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ISSN (On-line) 2236-6814

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Sopro cardíaco na infância: estudo descritivo de um ambulatório de hospital de referência do Sul do Brasil

Mariá Lessa Silva; Giulia Cardoso Masotti; Emanuela da Rocha Carvalho,

Resid Pediátr. 2025
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INTRODUÇÃO: O sopro cardíaco é a principal condição que demanda encaminhamentos ao serviço de cardiologia pediátrica.
OBJETIVO: Descrever o perfil dos casos referenciados por sopro cardíaco ao serviço de cardiologia de um hospital pediátrico.
MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo realizado em um hospital terciário pediátrico de Florianópolis, Santa Catarina. Foram incluídos pacientes com idade entre 0 e 15 anos incompletos referenciados para avaliação de sopro cardíaco no período entre 2018 e 2022. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética de Pesquisa em Seres Humanos da instituição.
RESULTADOS: Dos 142 incluídos, o perfil predominante foi de sexo masculino (n = 77; 54,2%) e lactentes (n = 51; 35,9%). Cerca de 44 (31,0%) casos foram inicialmente identificados na Atenção Primária à Saúde e 96 (67,6%) foram descritos em outros contextos de assistência. No geral, 94 (66,2%) registros apontam que a identificação foi realizada por pediatras. Em consulta cardiológica, sopro foi identificado em 97 (68,3%) casos, sendo descrito, principalmente, como sistólico (n = 91; 93,8%), em borda esternal esquerda (n = 78; 80,4%) e de timbre suave (n = 47; 48,4%). As principais análises diagnósticas foram sopro cardíaco inocente (n = 72; 50,7%) e sopro a esclarecer (n = 17; 11,9%), sendo que, das patologias encontradas, as mais prevalentes foram comunicação interatrial (n = 11; 7,7%) e forame oval patente (n = 11; 7,7%).
CONCLUSÕES: O perfil dos pacientes referenciados foi masculino e lactente com sopro não patológico inicialmente rastreado por pediatra.
Hiperparatireoidismo primário por adenoma de paratireoide em paciente pediátrico: um relato de caso

Paola R. F. Suhet,; Claudia A. Polloni,; Leandro A. Barros; Antônio Bertelli; Paula B. Cunha; Matheus A. Alvares

Resid Pediátr. 2025
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O Hiperparatireoidismo primário (HPTP) na infância é uma condição rara, porém, de extrema importância clínica. O aumento da atividade da glândula paratireoide de maneira anômala, levando à produção inapropriada de paratormônio (PTH), resulta em um desequilíbrio no metabolismo do cálcio, com impactos diretos sobre o desenvolvimento ósseo e o sistema renal. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de hiperparatireoidismo (HPT) por adenoma de paratireoide em uma jovem de 13 anos no qual a única manifestação clínica era a litíase renal. A análise laboratorial mostrou cálcio de até 14,8 md/dL e paratormônio de até 305 pg/mL. A paciente foi submetida à remoção cirúrgica do adenoma com medidas de PTH intraoperatórios evidenciando queda de mais de 80% dos valores do hormônio sérico após a exérese de uma das glândulas.
Nós estamos ouvindo as famílias? Estamos conseguindo ser parceiros destas famílias com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista?

Marina Moreira de Moura; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Juliana da Cunha Ferreira; Dália Balassiano Strosberg; Milena Franklin Felipe de Oliveira

Resid Pediátr. 2025
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Apesar da prevalência dos Transtornos do Espectro Autista (TEA) ser alta e o tema ser relevante, a literatura brasileira sobre o assunto é escassa.
OBJETIVO: Caracterizar aspectos relacionados ao diagnóstico de TEA em crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de Pediatria de uma unidade básica de saúde.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo de caráter exploratório, com dados coletados em prontuários de crianças/adolescentes atendidos em uma instituição de ensino médico do Rio de Janeiro, parceira do Sistema Único de Saúde no período de 01 de fevereiro de 2023 a 30 de junho de 2024.
RESULTADOS: A amostra é composta por prontuários de 291 crianças e adolescentes. A idade média foi de 82,5 ± 43,9 meses (21-206). Os cuidadores/família suspeitaram de TEA em 84% (199/237) e a creche/escola em 28,5% (83/128). O motivo mais frequente da primeira consulta foram queixas clínicas/rotina em 32,5% (94/289), seguido de suspeita de TEA/Autismo em 15,6% (45/289). Os sintomas mais frequentemente relatados foram aqueles relacionadas ao comportamento em 10,4% (30/289). A idade do início dos sintomas foi de 29,5 ± 21,9 meses. A idade do diagnóstico foi de 63,2 ± 39,7 meses. Em 33,7% (97/288) não havia um diagnóstico prévio.
CONCLUSÃO: A lacuna existente entre a percepção dos primeiros sintomas pelos cuidadores e a idade do diagnóstico sublinham a importância da triagem para TEA. Além disso, como muitos cuidadores suspeitam de TEA e não expressam suas preocupações, é essencial melhorar a educação profissional sobre empatia e construção de confiança entre as famílias e os pediatras.
Do pulmão ao sistema nervoso: uma apresentação atípica - relato de caso

Júlia Moura Nader; Ana Carolina Neller Finta; Patrícia Marques Fortes; Paulo Sérgio Sucasas da Costa; Ricardo Vieira Teles Filho

