VOLUME 9 - NÚMERO 1 2019

Edição completa

Editorial
Caso Interativo

2 - Uma criança com rash e artrite: qual o seu diagnóstico?

A child with rash and arthritis: what is the diagnosis?

Uma criança com rash e artrite: qual o seu diagnóstico?

Marianna Caruso M. Bloise; Thamiris Rosa E. Auad; Verônica Oliveira; Bruno Rocha; Adriana Mesquita; Andrea Valentim Goldenzon; Sandra Mara Amaral; Patricia Fernandes Barreto Costa

Resid Pediatr. 2019;9(1):11-14 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-02

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Artigo Original

3 - Deficiência seletiva de IgA: série de casos

Selective deficiency of IgA: case series

Deficiência seletiva de IgA: série de casos

Bruna Piassi Guaitolini; Priscilla Filippo Alvim de Minas Santos; Davisson do Sacramento de Lucena Tavares

Resid Pediatr. 2019;9(1):15-18 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-03

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INTRODUÇÃO: A deficiência seletiva de IgA é a imunodeficiência primária mais comum, com uma prevalência de 1/600 em caucasianos. Embora, a maioria dos indivíduos afetados sejam assintomáticos, pacientes sintomáticos podem apresentar infecções recorrentes, doenças alérgicas, autoimunes e neoplasias. OBJETIVO: Relatar série de casos de pacientes com deficiência de IgA. MÉTODOS: Revisão de prontuários de crianças e adolescentes com diagnóstico confirmado de deficiência seletiva de IgA, atendidas em centro de referência em asma, em hospital pediátrico no Rio de Janeiro, nos últimos 3 anos. RESULTADOS: Foram avaliados quatro pacientes com deficiência seletiva de IgA. A idade média foi de 12 anos, sendo dois do gênero masculino. Todos apresentavam rinite/asma. Além de história familiar positiva para atopia, IgE total alta, eosinofilia no sangue periférico, com níveis séricos de IgA < 7 mg/dL, IgG e IgM normais e EPF negativo. Nenhum paciente apresentava doenças autoimunes, neoplasias, história de imunodeficiência familiar nem consanguinidade entre os pais. Dois pacientes relataram história de doenças autoimunes, um de neoplasia na família. Infecções recorrentes foram encontradas em dois pacientes. No momento, todos estão em uso de corticosteroide nasal, um paciente em uso de corticoestedóide inalatório oral e um, usando broncodilatador associado com corticosteroide inalatório oral com controle dos sintomas respiratórios e infecciosos. CONCLUSÃO: Apesar da evolução da deficiência de IgA ser geralmente benigna, os pacientes devem ser acompanhados regularmente, pois podem apresentar quadros infecciosos recorrentes e alérgicos graves como foram observados nos pacientes estudados.

4 - Análise do perfil clínico e demográfico da enfermaria pediátrica de um Hospital Universitário

Clinical and demographic profile of the pediatric ward in a University Hospital

Análise do perfil clínico e demográfico da enfermaria pediátrica de um Hospital Universitário

Sabrine Teixeira Ferraz Grunewald; Isabel Pizarro Aroeira; Larissa Magalhães de Paiva; Maisa Adelina Potros Rossi

Resid Pediatr. 2019;9(1):19-22 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-04

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OBJETIVOS: Avaliar o perfil clínico e demográfico das crianças internadas na enfermaria de pediatria de um hospital universitário no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2015. MÉTODOS: Realizado estudo retrospectivo, qualitativo, no banco de dados do hospital universitário, a partir de prontuários de pacientes internados no período. Como variáveis de estudo foram utilizados: idade; sexo; cidade de origem; doenças preexistentes; motivo da internação atual; tempo de internação; número de internações prévias; e desfecho da internação. As informações foram submetidas a uma análise descritiva, mediada por tabelas de frequência absoluta e relativa. RESULTADOS: Foram analisadas 746 internações de 509 pacientes. A média de idade foi de 5 anos e 8 meses, 57,6% eram do sexo masculino, e o tempo médio de internação foi de 5,68 dias. A maior parte das internações (86,5%) deveu-se a intercorrências clínicas, que tiveram tempo de internação mais longo (6,17 dias) em relação ao constatado nos pacientes cirúrgicos (2,54 dias), em média. A maioria (82,91%) dos pacientes internou apenas uma vez. Cerca de 42% possuíam pelo menos uma doença preexistente. Pacientes com mais de uma internação apresentaram histórico maior de doenças prévias em relação àqueles que tiveram uma internação (87,35% versus 37,21%). CONCLUSÃO: O perfil das internações na enfermaria de pediatria estudada é composto predominantemente de crianças jovens, com patologias clínicas e de boa evolução. Esse perfil varia com a complexidade dos serviços e as especialidades oferecidas e deveria ser conhecido por cada instituição, para oferecer a melhor assistência e ensino possíveis.

