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ISSN (On-line) 2236-6814

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Critérios e orientações para alta segura do recém-nascido sadio internado em Alojamento Conjunto - Revisão narrativa da literatura

Ariene Aciole Lucas; Arnaldo Costa Bueno; Maria Dolores Salgado Quintans

Resid Pediátr. 2025
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A alta hospitalar é momento de grande importância para o recém-nascido (RN) e sua família e merece especial atenção da equipe de saúde. O objetivo é apresentar critérios e orientações de alta hospitalar para RN sadio, a termo (RNT) ou pré-termo tardio (RNPTT), internado em Alojamento Conjunto (ALCOn), que possibilitem realizar uma alta segura. Pesquisa feita em bases de dados e sites institucionais da área da saúde, entre agosto e dezembro de 2022. Utilizaram-se como descritores: "Patient Discharge", "Infant", "Newborn", "Rooming-in Care" e aplicaram-se os filtros referentes à idade e à data da publicação. Foram encontrados 1.252 artigos nas bases de dados e 1.230 nas demais fontes. Ao final da pesquisa, 26 documentos foram selecionados. O planejamento da alta hospitalar do binômio mãe-filho é um processo dinâmico que deve iniciar-se ainda durante o pré-natal. Os critérios e orientações para a alta incluem fatores relacionados ao RN, à puérpera, à família e a todo o contexto no qual estarão inseridos. Deve-se considerar: estabilidade fisiológica do RN e da mãe, avaliação da amamentação, realização dos testes de triagem neonatal e preenchimento da caderneta da criança; cuidados com a pele e coto umbilical, transporte e sono seguros e capacitação dos pais para que possam reconhecer sinais e sintomas que demandam retorno ao serviço de saúde. Existem divergências relativas a vários aspectos inerentes à alta, sobretudo, quanto ao tempo de permanência hospitalar; mais estudos são necessários para que se consiga estabelecer uma unanimidade quanto a este critério, principalmente nos países em desenvolvimento.
Uso de telas eletrônicas como sinal precoce para autismo: uma revisão integrativa

Gabriel Caetano Almeida; Lahis Werneck Vilagra

Resid Pediátr. 2025
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O transtorno do espectro autista (TEA) consiste em alterações psicológicas e comportamentais que geralmente se manifestam nos primeiros anos de vida como dificuldades de comunicação, aprendizado. Tal condição ainda não é completamente compreendida, havendo dificuldades na definição dos possíveis fatores de risco dessa condição. Esta revisão integrativa busca analisar os achados encontrados até o momento, não somente acerca da plausibilidade da exposição excessiva a telas eletrônicas ser um fator desencadeante para o surgimento do transtorno do espectro autista, mas também o efeito desta mesma na gravidade dos sintomas encontrados e o potencial de utilizar o tempo de exposição a telas como um sinal de alarme para o autismo. Foi realizada uma busca nas plataformas National Library of Medicine (PubMed) e Biblioteca Virtual de Saúde Brasil (BVS), considerando os descritores "criança", "autismo e "tempo em tela". Foram incluídos no estudo artigos publicados entre 2013 e 2023; nos idiomas português e inglês; de acesso livre, gratuitos e cujos estudos eram do tipo: estudo de coorte; estudo transversal; revisão sistemática; estudo prognóstico; estudo de etiologia; estudo diagnóstico; estudo observacional; estudo qualitativo; estudo experimental; estudo pré/pós-teste quase-experimental; pesquisa quantitativa. Foram excluídos artigos sem embasamento claro e artigos fora do tema, resultando na seleção de 23 artigos. Após a análise, foi observado que a exposição a telas eletrônicas em crianças possui ligação ao surgimento de sintomas semelhantes ao autismo. Em conclusão, é importante analisar como fatores presentes na vida diária das famílias podem afetar o desenvolvimento das crianças a fim de definir melhores condutas.
Fatores de risco associados à displasia broncopulmonar em prematuros em um hospital da região metropolitana de Curitiba

Suelen dos Santos Henrique; Eduardo Augusto Caldeira Storti; Caroline Cecy Kuenzer Caron Fukushima; Sandra Lange Zaponi Melek

