15 Milhões de Acessos: Uma Trajetória de Excelência e Compromisso
Marilene Crispino; Clemax Sant'Anna
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-1
DOI: 10.25060/residpediatr-2026.v16n1-editorial
ISSN (On-line) 2236-6814
doi.org/10.25060/residpediatr
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Edição em construção
Marilene Crispino; Clemax Sant'Anna
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-1
DOI: 10.25060/residpediatr-2026.v16n1-editorial
Poliana Cristina Carmona Molinari; Laize Rodrigues Boulhosa Pires; Vanessa Medeiros Bezerra; Lays Carvalho Cardoso de Mello
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-11
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1427
Isabelle Cadore Galli; Juliana Vidotti de Jesus; Carlos Roberto Calil Anunciação; Gelson Felisberto Miranda Junior; Jonathan Monteiro Martins de Mello; Luisa Fontes Cury Roder; Mariana Vidotti de Jesus; Priscila Analu da Silva Previato; Raul José do Nascimento Moreira; Ruan Silva Barros; Victor Nahuel Carruesco
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-6
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1397
Thaísa Silva Zanatta; Mauricio Magalhães
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-7
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1501
Este estudo teve como objetivo descrever o uso do cloridrato de dexmedetomidina para sedação e analgesia em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura da base de dados PubMed/MEDLINE de artigos publicados entre 2001 e 2024. O uso da dexmedetomidina se destaca nos artigos avaliados, principalmente quando comparado com opioides, devido ao seu perfil de segurança, capacidade de promover sedação adequada em baixas doses, mínimo impacto respiratório e na motilidade gastrointestinal, assim como possibilidade de neuroproteção. A partir dos aspectos descritos nesta revisão, foi elaborado protocolo a ser implementado em nosso serviço para uso da dexmedetomidina como medicação de primeira linha em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica.
Palavras-chave: Hipotermia induzida; Dexmedetomidina; Recém-nascido; Hipóxia-isquemia encefálicaAna Carolina Sales Jreige; Marilucia Rocha de Almeida Picanço; Wesley Soares Pires; Tiago da Rocha Araújo
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-7
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1391
Letícia Bergo Veronesi; Rossano Cesar Bonatto; Nathália Rocha da Silva; Carlos Roberto Padovani
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-6
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1416
Cristiano Almeida Pereira
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-8
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1438
Marina Sad Navarro; Thânia Maria Rodrigues Figueiredo; Ana Nery Melo Cavalcante; Geraldo Bezerra da Silva Junior; Maria Alix Leite Araujo
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-9
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1396
INTRODUÇÃO: O oxigênio (O2) é uma das terapias mais utilizadas em Unidades de Cuidados Neonatais. Quando necessário, é essencial para manter a integridade biofisiológica do recém-nascido (RN), mas seu uso deve ser criterioso devido ao seu alto potencial de complicações, como lesões cerebrais, pulmonares, oculares, intestinais e até óbito. OBJETIVO: Analisar a prevalência e o perfil dos RN que necessitaram de oxigenoterapia/suporte ventilatório. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal e retrospectivo, no período de julho de 2022 a junho de 2024, no qual foram analisados RN que necessitaram de internação e que fizeram uso de O2, em maternidade terciária de alto risco. RESULTADOS: 1004 RN foram analisados, com média de idade gestacional (IG) de 32,22 semanas (±3,02) e a mediana de peso ao nascimento de 1.840 g (400g-4320g). 674 (67,1%) evoluíram com síndrome do desconforto respiratório (SDR) e 316 (31,5%) com taquipneia transitória do RN (TTRN). Foi realizado corticoide antenatal em 602 (59,96%) gestantes e surfactante exógeno em 194 (19,3%) RN. Fizeram uso de CPAP nasal 537 (53,5%) e 331 (33%) de VMI. A média do tempo total de uso de O2 foi de 6,34 dias (1-82) e a mediana do tempo de ventilação mecânica foi de 5 dias (1-76). Do total da amostra, 26 (2,6%) evoluíram para enterocolite necrotizante e 85 (8,46%) com ROP.
CONCLUSÃO: Observou-se alta prevalência de uso do oxigenioterapia, principalmente nos RN prematuros, mas a monitorização da saturação-alvo durante a hospitalização não foi realizada, aumentando os riscos de complicações do uso do O2.
Fernanda Louise Schmidlin Nascimento; Washington Luiz Bittencourt; André Luis Santos do Carmo
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-13
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1423
OBJETIVO: Avaliar o impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança dos médicos Residentes em Pediatria do Complexo do Hospital de clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR).
