à média de idade, ao tipo de parto, ao aleitamento materno nas primeiras seis horas de vida e à mediana de idade de intro-dução de sólidos. A regressão logística múltipla mostrou associação entre parto cesárea e excesso de peso.
CONCLUSÃO: Verifica-se que o nascimento por parto normal diminui em 79% as chances de uma criança ter excesso de peso. O estudo mostra a influência do tipo de parto sobre a saúde futura dos recém-nascidos, e sua proteção contra o desen-volvimento de obesidade infantil.
Distúrbios do sono em adolescentes: uma avaliação crítica da influência dos dispositivos eletrônicos - revisão de literatura
Arthur Almeida dos Santos Lisboa; Magda Lahorgue Nunes
Resid Pediátr. 2025FONTES DE DADOS: Foram revisados artigos listados nos repositórios do PubMed e National Library of Medicine, utilizando os termos de busca sono, adolescência, celulares, mídias eletrônicas, assim como livros e referências diversas.
SÍNTESE DE DADOS: A adolescência é uma fase marcada por mudanças profundas, afetando o bem-estar dos jovens. O sono é crucial, mas tem sido afetado pelo uso intenso de mídias sociais e eletrônicos, resultando em desafios para o aprendizado, equilíbrio emocional e saúde física e mental.
CONCLUSÃO: Os dispositivos eletrônicos impactam negativamente o sono dos adolescentes de várias formas, seja pela emissão de luz azul, pela influência das mídias sociais ou por fatores externos. Portanto, é crucial adotar estratégias abrangentes para promover hábitos saudáveis de sono e, assim, melhorar a qualidade e a duração do sono nessa faixa etária.
Inovação e Progresso: novidades na revista Residência Pediátrica
Marilene Crispino; Clemax Sant’Anna; Edson Liberal
Resid Pediátr. 2025Resenha de artigo: O uso da ecocardiografia rápida na beira do leito é possível no choque séptico?
Raianne Souza Silva; Michele Alves Medeiros; Vanessa Soares Lanziotti,
Resid Pediátr. 2025Impacto social e importância da tuberculose na infância e adolescência
Magnólia Arango Loboguerrero
Resid Pediátr. 2025Abordagem Sindrómica de Infeções Sexualmente Transmissíveis em Adolescentes: das Recomendações às Práticas
Inês Afonso Belo; Ana Pereira Lemos; Pedro Gaspar; Marco Fernandes; Pascoal Moleiro
Resid Pediátr. 2025MÉTODOS: Estudo correlacional, com recurso a um questionário online, anônimo, elaborado segundo as recomendações da Sociedade Portuguesa de Medicina do Adolescente e da Sociedade de Infeciologia Pediátrica para uma abordagem sindrômica das infecções sexualmente transmissíveis em adolescentes. Comparação das médias obtidas por especialidade, grau de formação e anos de prática clínica em cada resposta (variáveis sociodemográficas e relativas à abordagem das infeções sexualmente transmissíveis), segundo Escala de Likert 1- “Discordo totalmente a 5- “Concordo totalmente”.
RESULTADOS: Obtivemos 334 respostas ao questionário, correspondendo 57% (191) a especialistas, 41% (138) à Pediatria, 30% (100) à MGF, 23% (76) à Ginecologia e 6% (20) à Dermatologia. A Dermatologia e a Ginecologia foram as especialidades que consideraram os seus conhecimentos mais atualizados no tema [Pediatria 2,91 (1,02); MGF 2,82 (1,01); Ginecologia 3,41 (0,82); Dermatologia 3,80 (1,01), p <0,001], no entanto a Pediatria referiu estar mais familiarizada com as referidas recomendações [Pediatria 3,45 (1,20); MGF 2,40 (1,23); Ginecologia 2,80 (1,40); Dermatologia 2,95 (1,39), p <0,001].
CONCLUSÃO: Na globalidade, os conhecimentos e práticas revelaram-se adequados às recomendações nacionais e internacionais. No entanto, existem ainda algumas lacunas, nomeadamente em aspetos relacionados com o exame objetivo e com investigação e tratamento. É imprescindível investir na formação dos profissionais para uma melhor abordagem das infecções sexualmente transmissíveis em adolescentes.
Apresentação de neuroblastoma neonatal como paralisia facial e de corda vocal: um relato de caso
Raimundo Diego Ferreira Amorim; Alex Monteiro de Sousa; Marcus Vinicius Oliveira de Mello; Ticiana Quixada Fontenele; Carlos Artur da Costa Moraes
Resid Pediátr. 2025