5 - Esteatose hepática em crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade

Hepatic steatosis in overweight and obese children and adolescents

Esteatose hepática em crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade

Marcos Antonio da Silva Cristovam; Maysa dos Santos; Adriana Chassot Bresolin; Gleice Fernanda Costa Pinto Gabriel; Fabiano Sandrini

Resid Pediatr. 2019;9(1):23-28 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-05

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OBJETIVO: Identificar a presença de esteatose hepática em um grupo de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade. MÉTODOS: Estudo descritivo e transversal, com 30 pacientes analisados, com idade entre 5 a 18 anos, no período entre janeiro/2016 e janeiro/2017. Sobrepeso e obesidade foram definidos como índice de massa corporal ≥ p85 e ≥ p97 para idade e sexo, respectivamente. Foram analisadas as variáveis: sexo; idade; peso; estatura; circunferência abdominal; e pressão arterial. A avaliação bioquímica consistiu de perfl lipídico (colesterol total, LDL-c, HDL-c e triglicerídeos), ALT e glicemia de jejum. A esteatose hepática, avaliada por ultrassonografia, foi classificada em leve, moderada e grave. RESULTADOS: A esteatose hepática foi diagnosticada em 53,4% dos pacientes e observou-se maior frequência do grau leve (46,7%), seguida de moderada (6,7%). Dos pacientes com esteatose hepática, 56,3% eram do sexo masculino e 43,7% do sexo feminino, sendo que 62,5% apresentavam 12 anos ou mais. Esteatose hepática foi detectada em 18,7% dos pacientes com sobrepeso e 81,3% dos pacientes com obesidade. Hipertensão arterial foi identificada em 10% dos participantes e 60% estavam com a pressão arterial limítrofe. A circunferência abdominal estava aumentada em 90% dos participantes. Na avaliação bioquímica foi encontrada ALT elevada em 6,7%, hipercolesterolemia em 30%, LDL-c elevado em 6,7%, hipertrigliceridemia em 43,3%, HDL-c baixo em 46,7% e hiperglicemia de jejum foi encontrada em 6,7% dos participantes. CONCLUSÃO: A frequência de esteatose hepática foi elevada em pacientes com sobrepeso e obesidade. Portanto, a sua triagem nos pacientes com fatores de risco está indicada.

6 - Efeitos do corticoide antenatal em prematuros de muito baixo peso

Effects of antenatal corticosteroids in very low birth weight preterm infants

Efeitos do corticoide antenatal em prematuros de muito baixo peso

Gabriela de Carvalho Nunes; Mauricio Obal Colvero

Resid Pediatr. 2019;9(1):29-35 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-06

