VOLUME 6 - NÚMERO 2 2016

Editorial
Introdução à Metodologia Científica
Ponto de Vista
Caso Interativo
Desafio Diagnostico

6 - Desafio diagnóstico

Diagnostic challenge

Desafío diagnóstico

Aline Masiero Fernandes Marques; Júlia Maria Gomes Vitor; Tatiana Anes Villamayor; Vivian Santos Carvalho Oliveira; Leonardo Rodrigues Campos; Paula Carolina da Rocha Silva; Flavio Roberto Sztajnbok; Marta Cristine Felix Rodrigues; Adriana Rodrigues Fonseca; Rozana Gasparelo de Almeida; Christiane Diniz; Sheila Knupp Feitosa Oliveira

Resid Pediatr. 2016;6(2):72-73 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n2-06

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Artigo de Revisão

7 - Albumina em pacientes pediátricos gravemente enfermos: uma revisão crítica da literatura

Albumins in critically ill pediatric patients: a literature review

Albumina en pacientes pediátricos gravemente enfermos: una revisão crítica de la literatura

Carlos Augusto Cardim de Oliveira; Carolina Elisa Froldi Vieira; Leticia Janice Bertelli; Glauber Sebold Borba Coelho

Resid Pediatr. 2016;6(2):74-79 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n2-07

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INTRODUÇÃO E OBJETIVO: Esta revisão tem como objetivo avaliar a efetividade do emprego de albumina humana em pacientes pediátricos gravemente enfermos internados em unidades de cuidados intensivos. MÉTODOS: A pesquisa abrangeu as seguintes bases de dados: Cochrane Library, LILACS, Medline (via PubMed) e Uptodate até maio de 2014. As publicações foram selecionadas e submetidas à leitura crítica de modo independente por dois pesquisadores. Os desfechos principais foram morte e disfunção de órgãos. RESULTADOS E CONCLUSÕES: O uso de albumina humana em crianças gravemente enfermas não mostrou benefício na redução da mortalidade ou disfunção de órgãos quando comparado ao uso de outros expansores volumétricos. Para os desfechos tempo de internação em Unidade de Cuidados Intensivos e tempo de intubação traqueal, o emprego de albumina também não se mostrou superior aos demais expansores utilizados.
Artigo Original

8 - Uso profilático de fluconazol em pré-termos extremos colonizados por Candida spp

Fluconazole for prevention of systemic infection in extremely low birth weight infants with Candidal colonization

Uso profiláctico de fluconazol en pretérminos extremos colonizados por Candida spp

Camila Arfelli Cabrera; Jaqueline Dario Capobiango; Tatiana Benevenuto de Oliveira Schimit; Lígia Lopes Ferrari; Maria Rafaela Conde Gonzalez; Regina Quesada; Marsilene Pelisson

Resid Pediatr. 2016;6(2):80-86 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n2-08

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OBJETIVOS: Avaliar a associação entre colonização por Candida spp. e candidíase sistêmica em recém-nascido com extremo baixo peso (RNEBP). Analisar a associação de fluconazol profilático na prevenção de infecção invasiva por Candida ssp. nos RNEBP colonizados. MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo com os RNEBP (peso de nascimento inferior a 1.000 g), na UTI Neonatal de um Hospital Universitário no Brasil, entre abril de 2012 e abril de 2014. Foram coletados swabs (orofaríngeo e retal) e secreção traqueal (em entubados) para cultura de espécies de Candida no 3°, 10°, 17°, 24° e 30° dias de vida. RNEBP com cultura positiva para Candida spp. receberam profilaxia com fluconazol. Foi considerada infecção invasiva naqueles que apresentaram sepse com hemocultura positiva, pneumonia com secreção traqueal positiva e raios x de tórax alterado e infecção do trato urinário com urocultura positiva. RESULTADOS: Avaliadas 56 crianças, peso mediano de 816 gramas (435 - 980), idade gestacional mediana de 27 semanas (23,1 - 34,1); 23 crianças (41,1%) estavam colonizadas por Candida spp. Entre 10 crianças com infecção invasiva, sete (70%) estavam colonizadas por Candida spp. Em cinco (21,7%) foi realizada profilaxia com fluconazol e, destas, uma (20%) desenvolveu candidemia (p = 0,6411). A letalidade foi de 33,9% e houve um óbito entre os RNEBP com candidíase invasiva (p = 0,0761). CONCLUSÃO: A maioria das crianças com infecção invasiva era previamente colonizada. O fluconazol profilático previne a candidíase sistêmica em RNEBP colonizados.
Relato de Caso

9 - Anemia hemolítica autoimune e lesão renal aguda associadas a infecção por Mycoplasma pneumoniae

Autoimmune hemolytic anemia and acute kidney injury associated with Mycoplasma pneumoniae infection

