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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

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Avaliação do conhecimento da equipe médica sobre a exposição solar e icterícia neonatal em um hospital no Sul do Brasil

Aline Didoni Fajardo; Catarina Pfitzer; Emanuelli Rudolf; Flávia Maestri Nobre Albini; Ana Alice Broering Eller; Marco Otilio Duarte Rodrigues Wilde; Sandra Mara Witkowski

Resid Pediátr. 2025
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INTRODUÇÃO: A exposição solar no período neonatal para redução da icterícia é contraindicada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, que além de não ser uma forma eficaz de tratamento, pode trazer consequências mais graves como o câncer de pele e queimaduras solares.
OBJETIVO: Avaliar o conhecimento da equipe médica sobre a exposição solar no período neonatal, no que se refere à exposição solar com o intuito de diminuir a icterícia neonatal e fornecer aos participantes o conhecimento atualizado sobre o assunto.
METODOLOGIA: Estudo observacional, analítico e transversal, realizado de outubro de 2020 a agosto de 2021, baseado num questionário dirigido aos médicos das crianças nascidas em Maternidade no Sul do Brasil.
RESULTADOS: Em relação ao conhecimento médico sobre a exposição solar no período neonatal, 24 (51,1%) médicos responderam que a frequência de exposição ao sol deveria ser todos os dias, 17 (37,0%) acham que o melhor horário para o banho de sol seja antes das 10 horas e após as 16 horas, 18 (38,3%) afirmaram que o tempo de permanência aos raios solares deveria ser de 10 a 15 minutos e 21 (44,7%) profissionais acham não ter indicação para tal exposição.
CONCLUSÃO: Há um conhecimento equivocado por parte de alguns médicos sobre a exposição do RN ao sol principalmente com intuito de redução da icterícia. Portanto, é indispensável a educação continuada dos médicos.
A importância de ressignificar o cuidado pediátrico para além dos protocolos clínicos

Cristina Ortiz Sobrinho Valete

Resid Pediátr. 2025
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Embora os indicadores de mortalidade infantil venham melhorando, o cuidado pediátrico precisa evoluir de forma a considerar a criança e adolescente como pacientes, participantes ativos e centrais no seu cuidado. O processo de adoecimento e hospitalização deixa marcas indeléveis na vida das pessoas, em todas as idades. Nesse cenário, há que se olhar de forma mais gentil, respeitando os direitos da criança, devendo esse olhar ser implementado por pediatras, cuidadores, educadores, pesquisadores e gestores da área da saúde.
Treze milhões de acessos!

Marilene Crispino Santos; Clemax Sant’Anna

Resid Pediátr. 2025
Resenha do artigo - Seguindo em frente após uma “boa morte”: cuidados de fim de vida centrados na criança e na família em terapia intensiva pediátrica

Michele Alves Medeiros; Ligia Febraro; Raianne Cristina de Souza e Silva; Suzana Beta Bittar; Vanessa Soares Lanziotti

Resid Pediátr. 2025
Impacto da variabilidade climática nas visitas hospitalares por dermatite atópica em crianças e adolescentes em Brasília, Brasil

Marianna Corrêa da Costa Moraes Barbosa; Layla Barbosa Jorge; Maria Cláudia Almeida Issa; Selma Maria Azevedo Sias; Adauto Dutra Moraes Barbosa

Resid Pediátr. 2025
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OBJETIVO: Investigar se há correlação entre a variação dos elementos climáticos e o número de exacerbações de dermatite atópica em crianças e adolescentes.
MÉTODO: estudo retrospectivo, realizado entre janeiro de 2014 e dezembro de 2020, quando crianças e adolescentes com diagnóstico de dermatite atópica foram aceitos no estudo e divididos em grupo 1 (apenas 1 exacerbação durante o período do estudo) e grupo 2 (2 ou mais exacerbações no mesmo período). Após análise estatística básica dos dados do estudo, foi realizada regressão logística para avaliar qual fator climático estava associado à variação do número de atendimentos por exacerbação de dermatite atópica e uma curva ROC foi criada para determinar o melhor valor desse fator discriminante para a ocorrência de exacerbação.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 220 pacientes, 55,5% no grupo 1 e 44,5% no grupo 2, que apresentaram um total de 298 atendimentos por exacerbação de dermatite atópica. A maior frequência de consultas ocorreu no inverno, entre junho e agosto (106/298 - 53,5%).
CONCLUSÃO: A umidade relativa do ar, quando inferior a 44,18%, foi o fator que mais contribuiu para a ocorrência de crise da dermatite, em comparação aos demais fatores climáticos.
Doença da aglutinina fria - relato de caso