MATERIAL E MÉTODO: A pesquisa realizada foi de caráter analítico transversal observacional, com coleta de dados prospectiva por meio de questionário estruturado com a escala Likert, desenvolvido especificamente para o presente estudo, no período de setembro a outubro de 2024. O recrutamento de participantes ocorreu por meio de plataforma online e incluiu cinquenta e quatro Médicos Residentes e Pediatras que participaram do Treinamento Continuado Simulado em Emergência entre 2021 e 2024. A estatística foi realizada com auxílio do software Graph Pad Prism 9.2.
RESULTADOS: Os resultados indicaram que, segundo a maioria da população do estudo, a grade curricular obrigatória não favorece de maneira adequada o desenvolvimento de habilidades e autoconfiança e que a realização do Treinamento Simulado Continuado em Emergência aumenta os níveis de confiança perante o reconhecimento e o manejo de situações emergenciais.
CONCLUSÃO: A simulação realística se mostrou uma ferramenta valiosa no treinamento de emergência para residentes em pediatria, pois proporciona um ambiente controlado que favorece o aprimoramento de habilidades técnicas e cognitivas, elevando a confiança e a competência dos residentes para lidar com situações críticas.
Racire Sampaio Silva; Lelia Cardamone Gouveia; Dolores Fernandez Fernandez; Eneida Fardim Perim; Izailza Matos Dantas Lopes; Leandro Meirelles Nunes; Lucia Mendes Silva Rolim; Simone Silva Ramos; Vanessa Macedo Silveira Fuck; Rossiclei de Souza Pinheiro; Katia Galeão Brandt
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-7
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1425
A Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos de Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) é um arcabouço legal que reúne várias determinações para controle do marketing de alimentos para lactentes de primeira infância e objetos relacionados. É de suma importância que seja conhecida por profissionais que têm por função orientar escolhas saudáveis para pais e responsáveis acerca de alimentação de crianças nessa faixa etária. Este estudo teve como objetivo identificar lacunas no conhecimento de pediatras e outros profissionais de saúde brasileiros que participaram do 41º Congresso Brasileiro de Pediatria sobre a NBCAL. Abordou-se uma amostra de 36 pediatras e outros profissionais de saúde inscritos no 4º Simpósio de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria que responderam a um questionário que abordava características pessoais como idade, tempo de formação, local de trabalho e correlacionava com suas respostas a um teste aplicado antes do treinamento. O questionário foi feito utilizando a plataforma Survey Monkey, garantindo a confidencialidade e segurança dos dados. Estes obtidos foram planilhados e os resultados descritos em gráficos e planilhas. Os resultados obtidos demonstraram que ainda existe um grande desconhecimento sobre a legislação nacional. Conclui-se então que treinamentos devem ser realizados de forma mais sistemática entre a comunidade acadêmica, também durante a formação de graduação ou pós-graduação.
Palavras-chave: Publicidade Direta ao Consumidor; Marketing de Serviços de Saúde; Vigilância de Produtos Comercializados; Educação Médica Continuada; Código Internacional de Comercialização de Alimentos para LactentesDalia Balassiano Strosberg; Marina Moreira Moura; Juliana da Cunha Ferreira; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Milena Franklin Oliveira
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-9
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1453
INTRODUÇÃO: O transtorno do espectro autista (TEA) apresenta alta prevalência, mas existem lacunas na literatura nacional sobre as comorbidades, o uso de serviços de saúde e escolares.
OBJETIVO: Descrever as comorbidades e o perfil de utilização dos serviços de saúde e de educação de crianças e adolescentes com TEA, atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de ensino em pediatria na cidade do Rio de Janeiro.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo, exploratório, com dados coletados em prontuários de crianças/adolescentes atendidos em uma UBS, de ensino médico do Rio de Janeiro, parceira do Sistema Único de Saúde (SUS), de fevereiro de 2023 a junho de 2024.
RESULTADOS: A amostra é composta por prontuários de 291 crianças e adolescentes. A idade média é de 82,5 ± 43,9 meses, 72,2% (210/291) do sexo masculino, 67,1% (204/291) eram pardos/negros; sendo que chegam ao ambulatório pela primeira vez para diagnóstico aos 60,8 ± 35,2 meses; 96,6% das mães cursaram até o fundamental incompleto. As comorbidades eram presentes em 72,9% (212/291), 79,2% (168/291) apresentavam pelo menos 2 comorbidades com maior prevalência das alérgicas; os transtornos mentais perfazem 16,4% (63/385). Em 72,5% apresentavam 1 internação, sendo as mais prevalentes aquelas por doenças respiratórias. Em 13,9% (39/281) não estavam matriculados na escola, 86% (141/164) estavam sem mediador em sala de aula, destes 54,6% (77/141) foram solicitados sem sucesso. Em 68,6% (190/277) estavam sem tratamento.