Anemia hemolítica autoinmune y lesión renal aguda asociadas a infección por Mycoplasma pneumoniae

Larissa Cristina Nascimento; Pollyana Cristina Bernardes Valize; Laura Silva Cardoso; Andressa Cristine Nascimento

Resid Pediatr. 2016;6(2):87-90 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n2-09

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Mycoplasma pneumoniae é um patógeno respiratório comum, responsável por uma variedade de manifestações infecciosas que vão desde uma infeção de vias aéreas superiores até uma pneumonia de apresentação atípica grave com manifestações extrapulmonares associadas ou não a sintomas respiratórios, como a anemia hemolítica autoimune e a lesão renal aguda. Formação de crioaglutininas é frequentemente observada durante essas infecções, caracterizando a doença da crioaglutinina. Existem alguns relatos de doença da crioaglutinina grave associada à infecção por Mycoplasma pneumoniae. Relatamos aqui o caso de uma criança com quadro grave de anemia hemolítica autoimune e lesão renal aguda associadas à infeção por Mycoplasma pneumoniae.

10 - Síndrome de Klippel-Trenaunay: Um relato de caso

Klippel-Trenaunay syndrome: A case report

Síndrome de Klippel-Trenaunay: Un relato de caso

Andrezza Rodrigues Afonso; Valeria Cardoso Alves Cunali; Valquiria Cardoso Alves Chagas; Pávila Virgínia de Oliveira Nabuco; Fabiana Jorge Bueno Galdino Barsam; Eliene Machado de Freitas Félix

Resid Pediatr. 2016;6(2):91-93 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n2-10

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A síndrome de Klippel-Trenaunay é uma doença rara, caracterizada pela presença da tríade: manchas vinho do porto, malformações venosas ou veias varicosas e hipertrofia óssea e/ou tecidual. Sua etiologia não é bem definida e se apresenta, na maioria das vezes, desde o nascimento. O tratamento em geral é conservador, sendo as intervenções limitadas ao tratamento das complicações. Apresentamos o relato de caso de um recém-nascido com manifestações da síndrome desde o nascimento.

11 - Síndrome de Bart: Relato de caso

Bart syndrome: A case report

Síndrome de Bart: Relato de caso

Renata Teles Albernaz; Adriana Prazeres da Silva

Resid Pediatr. 2016;6(2):94-97 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n2-11

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A síndrome de Bart é uma desordem genética caracterizada por ausência localizada da pele (presente ao nascimento), epidermólise bolhosa (EB) e alterações ungueais. É uma herança autossômica dominante, causada por mutação no gene do colágeno tipo VII no cromossomo 3p. Descreve-se o caso de uma paciente do sexo feminino que manifestou tais características ao nascimento, sendo observada, já na sala de parto, ausência de pele em membros inferiores e, no dia seguinte, bolhas íntegras e rotas em mucosa oral, além da ausência de algumas unhas. O diagnóstico é clínico, portanto, foi realizado pelas características típicas, não sendo possível confirmação laboratorial devido à ausência de bolhas íntegras para biópsia e imunofluorescência direta, durante o acompanhamento da paciente. O tratamento, que na maioria dos casos envolve medidas conservadoras, foi feito com curativos diários em membros inferiores, remoção do fluido de algumas bolhas e cuidado com a pele e mucosas, evitando traumas. Observou-se melhora importante de todas as lesões e a paciente atualmente mantém acompanhamento ambulatorial com dermatopediatra, com lesões cicatriciais em membros inferiores e sem lesões bolhosas.

12 - Edema agudo hemorrágico da infância: Relato de caso e comparação com meningococcemia

Acute hemorrhagic edema of childhood: Case report and comparison with meningococcemia

Edema agudo hemorrágico de la infancia: Relato de caso y comparación con meningococcemia

Mariana Figueiredo Caixeta; Jussara Silva Lima; Ana Gabriela Brandão Zandonaide

Resid Pediatr. 2016;6(2):98-102 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2016.v6n2-12

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O edema agudo hemorrágico da infância é uma vasculite de pequenos vasos pouco frequente e geralmente acomete crianças entre 4 meses e 2 anos de idade. Clinicamente, caracteriza-se pela tríade de febre, lesões purpúricas na face, pavilhões auriculares e em extremidades e edema. Os achados cutâneos costumam ser dramáticos e de surgimento súbito, o que destoa da gravidade e do prognóstico favorável, com resolução espontânea dentro de 1 a 3 semanas. Relato um caso em que os achados clínicos e histopatológicos são compatíveis com edema agudo hemorrágico da infância, porém com dúvida diagnóstica devido aos sinais e sintomas inespecíficos e presentes em outras condições mais comuns.
Resenha