Brenda de Aguiar Burack; Isabela Tramontini Benevenuto; Paulo Ramos David João; Edna Kakitani Carboni; Paula Adamo de Almeida

Resid Pediátr. 2025
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A anemia hemolítica autoimune por anticorpos frios é um subtipo raro de anemia hemolítica, principalmente quando se fala em faixa etária pediátrica. Nesse subtipo de anemia, o sistema imune produz anticorpos denominados de crioaglutininas, os quais hemolisam as células eritrociárias, especialmente em vigência de baixas temperaturas. Pode ser uma doença de etiologia primária ou secundária e os principais sintomas incluem palidez, letargia, icterícia e febre. O tratamento varia conforme o grau de anemia e severidade dos sintomas, sendo o controle térmico um dos pilares essenciais. Plasmaférese pode ser uma das modalidades terapêuticas, sendo reservada para os casos refratários a transfusões; seu uso, apesar de comum entre os adultos, não é tão frequente na pediatria. Esse tipo de anemia hemolítica em crianças geralmente é um quadro clínico leve e autolimitado, porém neste relato foi descrita a evolução de um paciente de 8 anos, inicialmente com um quadro frustro e inespecífico. Apresentou evolução clínica desfavorável com anemia importante, diagnosticado com anemia hemolítica por anticorpos a frio, tendo sido refratário ao tratamento com plasmaférese e necessitado inclusive do uso de rituximabe, reforçando a importância deste relato. Aprovação no Comitê de Ética, parecer CAAE 81598824.4.0000.0097.
Perfil clínico epidemiológico de pneumonia adquirida na comunidade complicada em crianças de um hospital de referência materno-infantil

Raul José Almeida Albuquerque; Camila Esteves Paredes; Ana Carolina de Souza Vasconcelos; Ítalo José Sampaio Vieira da Cruz; Renê Elias Gonçalves; Vitória Souza Araújo; Ilka Juliana Ferreira Rodrigues; Yuri Francilane Carvalho Dos Santos

Resid Pediátr. 2025
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OBJETIVO: Analisar o perfil clínico-epidemiológico da pneumonia adquirida na comunidade complicada em crianças para melhorar estratégias de prevenção e diagnóstico e, com isso, reduzir morbidade e mortalidade causada pela doença.
MÉTODO: Estudo descritivo, transversal e prospectivo foi realizado no hospital de referência materno-infantil envolvendo 130 crianças hospitalizadas por pneumonia comunitária, com idade menor que 10 anos, durante 6 meses. As crianças foram classificadas em dois grupos: pneumonia não complicada e pneumonia complicada.
RESULTADOS: 74,6% das crianças internadas tinham Pneumonia Adquirida na Comunidade e 25,4% foram diagnosticadas com alguma complicação. Ambos os grupos apresentaram perfis socioeconômicos semelhantes, com predominância de crianças pardas, de baixa renda e pais com escolaridade entre 9 e 13 anos. Apesar de não haver diferença estatística significativa entre os grupos quanto à vacinação e presença de comorbidades, a literatura aponta que a introdução da vacina pneumocócica conjugada 10-valente no Brasil reduziu a mortalidade e hospitalizações por pneumonia pneumocócica. Essa falta de diferença estatística pode estar relacionada à resistência emergente de sorotipos específicos, como o 19A, que mostrou resistência significativa à penicilina.
CONCLUSÕES: É essencial aumentar a cobertura vacinal contra outros sorotipos do Streptococcus pneumoniae, monitorar os sorotipos e a resistência antimicrobiana para melhorar o controle da pneumonia em crianças.
Mutação CDC42 relacionada a quadro de resposta inflamatória sistêmica com repercussão grave em uma paciente de 17 anos: um relato de caso

Iassiminy Santos Merhi; Lucas Ryba de Oliveira; Isabela Dantas Oliveira; Gabriela Fávaro Zavan; Paulo Ramos David João