CONCLUSÃO: Observamos barreiras de acesso ao tratamento e a uma educação mais inclusiva, em um contexto de um SUS sobrecarregado, e em que o tratamento melhora o prognóstico.
Hector Fonseca Chaves De Oliveira; Carlos Rocha Oliveira; Maysa Alves Rodrigues Brandão Range
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-17
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1443
A obesidade na adolescência tem se consolidado como uma epidemia global, com impactos adversos significativos sobre o desenvolvimento físico, mental e social. Estudos recentes apontam um aumento progressivo da prevalência da obesidade entre adolescentes, acompanhado de uma elevação nos diagnósticos de transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade. Esse cenário é preocupante, uma vez que a obesidade está associada a diversas comorbidades e à redução da expectativa de vida. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre obesidade e qualidade de vida em adolescentes, considerando aspectos antropométricos, interpessoais e sociais. A pesquisa foi conduzida com uma amostra de 65 estudantes, de ambos os sexos, matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental e nos três anos do Ensino Médio na cidade de São José dos Campos, São Paulo, Brasil. Foram coletadas medidas antropométricas e aplicados questionários padronizados para avaliar a qualidade de vida e bem-estar dos participantes. Espera-se que os achados desta investigação contribuam para uma melhor compreensão dos impactos da obesidade sobre a saúde global dos adolescentes, fornecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas à promoção da saúde e à prevenção de doenças associadas ao excesso de peso. Além disso, os resultados poderão auxiliar na formulação de políticas públicas voltadas ao bem-estar da população jovem, mitigando os efeitos negativos da obesidade na vida adulta.
Palavras-chave: Obesidade; Qualidade de vida; EstudantesNathiely Porto Trigueiro; Yára Juliano; Ana Cristina Ribeiro Zollner
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-7
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1455
OBJETIVO: Analisar as internações hospitalares no SUS por cardiopatias congênitas (CC), assim como o número de ecocardiograma transtorácico (ECO TT) realizados no período de 2015 a 2023, no Município de São Paulo.
MÉTODO: Estudo epidemiológico, retrospectivo e descritivo, com total de 8.279 internações hospitalares por CC em crianças menores de 1 ano. Na análise dos dados, foram aplicados teste Qui-quadrado, com informações provenientes do DATASUS.
RESULTADOS: Foram analisadas as internações por Cardiopatia Congênita, 8.279 (0,59% dos nascidos vivos) de 2015 a 2023. Das malformações congênitas, a que se destacou foi o CID Q21= 3354 com 40,51% das internações hospitalares, com p<0,0001. O ECO TT em crianças menores de 1 ano teve um total de 32.009, o ano 2020 (9,48%) e 2023 (14,31%), p<0,0001. Na variável relacionada ao sexo, 51,55% referiam-se ao sexo masculino. Na varável cor/raça, 65,78% apresentavam cor branca.
DISCUSSÃO: Neste estudo, o maior número de internações hospitalares foi por Malformações congênitas dos septos cardíacos, CID10 Q21. O aumento de ECO TT pode ser explicado por melhorias de acessos aos serviços e tecnologia, mas ainda existe uma distância da condição ideal. Nas variáveis sexo, cor/raça, o sexo masculino e a cor branca predominam. Conclusão: As internações hospitalares nos cardiopatas congênitos, no intervalo de 9 anos, tiveram como principal diagnóstico o CID Q21. Além disso, os procedimentos de ECO TT, durante o mesmo intervalo, tiveram um aumento, exceto no ano de 2020.
Veronica A. O. Kawakatsu; Camila M. V. Lanzarin; Maria Luiza de Andrade Correia; Fernanda S Nascimento; Thais C. R. Heim; João C. Xikota; Aldo von-Wangenheim
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-3
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1410
Cristina Ortiz Sobrinho Valete
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-3
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1573
A segurança do paciente é um tema prioritário para a agenda da Organização Mundial da Saúde. O cuidado inseguro representa uma parcela de sofrimento para todos os envolvidos, com consequências para toda a sociedade. As crianças são particularmente vulneráveis à ocorrência de danos relacionados aos cuidados em saúde. No Brasil, ainda há muito que se conhecer acerca das taxas de eventos adversos na pediatria, sua natureza e gravidade. Os profissionais de saúde têm obrigação moral de ofertar um cuidado seguro, especialmente às crianças, mas, para isso, elas precisam de apoio. As sociedades civis e os gestores desempenham papel fundamental na promoção e educação dos profissionais de saúde acerca da segurança do paciente na pediatria.