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INTRODUÇÃO: Os benefícios do corticoide antenatal (CA) para o prematuro são bem estabelecidos. Sua ação em múltiplos tecidos promove a maturidade de estruturas fetais, tendo grande impacto na diminuição da morbimortalidade neonatal. OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso do CA nos recém-nascidos prematuros de muito baixo peso (RNPTMBP). MÉTODOS: Foram utilizados os dados enviados pela Unidade à Rede Gaúcha de Neonatologia dos RNPTMBP nascidos entre 01/01/2008 e 31/12/2014 no Hospital Fêmina, em Porto Alegre. Analisou-se a exposição ao CA (1 ou 2 doses de 12 mg de betametasona intramuscular) e sua relação com a mortalidade e seguintes comorbidades: doença da membrana hialina (DMH), hemorragia intraventricular (HIC), leucomalácia periventricular (LPV), retinopatia da prematuridade (ROP), enterocolite necrosante (ECN), persistência do canal arterial (PCA) e displasia broncopulmonar (DBP). RESULTADOS: Obteve-se um total de 496 pacientes, dos quais 68% receberam pelo menos uma dose de CA e 32% não receberam nenhuma. Observou-se significativa redução na incidência de DMH (OR 0,468, p = 0,001), favorável aos pacientes que receberam CA. Notou-se uma redução em 60% de HIC (OR 0,401, p < 0,001). Também foi observada redução na incidência de DBP com o uso de CA (OR 0,269-0,903, p = 0,018). Na&#771; foi observada diferença estatística na incidência de LPV (p = 0,3), PCA (p = 0,68), ECN (p = 0,44) ou ROP (p = 0,58). A redução na incidência de óbitos foi de 78% (OR 0,22, p < 0,001). CONCLUSÃO: A exposição ao CA, independente do número de doses, confere menor morbidade e menor mortalidade aos RNPTMBP.

7 - Descrição do perfil clínico e epidemiológico do parto prematuro e seus desfechos neonatais

Clinical and epidemiological profile of preterm birth and its neonatal outcomes

Descrição do perfil clínico e epidemiológico do parto prematuro e seus desfechos neonatais

Ana Clara Monteiro Laranjeira

Resid Pediatr. 2019;9(1):36-39 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-07

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OBJETIVO: Descrever o perfil clínico e epidemiológico do parto prematuro em uma unidade da rede pública de saúde. MÉTODOS: Estudo retrospectivo envolvendo a análise de prontuários de 94 neonatos nascidos antes de 37 semanas completas de gestação e os de suas respectivas mães. Para investigação, foram observados dados referentes às condições socioeconômicas maternas, a presença de doenças intercorrentes da gestação, a ocorrência de eventos perinatais agravantes, as condições de nascimento e as complicações neonatais apresentadas. RESULTADOS: A maioria das gestantes estudadas se encontrava na faixa etária de 15 a 35 anos, tinha entre 4 e 7 anos de escolaridade e residia em áreas urbanas. 95% das gestações foram de feto único, e a prevalência de hipertensão e diabetes foi de 12 e 6%, respectivamente. A ruptura prematura de membrana ocorreu em 25% dos casos, as infecções maternas do trato genitourinário, em 27%, e a corioamnionite, em 5%. A maioria dos neonatos pesava entre 1.000 e 2.499 gramas ao nascer. A complicação mais encontrada foi a infecção neonatal (32%), em especial a sepse precoce, mais observada entre os prematuros de menor idade gestacional e peso, e também naqueles cujas mães apresentaram alguma infecção na gravidez. Outros desfechos neonatais relevantes foram as alterações respiratórias (27%) e a icterícia (26%). Houve 26 óbitos na amostra estudada. CONCLUSÕES: Prevenir prematuridade e suas consequências demanda conhecimento e monitoramento dos fatores de risco.

8 - A integração precoce dos cuidados paliativos na oncologia pediátrica: um desafio necessário

The early integration of palliative care in pediatriconcology: a necessary challenge

A integração precoce dos cuidados paliativos na oncologia pediátrica: um desafio necessário

Poliana Cristina Carmona Molinari; Carlota Vitória Blassioli Moraes; Simone Brasil de Oliveira Iglesias

Resid Pediatr. 2019;9(1):40-42 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-12

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O câncer na infância e adolescência representa uma importante fonte de sofrimento físico, psíquico, social e espiritual, mesmo com as taxas de cura apresentando um crescimento considerável ao longo dos anos. O cuidado paliativo na oncologia pediátrica tem como objetivo prevenir e aliviar este sofrimento, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. Quanto mais precoce é a introdução desses cuidados durante o tratamento oncológico, maior será o benefício propiciado.