Resid Pediátr. 2025
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O gene CDC42 é um membro da família de pequenas Rho GTPases, que desempenha um amplo espectro de funções fisiológicas na regulação do ciclo celular (adesão, polaridade, proliferação, migração, motilidade e ativação da transcrição celular). Sua mutação pode resultar em um grupo heterogêneo de fenótipos e manifestações. Caso a mutação ocorra na porção C-terminal (determinado pelo exame genético exoma), em conjunto com critérios clínicos (pancitopenia, autoinflamação, erupção cutânea e episódios de linfohistiocitose hemofagocítica), será caracterizada a síndrome NOCARH. O tratamento pode ser realizado com corticoides, imunossupressores, imunomoduladores ou anticorpos monoclonais, sendo o tratamento definitivo o transplante de células-tronco hematopoiéticas. Este relato de caso tem por objetivo acrescentar conhecimento sobre a síndrome NOCARH, síndrome complexa e ainda pouco conhecida na literatura, auxiliando no diagnóstico mais precoce assim como intervenção adequada e em tempo hábil.
Agenesia unilateral de artéria pulmonar associada à hipoplasia pulmonar e sequestro pulmonar: relato de dois casos pediátricos

Milka Eugenia Monsalves Nilo; Ângela Elizabeth de Holanda Araújo Freitas; José Holanda Maia Filho; David Freire Maia Vieira; Vivianne Calheiros Chaves Gomes; Ana Julia Velozo Ribeiro

Resid Pediátr. 2025
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A agenesia isolada da artéria pulmonar direita ou esquerda é uma anomalia congênita rara, decorrente da malformação do sexto arco aórtico do lado afetado durante a embriogênese. São relatados dois casos pediátricos de agenesia da artéria pulmonar direita: o primeiro corresponde a um quadro isolado de agenesia de artéria pulmonar com hipoplasia pulmonar; o segundo também apresenta hipoplasia pulmonar e está associado a sequestro pulmonar. Ambos os casos foram avaliados por meio de exames de imagem e acompanhados ambulatorialmente. A apresentação clínica pode variar desde quadros assintomáticos até manifestações graves, como hipertensão pulmonar, hemoptise e insuficiência cardíaca congestiva. A suspeita e o diagnóstico precoce são fundamentais para o manejo adequado. O presente relato visa contribuir para o reconhecimento dessa condição rara e suas possíveis associações anatômicas.
Efetividade do ensino de Suporte Básico de Vida Pediátrico para leigos e profissionais da saúde em uma comunidade

Nathália Moretti Bonilha; Lays Da Silva Sales; Cristiano Martins Beserra; Geovani Ozorio Fernandes; Daniely Santos Silva; Aline Yukari Takeuchi; Jade Moraes de Oliveira; Sergio Yoshio Yamamoto; Julia Roberta Constantino; Paulo Gonçalves Martin; Mateus Boteon Della Coletta; Tatiana de Campos Melo; Haroldo Teófilo de Carvalho; José Roberto Fioretto; Joelma Gonçalves Martin

Resid Pediátr. 2025
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Acidentes como engasgos e afogamentos são importantes causas de óbito na faixa pediátrica, por levarem rapidamente à parada cardiorrespiratória (PCR) em ambiente extra-hospitalar. A aplicação dos procedimentos de Suporte Básico de Vida (SBV) nesse cenário é imprescindível para melhorar a sobrevida desses pacientes, sendo fundamental que a população esteja capacitada para realizar tais medidas; porém, há um déficit no conhecimento da população quanto às medidas que devem ser adotadas em situações de emergência pediátrica. Nesse contexto, este estudo observacional prospectivo do tipo ensaio comunitário teve como objetivo analisar a efetividade do ensino das técnicas de SBV pediátrico para adultos que têm contato frequente com crianças. Antes e após as atividades teóricas e práticas, foram aplicados questionários aos participantes, após assinatura de TCLE, que posteriormente foram analisados para esclarecer os impactos dessas medidas. Como resultado, obtivemos 172 respostas aos questionários pré-treinamento e 122 pós-treinamento. Após análise comparativa, observado aumento do percentual de participantes que se sentiam seguros para aplicar as manobras de SBV diante de situações de emergências pediátricas e para treinar alguém após as atividades realizadas. Conclui-se que o ensino das principais medidas básicas a serem tomadas em situações de emergência são de simples execução e reprodução, sendo ideal a difusão desse conhecimento nos locais com maior circulação de leigos que possuem contato frequente com crianças, visando reconhecimento e início rápido das manobras necessárias e, consequentemente, aumento de sobrevida e redução de sequelas neurológicas.
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