Resid Pediátr. 2025
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O Mycoplasma pneumoniae é um patógeno comum de infecções respiratórias na faixa etária pediátrica, podendo acometer o sistema nervoso central (SNC) em casos raros, apresentando manifestações como encefalite e meningoencefalite. Este relato descreve o caso de uma lactente de 11 meses, previamente hígida, que se apresentou com quadro clínico de febre, vômitos e diarreia. Posteriormente, evoluiu com sinais neurológicos graves, como sonolência, fraqueza muscular e perda dos marcos de desenvolvimento. Três semanas antes, a criança teve sintomas respiratórios sugestivos de infecção viral. A análise do liquor (LCR) mostrou pleocitose linfocitária e aumento de proteínas. A ressonância nuclear magnética do crânio evidenciou preenchimento dos sulcos corticais, associado a espessamento e realce paquimeníngeo e leptomeníngeo difuso, compatível com meningite. O diagnóstico é confirmado por exames sorológicos, com a detecção de anticorpos IgM contra M. pneumoniae. O diagnóstico da meningoencefalite por M. pneumoniae é desafiador e muitas vezes difícil, uma vez que a doença pode se apresentar de forma inespecífica. Este caso enfatiza a importância de considerar M. pneumoniae como causa de complicações neurológicas em crianças com histórico de infecção respiratória.
Supraventricular Tachycardia in a Newborn with Camptodactyly: Case Report

Rinaldo Fábio Souza Tavares; Danielle Kauwane Latge; Karina Andrade dos Reis Ferreira; Luiza Oliveira Ribeiro; João Moraes dos Santos Neves; Mariah Nascimento Peres; Joaquim Soletti; Wesley Santos de Jesus

Resid Pediátr. 2025
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Taquicardia supraventricular (TSV) neonatal é definida como o aumento anormal da frequência cardíaca com origem acima do Feixe de His. A camptodactilia é uma deformidade congênita caracterizada pela flexão progressiva e não traumática da articulação interfalângica proximal (IFP). Descrevemos o quadro clínico e o manejo de uma taquicardia supraventricular em neonato, quadro não muito comum na prática diária do neonatologista, como também associado à camptodactilia, sendo essa associação ainda não relatada na literatura. Enfatizamos o diagnóstico precoce e seu tratamento adequado na crise, bem como profilaxia para novos episódios. Novos estudos poderão confirmar se essa associação é apenas fortuita (casual).
A relação entre puberdade precoce e a pandemia da COVID-19

Rafaela Silva Cintra; Marcelo Pinho Bittar; Paula Cristina Gomes

Resid Pediátr. 2025
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A puberdade precoce é um fenômeno que ocorre quando os caracteres sexuais secundários aparecem antes dos oito anos nas meninas e antes dos nove anos nos meninos. O diagnóstico é feito após observar o aparecimento de sinais puberais e realizar exames complementares para confirmar o tipo de puberdade precoce. O tratamento da puberdade precoce central é feito com análogos de GnRH, visando bloquear a evolução puberal. Foram analisados os dados fornecidos pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) antes e durante a pandemia de COVID-19, e foi possível observar um aumento nos casos de puberdade precoce, indicando uma possível relação entre a pandemia da COVID-19 e o aumento de casos. Fatores como estresse, alterações na rotina diária e exposição ao vírus podem ter influenciado o início da puberdade. Estudos mostram que outros aspectos, como nutrição, exposição a produtos químicos e uso de dispositivos eletrônicos, também podem contribuir para o início precoce da puberdade. Em outros países também foi encontrado um aumento na incidência de puberdade precoce durante a pandemia. Todos esses fatores ressaltam a importância de continuar estudando e monitorando a incidência de puberdade precoce e seu impacto em diferentes populações.
Identificação dos fatores de risco referentes ao estresse tóxico em crianças de 0 a 6 anos em dois centros de saúde escola da cidade de Botucatu/SP

Breno Salles Guazzone; Alice Y. Prearo

Resid Pediátr. 2025
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INTRODUÇÃO: Considerando os impactos do estresse tóxico no desenvolvimento infantil, com prejuízos social, econômico, biológico, identificar seus fatores de risco é fundamental. Deve-se avaliar objetivamente o contexto em que se inserem as crianças brasileiras.
OBJETIVO: Diagnóstico epidemiológico de exposição ao estresse tóxico em crianças de 0 a 6 anos no Centro de Saúde Escola (CSE) em Botucatu/São Paulo, e avaliar condicionantes socioeconômicos correlacionados ao estresse tóxico.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo Transversal analítico populacional. Excluídas crianças fora da faixa etária de 0 a 6 anos e fora da abrangência do CSE. Aplicado questionário de formulação própria. Levantados dados socioeconômicos, acesso à saúde, e exposições de risco ao estresse tóxico. Realizada análise quantitativa, seguida de estatística de regressão linear com resposta Poisson ajustada por blocos para explicar alterações de comportamento em crianças entre 2 a 6 anos.
RESULTADOS: Amostra final de 70 questionários (N=70). 78,9% estavam eutróficas; 91,2% em seguimento de puericultura e vacinação adequada. 74,4% das famílias apresentaram renda até 3 salários mínimos. Encontrou-se razão de prevalência (RP) de alterações de comportamento em crianças de 2 a 6 anos que já faziam seguimento em ambulatórios de especialidades (RP 4,69 IC95% 0,47-47,14 p=0,189) e em seguimento de saúde mental (RP 2,6 IC95% 0,94-7,15 p=0,64). A união de genitores foi fator protetor (RP 0,48 IC95% 0,17-1,33 p=0,159).
CONCLUSÃO: Obtido panorama da população estudada, dados sem compilação prévia, auxiliando adequações na assistência. Evidenciou-se a relevância da união de genitores no estresse tóxico. Com maior amostra pode-se obter novas correlações. Não houve financiamentos ou conflitos de interesse.
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