Resid Pediátr. 2025
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OBJETIVO: Analisar fatores clínicos e epidemiológicos de prematuros e suas associações com a displasia broncopulmonar (DBP).
MÉTODO: Estudo transversal analítico e retrospectivo de variáveis clínicas e epidemiológicas de pacientes de idade gestacional = 32 semanas e peso = 1500 gramas. Utilizado teste Qui-quadrado ou teste exato de Fisher para selecionar variáveis. Área abaixo da curva ROC calculada para modelos finais.
RESULTADOS: Foram selecionados 54 pacientes, 53,7% desenvolveu DBP. Comparando-se pacientes com e sem DBP: idade gestacional (OR: 0,35 e IC95%: 0,17-0,60) (p=0,001), idade materna (OR: 0,85 e IC95%: 073-0,96) (p=0,019), sexo masculino (OR: 4,66 e IC95%: 1,12-2,38) (p=0,044), necessidade de intubação orotraquetal (IOT) na sala de parto (OR: 12,32 e IC95%: 2,91-86,01) (<0,001), ventilação mecânica invasiva (VMI) no 14º dia de vida (OR: 9,5 e IC95%: 1,18-202,22) (p=0,05) e receber protocolo DART (OR: 20 e IC95%: 3,54-173,36) (p<0,001) foram considerados fatores de risco para DBP. Comparando-se pacientes com DBP moderada-grave e pacientes sem DBP moderada-grave observou-se que apenas idade gestacional (OR: 0,43 e IC95%: 0,23-6,87) (p=0,001), idade materna (OR: 0,86 e IC95%: 0,76-9,69) (p=0,01) e necessidade de IOT na sala de parto (OR: 11 e IC95%: 2,60-76,58) (p=0,003) foram significativas.
CONCLUSÃO: 53,7% dos pacientes desenvolveram DBP. Idade gestacional e materna, sexo masculino, IOT na sala de parto, VMI no 14º dia e protocolo DART se mostraram fatores de risco, porém, VMI no 14º dia, protocolo DART e sexo masculino deixam de ser considerados fatores de risco quando foram considerados pacientes com DBP moderada-grave.
Lesões anulares em pré-adolescente com leucemia

Letícia Cioni Barbosa; Adriana da Silva Diaz André; Simone Saintive; Tullia Cuzzi; Danielle Quintella; Gabriel Castro Tavares,

Resid Pediátr. 2025
Síndrome de Klinefelter: um diagnóstico na adolescência - relato de caso

Yuki Horigome; Mirella dos Santos Monteiro; Mariana Telles de Castro

Resid Pediátr. 2025
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A síndrome de Klinefelter (SK) foi descrita em 1940 e se caracteriza por uma anomalia cromossômica que afeta o sexo masculino, com prevalência estimada de 1 a cada 600 nascidos vivos. É uma desordem genética comum, porém subdiagnosticada devido à sua grande variabilidade fenotípica na infância. Seu diagnóstico é feito clinicamente e confirmado com avaliação cromossômica. Os principais achados clínicos são testículos pequenos, ginecomastia, azoospermia e aumento das gonadotrofinas, caracterizando hipogonadismo. O tratamento consiste na reposição hormonal e acompanhamento multidisciplinar, sendo importante o diagnóstico e tratamento precoces, preferencialmente na fase da puberdade, contribuindo para melhor qualidade de vida dos portadores desta síndrome. Trata-se de um relato de caso realizado em unidade de atendimento infantil em um município do interior de São Paulo. O estudo respeita os princípios da resolução nº 510/2016, da Comissão Nacional de Saúde. Refere-se ao caso de um adolescente de 16 anos de idade com quadro de ginecomastia unilateral, testículos impúberes e dificuldade em dialogar sobre sua sexualidade. A presença de sinais e sintomas de deficiência androgênica aliados ao cariótipo 47, XXY levaram ao diagnóstico de síndrome de Klinefelter. Este estudo tem como objetivo alertar sobre os sinais e sintomas mais comuns, bem como estimular a realização de exames complementares que auxiliam na elucidação diagnóstica da síndrome de Klinefelter.
Artrite de Poncet, manifestação rara de tuberculose: relato de caso em adolescente