9 - Avaliação e tratamento da dor no período neonatal

Evaluation and treatment of pain in the neonatal period

Avaliação e tratamento da dor no período neonatal

Rita de Cássia Xavier Balda; Ruth Guinsburg

Resid Pediatr. 2019;9(1):43-52 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-13

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Partindo-se do conhecimento de que recém-nascidos, mesmo os prematuros extremos e os criticamente doentes de qualquer idade gestacional, são capazes de sentir dor e que a dor, nesses pacientes, leva a repercussões fisiológicas e comportamentais que podem aumentar a morbidade e a mortalidade em curto e médio prazos e que podem levar a consequências no desenvolvimento do sistema nociceptivo e neurológico em longo prazo, a presença de dor em recém-nascidos internados em unidade de terapia intensiva ou submetidos a procedimentos potencialmente dolorosos deve ser sistematicamente avaliada e, quando presente, tratada de acordo com o estado da arte no que se refere a medidas farmacológicas e não farmacológicas para alívio da dor no período neonatal. O presente artigo é um guia prático para a realização de avaliação sistemática da dor no recém-nascidos e seu tratamento. É evidente que, em se tratando de um sintoma subjetivo em uma população que ainda não é capaz de verbalizar o que sente e para a qual as evidências científicas nas quais se baseiam as medidas terapêuticas são escassas, a controvérsia permeia todo o tema. Assim, o leitor encontrará, longe de uma verdade absoluta, uma sugestão para sua atuação prática.
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10 - Cuidados paliativos pediátricos, terminalidade e espiritualidade: Estamos preparados?

Pediatric palliative care, end-of-life and spirituality: Are we ready?

Cuidados paliativos pediátricos, terminalidade e espiritualidade: Estamos preparados?

Marcielli Grangeiro Ferreira; Simone Brasil de Oliveira Iglesias

Resid Pediatr. 2019;9(1):53-57 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-14

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O desafio diário do Pediatra em lidar com crianças que desenvolvem doenças ameaçadoras ou limitantes de vida e suas famílias exige que ampliemos a percepção do cuidado para o âmbito do ser humano integral, com suas dimensões físicas, psicológicas, sociais e espirituais. Neste contexto, o olhar para a espiritualidade torna-se essencial no cuidado às crianças, aos adolescentes, aos familiares e, a nós mesmos, profissionais de saúde. Estamos preparados?.
Relato de Caso

11 - Lactente com histiocitose de células de Langerhans em mastoide

Case report: Infant with Langerhans cell histiocytosis in the mastoid

Lactente com histiocitose de células de Langerhans em mastoide

Liara Paranaíba Ribeiro; Juliana Mara Silva; Jussara Silva Lima

Resid Pediatr. 2019;9(1):58-61 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-08

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A histiocitose de células de Langerhans é uma doença rara que resulta de proliferação monoclonal das células de Langerhans, possui etiopatogenia desconhecida. O relato é referente a uma lactente de 7 meses com doença em osso mastoide, considerado um sítio especial. O diagnóstico foi suspeitado após tratamento para mastoidite sem resposta. O interesse em relatar o caso é resultante da miscelânea na apresentação da doença, de forma a atentar para o possível diagnóstico.

12 - Origem anômala da artéria coronária esquerda a partir da artéria pulmonar - Relato de Caso

Anomalous origin of the left coronary artery from the pulmonary artery: A case report

Origem anômala da artéria coronária esquerda a partir da artéria pulmonar - Relato de Caso

Angélica Luciana Nau; Alan Fernandes Strapasson; Guilherme da Silva Martins; Cristiane Nogueira Binotto

Resid Pediatr. 2019;9(1):62-65 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-09

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INTRODUÇÃO: Origem anômala da artéria coronária esquerda (ALCAPA) é defeito cardíaco raro, que provoca isquemia do miocárdio e cardiomiopatia. RELATO DO CASO: lactente masculino, 7 meses, déficit pôndero-estatural, palidez, sudorese e irritabilidade, além de sopro sistólico em área mitral. Ecocardiograma revelou origem anômala da coronária esquerda a partir da pulmonar, e cateterismo cardíaco corroborou o diagnóstico. Foi submetido a correção cirúrgica, com boa evolução pós-operatória. DISCUSSÃO: ALCAPA tem difícil diagnóstico. Normalmente, se manifesta até 2 meses de idade, mas os sintomas podem ser mal interpretados e a doença subdiagnosticada. O eletrocardiograma pode mostrar alterações no segmento ST ou onda Q, sugestivos de infarto agudo do miocárdio. Diagnóstico pode ser feito por ecocardiograma bidimensional, com visualização direta da origem anormal da artéria coronária esquerda, associado ao estudo hemodinâmico. Tratamento é cirúrgico, com reimplante da artéria coronária na aorta e, em geral, a evolução é satisfatória.