Palavras-chave: Atenção à Saúde; Pediatria; Segurança do pacienteDora Pedroso Kowacs; Camille Midori Okuyama; Alexandre Marochi de Castro; Isabela Bertoncello; Ronaldo Martins Cravo; Karen Previdi Olandoski; René Scalet dos Santos Neto
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1413
Carlos Enrique Crismatt Rodríguez; Mariana Tschoepke Aires; Silvio da Rocha Carvalho; Marcia Angelica Bonilha Valladares; Mariana Troccoli de Souza; Cássia Freire Vaz
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1414
Cristina Ortiz Sobrinho Valete; Marina Ragonezzi Gallucci Bianco; Luciano Barboza Sampaio; Francielle Valle Batistão; Aline Matos Paiva
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-1
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1402
Maria Fernanda de Almeida Cavalcante Aranha; Maria Amélia Lopes dos Santos; Carla Andréa Avelar Pires; Ana Carolina Magalhães Nascimento; Marina Lopes de Freitas Freire; Rafaela Garcia Pereira; Luana Bastos de Mont’ Alverne Ferreira
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-3
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1389
Marina Julia Luvison; Camila Maques de Valois Lanzarin; Janaina Cruciani Soldateli; Maria Luiza de Andrade Correia
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1390
Mariana Fialho Araujo da Silva; Pedro Henrique Sant’Anna Antunes; Leonardo Matheus Cardoso de Souza; Dayane Figueiredo Fialho Rocha; Michely Pinheiro Mascarenhas; Rafaela Baroni Aurilio,
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1395
Mariana Fabrini Gomes; Carolina Henke; Ilia Reis de Aragão
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1418
Barbara de Miranda Schmitz; Rafaela Gomes Dadda; Raphaela Maintinguer; Bruna Cararo Machado; Bruna da Costa; Carine Machado Pereira; Carolina Galhós de Aguiar; Elson Julius Shockness; Andrew Bonifácio Ferreira; Melina Moré Bertotti; Emanuela da Rocha Carvalho,
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1429
Marianne Fernanda de Melo Duarte; Gessianni Claire Alves-de-Souza; Fernanda Pessa Valente; Ana Luiza Magalhães de Andrade Lima; Fabiana Gomes Aragão Magalhães Feitosa; Liliane Gomes da-Rocha
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-7
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1433
Tumores cardíacos são entidades raras na pediatria. Podem ser neoplasias benignas ou malignas que surgem principalmente no revestimento interno, na camada muscular ou no pericárdio circundante do coração. Podem ser primários ou metastáticos. Além de raros, tumores primários têm alta chance de benignidade nessa população. O mixoma é o tumor cardíaco primário mais comum em adultos, entretanto, em crianças, os rabdomiomas são os mais frequentes. Uma vez diagnosticados, devem-se investigar outros sítios pela possibilidade de Esclerose Tuberosa. Esses tumores podem causar obstrução da valva ou da via de entrada e saída ventricular, tromboembolia, arritmias ou doenças pericárdicas. O diagnóstico é por ecocardiografia e frequentemente RM cardíaca. O tratamento dos tumores benignos geralmente é a ressecção cirúrgica; entretanto, sua recorrência é incomum. No caso apresentado, relata-se a associação desses dois tipos de tumores com a apresentação grave em uma lactente jovem: arritmia cardíaca.
Palavras-chave: Esclerose tuberosa; Mixoma; Arritmias cardíacasMaria Ururahy Póvoa Duarte Villela; Katia Farias e Silva
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-3
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1440
A dor abdominal em crianças é uma queixa comum, com diversas causas possíveis, que vão desde condições benignas até doenças graves. O objetivo deste relato de caso é descrever o quadro de um paciente de oito anos que teve diagnóstico de neuroblastoma de adrenal após diversas idas a emergências, tendo, no início do quadro, apenas queixa de dor abdominal. Para o diagnóstico, obteve-se auxílio de exames complementares de imagem, feito meses após início dos sintomas, e foi descoberto que o paciente já havia metástase para coluna. Atualmente, em acompanhamento com serviço especializado em oncologia pediátrica para quimioterapia e definição de tratamento.