Douglas Castanheira Coelho; Igor Soares Trindade; Maria Clara de Leonardo Motta; João Lucas Martins Pillar; Leonardo Rodrigues Campos; Katia Lino; Claudete Araújo Cardoso; Christiane Mello Schmidt

Resid Pediátr. 2025
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A tuberculose (TB) acompanha a humanidade há anos e ainda é um problema de saúde pública. Em algumas situações, representa um desafio diagnóstico. O principal agente etiológico é o Mycobacterium tuberculosis (Mtb), que pode causar infecção latente (ILTB), doença pulmonar, extrapulmonar e manifestações clínicas relacionadas à hipersensibilidade, como a artrite de Poncet (AP). Este relato descreve o caso de um adolescente de 14 anos com artrite em quadril, joelho, tornozelo e articulação metatarsofalangeana (AMTF) do hálux, acompanhada de febre, sudorese noturna, perda ponderal, contato com TB e prova tuberculínica (PT) positiva, cujo diagnóstico final foi AP. A AP foi diagnosticada com base nos critérios de Sharma e Pinto. Ressalta-se a importância de considerar a história clínica e a TB como diagnóstico diferencial em manifestações articulares em regiões endêmicas.
Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor por meio da aplicação da escala de Denver II em crianças acompanhadas num ambulatório de risco

Murilo Sabbag Moretti; Suelen Umbelino da Silva; Betina Manrique Queiroz Braga Lima; Lorena Queiroz Bordin; Maria Clara Macarini Silva

Resid Pediátr. 2025
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OBJETIVOS: O estudo tem por objetivo avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor de neonatos e lactentes atendidos em um ambulatório, utilizando o Teste de Triagem de Desenvolvimento de Denver II.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, de caráter prospectivo, realizado através da análise de prontuários e base de dados eletrônica, no qual 100 pacientes, em acompanhamento em um ambulatório de risco de um hospital terciário submetidos ao Teste de Triagem de Desenvolvimento de Denver II Revisado entre 0 e 6 anos de idade, serão avaliados. As variáveis consideradas para estudo serão: idade gestacional, peso de nascimento, Apgar, intercorrências e diagnósticos do período neonatal.
RESULTADOS: A amostra evidenciou que 70 (89,7%) dos participantes apresentaram resultado satisfatório para o teste de Denver, 5 (6,4%) foram classificados como duvidosos e 3 (3,8%) como problemáticos. Ou seja, a maior parte dos lactentes foram consideradas como crianças que não apresentaram atrasos. Enquanto 100% dos problemáticos tiveram patologia neurológica, essa porcentagem foi de apenas 40% entre os duvidosos e 31,4% entre os que tiveram resultado satisfatório para o teste de Denver.
CONCLUSÃO: Observou-se que houve um elevado número de crianças com resultado satisfatório para o teste de Denver, concluindo que essas apresentaram bons indicadores nos primeiros anos de vida. Essa condição pode estar relacionada ao acompanhamento que crianças e mães recebem por meio de um atendimento ambulatorial pediátrico com especialidade em prematuros, uma vez que o maior objetivo é rastrear os riscos e minimizar o impacto negativo que os fatores possam ocasionar no desenvolvimento.
Impacto do abuso de drogas na gestação no desenvolvimento neuropsicomotor

Luana Manias; Danielly Costa Antunes Batista; Débora Cristina Margueron do Nascimento; Luiza Lanzillotti Thuller do Prado; Maria Elisa Rodrigues Silva; Alexandre Massashi Hirata