13 - Kerion celsi: Um relato de caso

Kerion Celsi: A case report

Kerion celsi: Um relato de caso

Gabriela Miranda Mendes; Brunnella Alcantara Chagas de Freitas; João Ricardo Leão Oliveira; Matheus Fonseca Cardoso; Eduardo Costa Pacheco; Hugo Henrique Morais da Vitória

Resid Pediatr. 2019;9(1):66-69 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-10

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OBJETIVOS: Relatar o caso de um paciente com infecção fúngica superficial da haste capilar e folículos do couro cabeludo, denominada Kerion celsi. MÉTODOS: Paciente do sexo masculino, 7 anos de idade, com lesões eritematodescamativas, alopecia e linfadenomegalia cervical, acompanhado durante internação por 7 dias e por mais 60 dias em retornos periódicos. Foi estabelecido o diagnóstico de Kerion celsi e realizado tratamento com griseofulvina (500 mg/dia) por 60 dias e cetoconazol xampu. RESULTADOS: Houve resolução completa das lesões após o tratamento com griseofulvina (500 mg/dia) por 60 dias e cetoconazol xampu, porém com permanência da alopecia. CONCLUSÕES: A Tinea capitis é uma infecção fúngica do couro cabeludo que, na maioria das vezes, apresenta-se com áreas pruriginosas de descamação e perda de cabelo. O Kerion celsi é uma manifestação grave da Tinea capitis resultante de uma intensa resposta imune à infecção causada pelo fungo Microsporum canis. Neste relato de caso, ressalta-se a importância do diagnóstico precoce e do tratamento para que se possa evitar o aumento da transmissão e das sequelas deixadas por essa infecção fúngica.
Artigo de Revisão

14 - Microcefalia: semiologia e abordagem diagnóstica

Microcephaly: investigation and diagnostic approach

Microcefalia: semiologia e abordagem diagnóstica

Livia dos Santos Pires; Larrissa Nogueira de Freita; Leticia Baldez de Almeida; Livia Caroline Saviolo Cunha; Lohayne Marins Teixeira; Marleany Garcia Barros Mohallem Corrêa; Amanda Ramos Neves Araújo; Clarisse Pereira Dias Drumond Fortes

Resid Pediatr. 2019;9(1):70-79 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n1-11

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O Ministério da Saúde do Brasil declarou, em novembro de 2015, estado de emergência sanitária nacional devido a um surto em Pernambuco de neonatos com microcefalia, com o registro de 268 casos - valor este consideravelmente superior à média do período 2010-2014 que é de 9 casos por ano. Desde então, vem crescendo o número de diagnósticos de casos de microcefalias em todo o território nacional, chamando a atenção de especialistas a leigos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a microcefalia é caracterizada pela medida do crânio realizada por meio de técnica e equipamentos padronizados, em que o perímetro cefálico (PC) apresente medida menor que menos dois (-2) desvios-padrões abaixo da média específica para o sexo e idade gestacional. Além disso, considera que a medida menor que menos três (-3) desvios-padrões é definida como microcefalia grave. Ainda que, no contexto atual, uma importante parcela dos diagnósticos de microcefalias esteja sendo ligada à infecção congênita pelo Zika vírus, as microcefalias têm etiologia complexa e multifatorial. Pode estar relacionada a heranças ou síndromes genéticas, desnutrição materna, uso de fármacos e drogas durante a gestação, síndromes metabólicas e infecções congênitas. Esta revisão de literatura objetiva discutir o conceito, epidemiologia, semiologia e causas da microcefalia, contextualizando-a no atual cenário da infecção por Zika vírus.