Palavras-chave: Neuroblastoma; Dor abdominal; CriançaSimone Sodré Latorraca; Nathalie Jeanne Magioli Bravo-Valenzuela
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1452
INTRODUÇÃO: A síndrome nefrótica envolve proteinúria, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, sendo associada a tromboembolismo por perda urinária de anticoagulantes. Trombos intracardíacos são raros, porém graves, e requerem diferenciação de tumores cardíacos via ecocardiograma. O tratamento inclui anticoagulação, trombólise ou cirurgia.
OBJETIVO: Relatar um caso de trombo atrial em criança pré-escolar com síndrome nefrótica, enfatizando sua relevância para pediatras e especialistas.
MÉTODO: Relato de caso baseado na revisão de prontuário de paciente acompanhada em hospital universitário.
RELATO DE CASO: Paciente feminina, 3 anos, com síndrome nefrótica descompensada. Tomografia revelou imagem hipodensa na auriculeta/átrio direito, sugerindo trombo. Ecocardiograma evidenciou imagem hiperrefringente de 1,7 x 3,2 cm, móvel, sem obstrução ao fluxo. Paciente assintomática do ponto de vista cardiológico. Foi iniciada anticoagulação com heparina de baixo peso molecular. Ressonância magnética confirmou o diagnóstico. Ecocardiogramas seriados foram realizados para seguimento.
DISCUSSÃO: Crianças com síndrome nefrótica apresentam risco elevado de trombose por perda de proteínas anticoagulantes. Trombo atrial, embora raro, pode levar a complicações graves. O manejo exige monitoramento contínuo da função renal e cardíaca, além de ajuste criterioso da anticoagulação para evitar hemorragias. A abordagem multidisciplinar é fundamental para otimizar o tratamento e reduzir riscos.
Ticiane Yukie Takata; Jéssica Saab; Gisele Douradinho Teixeira; Bruno Augusto Alvares,
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1454
INTRODUÇÃO: O hemangioma congênito é neoplasia vascular benigna infrequente, relacionado com mutações dos genes GNAQ e GNA11. Seu desenvolvimento ocorre intraútero, estando, portanto, presente ao nascimento. A depender de seu comportamento clínico, pode ser classificado em rapidamente involutivo, não involutivo e parcialmente involutivo.
RELATO DE CASO: Recém-nascido, 25 dias de vida, exibindo nódulo cervical à esquerda, desde o nascimento, de coloração esverdeada associada a telangiectasias. Não houve crescimento da lesão entre o nascimento e avaliação dermatológica. Realizado ultrassom de partes moles no primeiro dia de vida com diagnóstico de hemangioma.
DISCUSSÃO: Os hemangiomas congênitos rapidamente involutivos geralmente se apresentam como lesões únicas, podendo estar associados ou não a outras lesões vasculares em órgãos sólidos. O diagnóstico é eminentemente clínico, podendo ser complementado com avaliação ultrassonográfica. Sua regressão ocorre espontaneamente entre 6 e 14 meses; sendo assim, a conduta expectante está indicada na maioria dos casos.
Iuli Ferro da Silva Krieck; Vanessa Borges Platt
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-4
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1445
OBJETIVO: descrever uma condição rara de doença dermatológica na população pediátrica com taxa de ocorrência de aproximadamente 1 em cada 20.000 a 1 em cada 500.000 nascimentos.
RELATO DE CASO: lactente de 4 meses de idade, sem comorbidades e com antropometria e desenvolvimento neuropsicomotor adequados para a idade, apresentava múltiplos nevos circulares, acastanhados, de diâmetros e distribuições variáveis na face, couro cabeludo, tronco, nádegas, membros superiores e inferiores, mãos e pés, com o maior nevo medindo mais de 20cm de diâmetro, caraterizado como tipo “calção de banho”.
DISCUSSÃO: o diagnóstico é clínico, e se destaca a importância de utilizar a classificação da “Regra dos 6B” para medir o tamanho das lesões em casos de nevo melanocítico congênito gigante. Há recomendação a respeito da realização de exames de imagem do sistema nervoso central em idade apropriada para descartar envolvimento neurológico. Neste caso específico, o paciente ainda não realizou tais exames, o que reforça a necessidade de seguimento e monitoramento contínuo.
Ligia Febraro; Vanessa Soares Lanziotti,
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-3
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1394
Cecilia Novelli Mendes; Vanessa Soares Lanziotti,
Resid Pediatr. 2026;16(1):1-2
DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1459