Resid Pediátr. 2025
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O desenvolvimento neuropsicomotor envolve a formação da linguagem, da cognição, da motricidade e das habilidades sociais. Esse processo pode ser afetado por diversos fatores como pelo uso de drogas durante a gestação. Este estudo tem como objetivo constatar as alterações no desenvolvimento neuropsicomotor de recém-nascidos filhos de mulheres que fizeram uso de drogas lícitas, como tabaco e álcool, e/ou ilícitas, como maconha, cocaína e crack, durante o período gestacional. Esta revisão de literatura foi realizada por meio da busca de artigos publicados em português, inglês, espanhol e francês nas bases de dados PubMed e Scientific Electronic Library Online (SciELO), publicados e indexados nos últimos 10 anos. Com base nos artigos selecionados, foram divididos para análise quanto às amostragens, categorizando-se em droga exposta ao feto no período gestacional: (1) álcool; (2) tabaco; (3) cocaína e crack; (4) maconha. Foram encontradas alterações complexas no desenvolvimento neuropsicomotor de recém-nascidos, com consequências inclusive a longo prazo, fazendo-se necessário, portanto, um melhor rastreio, monitoramento e acolhimento das gestantes, priorizando a total abstinência dessas substâncias e evitando tais desfechos.
Angina de Ludwig em criança: um raro caso clínico com complicação para mediastinite

Gabriela Weber Machado; Ana Paula Domingues Campos; Leticia Bandeira; Carolina Dresch Dociatti

Resid Pediátr. 2025
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S.M.R.S., masculino, 8 anos, iniciou com odinofagia, prostração, febre, cárie dentária, evoluindo para cervicalgia e abaulamento em região cervical, sem insuficiência respiratória. Realizada tomografia de pescoço e tórax, com laudo evidenciando processo infeccioso em região submandibular e submental, com extensão cervical e retrofaríngea esquerda e comprometimento de região mediastinal. Foi feito o diagnóstico de Angina de Ludwig, com complicação para mediastinite. Realizado tratamento com antibioticoterapia e abordagem cirúrgica, sem acometimento de via aérea, com completa melhora. O objetivo do relato foi descrever o caso de uma doença grave e potencialmente fatal em pediatria, com destaque para a rápida abordagem diagnóstica e terapêutica. Como metodologia, realizou-se coleta de dados clínicos para correlacionar com a literatura, corroborando evidências científicas. A angina de Ludwig (AL) é uma patologia infecciosa que acomete os espaços primários mandibulares (submandibular, sublingual e submentoniano), a qual tem como sítio inicial infecções odontogênicas e de vias aéreas superiores. Clinicamente, manifesta-se com febre, disfagia, odinofagia, edema cervical, sialorreia, cervicalgia e disfonia, podendo evoluir para insuficiência respiratória por compressão extrínseca da via aérea e sepse. O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica, complementado com exames de imagem. O tratamento envolve o manejo da via aérea, antibioticoterapia e abordagem cirúrgica em determinados casos. Pelo risco de complicações potencialmente fatais, é uma emergência médica com destaque no diagnóstico diferencial de massas cervicais em crianças.
Caderneta de saúde da criança: avaliação do preenchimento e a sua utilização pelas famílias em unidades básicas de saúde

Julia dos Reis Raimundo; Juliane Sauter Dalbem

Resid Pediátr. 2025
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A Caderneta de Saúde da Criança (CSC) é um instrumento de acompanhamento da saúde da criança, essencial para detectar alterações no crescimento e desenvolvimento, bem como para prevenção de agravos e diminuição da morbimortalidade. O registro correto e completo das informações é requisito fundamental para que a CSC cumpra seu papel na vigilância e promoção da saúde infantil, no entanto o que se observa na maioria dos estudos, é a falha no preenchimento e desconhecimento dos familiares sobre a caderneta. A pesquisa teve como objetivo avaliar o preenchimento da CSC e a utilização pelos familiares em unidades básicas de saúde de um município do norte do Rio Grande do Sul. É um estudo observacional, transversal e prospectivo, realizado por meio da aplicação de um formulário e seguido da avaliação do preenchimento da caderneta. Foi feito com uma população de famílias que realizavam, juntamente à criança, consulta de puericultura ou acompanhamento com outro profissional de saúde, e que estavam portando a caderneta. A amostra foi composta por cem indivíduos, atendidos em quatro unidades básicas de saúde do município, selecionados entre o período de setembro de 2022 a novembro de 2023. O estudo encontrou 45% das cadernetas com preenchimento insatisfatório, incluindo falhas no registro dos itens do crescimento e desenvolvimento. Os resultados reforçam a utilização ainda deficitária da CSC, e corroboram a necessidade de capacitação dos profissionais e sensibilização das famílias para que elas cumpram seu papel na promoção da saúde infantil.
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