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Análise epidemiológica das internações hospitalares no SUS por cardiopatias congênitas, e do ecocardiograma transtorácico, no Município de São Paulo
Nathiely Porto Trigueiro; Yára Juliano; Ana Cristina Ribeiro Zollner
Resid Pediatr. 2026OBJETIVO: Analisar as internações hospitalares no SUS por cardiopatias congênitas (CC), assim como o número de ecocardiograma transtorácico (ECO TT) realizados no período de 2015 a 2023, no Município de São Paulo.
MÉTODO: Estudo epidemiológico, retrospectivo e descritivo, com total de 8.279 internações hospitalares por CC em crianças menores de 1 ano. Na análise dos dados, foram aplicados teste Qui-quadrado, com informações provenientes do DATASUS.
RESULTADOS: Foram analisadas as internações por Cardiopatia Congênita, 8.279 (0,59% dos nascidos vivos) de 2015 a 2023. Das malformações congênitas, a que se destacou foi o CID Q21= 3354 com 40,51% das internações hospitalares, com p<0,0001. O ECO TT em crianças menores de 1 ano teve um total de 32.009, o ano 2020 (9,48%) e 2023 (14,31%), p<0,0001. Na variável relacionada ao sexo, 51,55% referiam-se ao sexo masculino. Na varável cor/raça, 65,78% apresentavam cor branca.
DISCUSSÃO: Neste estudo, o maior número de internações hospitalares foi por Malformações congênitas dos septos cardíacos, CID10 Q21. O aumento de ECO TT pode ser explicado por melhorias de acessos aos serviços e tecnologia, mas ainda existe uma distância da condição ideal. Nas variáveis sexo, cor/raça, o sexo masculino e a cor branca predominam. Conclusão: As internações hospitalares nos cardiopatas congênitos, no intervalo de 9 anos, tiveram como principal diagnóstico o CID Q21. Além disso, os procedimentos de ECO TT, durante o mesmo intervalo, tiveram um aumento, exceto no ano de 2020.
Resenha de artigo - Melhorando a prevenção de suicídios por meio de estratégias baseadas em evidência: uma revisão sistemática
Cecilia Novelli Mendes; Vanessa Soares Lanziotti,
Resid Pediatr. 2026Uso da dexmedetomidina na sedação e analgesia dos recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica: elaboração de um protocolo clínico
Thaísa Silva Zanatta; Mauricio Magalhães
Resid Pediatr. 2026Este estudo teve como objetivo descrever o uso do cloridrato de dexmedetomidina para sedação e analgesia em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura da base de dados PubMed/MEDLINE de artigos publicados entre 2001 e 2024. O uso da dexmedetomidina se destaca nos artigos avaliados, principalmente quando comparado com opioides, devido ao seu perfil de segurança, capacidade de promover sedação adequada em baixas doses, mínimo impacto respiratório e na motilidade gastrointestinal, assim como possibilidade de neuroproteção. A partir dos aspectos descritos nesta revisão, foi elaborado protocolo a ser implementado em nosso serviço para uso da dexmedetomidina como medicação de primeira linha em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica.
A dimensão do cuidado pediátrico inseguro: uma chamada à ação
Cristina Ortiz Sobrinho Valete
Resid Pediatr. 2026A segurança do paciente é um tema prioritário para a agenda da Organização Mundial da Saúde. O cuidado inseguro representa uma parcela de sofrimento para todos os envolvidos, com consequências para toda a sociedade. As crianças são particularmente vulneráveis à ocorrência de danos relacionados aos cuidados em saúde. No Brasil, ainda há muito que se conhecer acerca das taxas de eventos adversos na pediatria, sua natureza e gravidade. Os profissionais de saúde têm obrigação moral de ofertar um cuidado seguro, especialmente às crianças, mas, para isso, elas precisam de apoio. As sociedades civis e os gestores desempenham papel fundamental na promoção e educação dos profissionais de saúde acerca da segurança do paciente na pediatria.
Nevo melanocítico congênito gigante em lactente: relato de caso
Iuli Ferro da Silva Krieck; Vanessa Borges Platt
Resid Pediatr. 2026OBJETIVO: descrever uma condição rara de doença dermatológica na população pediátrica com taxa de ocorrência de aproximadamente 1 em cada 20.000 a 1 em cada 500.000 nascimentos.
RELATO DE CASO: lactente de 4 meses de idade, sem comorbidades e com antropometria e desenvolvimento neuropsicomotor adequados para a idade, apresentava múltiplos nevos circulares, acastanhados, de diâmetros e distribuições variáveis na face, couro cabeludo, tronco, nádegas, membros superiores e inferiores, mãos e pés, com o maior nevo medindo mais de 20cm de diâmetro, caraterizado como tipo “calção de banho”.
DISCUSSÃO: o diagnóstico é clínico, e se destaca a importância de utilizar a classificação da “Regra dos 6B” para medir o tamanho das lesões em casos de nevo melanocítico congênito gigante. Há recomendação a respeito da realização de exames de imagem do sistema nervoso central em idade apropriada para descartar envolvimento neurológico. Neste caso específico, o paciente ainda não realizou tais exames, o que reforça a necessidade de seguimento e monitoramento contínuo.